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HP Omen 35L (2026): Um Monstro de Performance que Custa um Rim

Montar o próprio PC é quase um ritual de passagem para qualquer gamer, mas vamos ser sinceros: nem todo mundo tem paciência ou coragem de encarar aquele monte de cabo e a tensão de ligar a máquina pela primeira vez e torcer para não sair faísca. É aí que entram os pre-builts, e a HP resolveu chegar com tudo no novo HP Omen 35L (2026), prometendo entregar brutas doses de performance sem que você precise tocar em uma única chave de fenda. A proposta aqui é simples: você paga, liga na tomada e sai jogando com a qualidade máxima.

Mas a pergunta que não quer calar é se esse setup realmente vale o investimento ou se é apenas mais um hardware com luzinha colorida tentando nos enganar. O nome "35L" não é marketing, é a litragem real do gabinete, o que o torna um meio-termo curioso. Ele não é um SFF (Small Form Factor) propriamente dito — imagina uns três melões grandes espremidos ou dois gabinetes Fractal Terra empilhados — mas também não ocupa a mesa inteira como aqueles torres gigantescas de antigamente. O visual é bem clean, especialmente na versão preta, com painéis de vidro que deixam todo o RGB dos fans e da bomba do processador brilhando.

HP Omen 35L (2026) - Imagem Oficial

Debaixo do capô, a HP não economizou no hype e socou componentes de primeira linha. Estamos falando de um AMD Ryzen 7 9800X3D, que é basicamente o rei do gaming no momento, casado com a novíssima Nvidia GeForce RTX 5070Ti de 16 GB. Essa combinação transforma a máquina em um trator para rodar qualquer título moderno da Steam sem suar. O sistema vem com 32 GB de memória DDR5-6000 MT/s, o que é mais do que suficiente para a grande maioria dos jogos atuais, garantindo que você não vai ter gargalo nem abrindo cinquenta abas do Chrome enquanto joga.

Agora, falando de upgrade, a situação é um pouco mais "estranha". A placa-mãe mATX tem apenas dois slots de RAM, e os dois já vêm ocupados. Se quiser mais memória no futuro, vai ter que trocar os pentes inteiros. Existe um slot M.2 extra para quem quiser colocar mais um SSD, mas prepare-se para o trampo: você vai ter que remover a GPU para conseguir acessá-lo. Além disso, tem um slot PCIe vazio na parte de baixo, mas ele fica tão colado na carcaça da placa de vídeo que você mal consegue enfiar um cartão de rede simples ali sem forçar. A boa notícia é que a AMD prometeu suporte ao soquete AM5 até o Zen 7, então o processador tem vida longa.

HP Omen 35L (2026) - Imagem Oficial

No quesito conectividade, a HP deu um passo para frente e dois para trás. A ausência de USB4 dói, e as portas Type-C ficam limitadas a 10Gbps. Por outro lado, quem ainda usa periféricos antigos vai curtir as quatro portas USB 2.0, embora a maioria de nós mal use três dessas. Um detalhe inteligente: na parte de trás, não existe HDMI para o vídeo integrado do processador, apenas via modo DP do USB-C. Isso evita aquele erro clássico de iniciante de plugar o monitor na placa-mãe e ficar reclamando que o jogo está rodando a 10fps enquanto a Nvidia está ali do lado, dormindo.

Quando colocamos a máquina para fritar em 1440p, os resultados são monstruosos. No Avatar: Frontiers of Pandora, o setup manteve uma média de 99 FPS, obliterando builds customizadas similares. Em Cyberpunk 2077 com ray tracing no médio, ele entregou cerca de 74 FPS, o que mostra que a RTX 5070Ti aguenta o tranco mesmo em cenários pesados. O resfriamento líquido é surpreendentemente silencioso, evitando que o seu quarto vire uma sauna ou que o barulho dos fans pareça uma turbina de Boeing durante as sessões intensas de gameplay.

HP Omen 35L (2026) - Imagem Oficial

Porém, chegamos ao ponto onde a alegria acaba: o preço. Esse PC é vendido por $3,199.99, o que em conversão direta para nós daria aproximadamente R$ 17,600 reais. É um valor absurdamente salgado, especialmente lembrando que esse preço é apenas pela torre. Você ainda vai ter que gastar mais uns bons milhares de reais em um monitor 4K ou 1440p, teclado mecânico e um mouse decente para aproveitar o hardware. Para quem monta o próprio PC, esse valor parece um exagero, mas para quem quer a conveniência do "plug and play", é o custo da tranquilidade.

No veredito final, o HP Omen 35L (2026) é uma máquina braba, sem dúvidas. Ele não entrega o absoluto estado da arte em conectividade, mas compensa com um desempenho bruto que deixa qualquer um de queixo caído. Se você tem o dinheiro sobrando e odeia a ideia de lidar com manuais de placa-mãe e gestão de cabos, ele é a escolha certa. Agora, se você é do time que gosta de cada centavo renderir e quer o máximo de expansão possível, talvez seja melhor continuar no DIY.

É um hardware que não flopou em performance, mas que pode assustar no checkout do carrinho. No fim das contas, a HP entregou um produto premium para um público premium. Se você busca estabilidade e potência sem dor de cabeça, o Omen 35L entrega tudo, desde que seu bolso não chore muito no processo.

HP Omen 35L (2026)
Site Oficial

HP Omen 35L (2026)

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