Cara, é simplesmente surreal o que a Microsoft está fazendo com a rede de estúdios da Xbox. Quando a gente acha que o fundo do poço já foi alcançado, eles vêm e soltam mais uma bomba: a lendária id Software, a casa que basicamente inventou o que conhecemos como Shooters modernos, foi atingida por demissões brutais. E o pior de tudo? Isso está acontecendo justamente agora, enquanto o estúdio lança aquele DLC massivo de Doom: The Dark Ages, que tinha cara de expansão. É de cair o queixo ver a gestão da Xbox tratando talentos como números em uma planilha de Excel enquanto o hype dos jogos continua lá no alto.
Quem conhece a história dos games sabe que a id Software não é qualquer estúdio; eles são a fundação de tudo. Ver que quase metade da equipe pode ter sido cortada é um soco no estômago de qualquer gamer. O clima nos bastidores parece estar deplorável, especialmente com esse tal de 'reset' controverso que a Xbox está tentando implementar. É aquela velha história: a diretoria quer números mágicos no Xbox Game Pass, e quem paga o pato é o desenvolvedor que passa anos ralando para entregar um produto de qualidade no PC e no Xbox Series X.

O John Romero, que é basicamente a realeza dos games e co-fundador da id Software, não ficou calado e soltou o verbo no Bluesky. O cara foi sincero e visceral, dizendo que sabe exatamente o quanto é devastador ter que deixar a id Software enquanto o estúdio continua existindo, mas sem você. Ele falou sobre a dor de se afastar de um lugar que guarda tanto do seu trabalho, suas amizades e, principalmente, a história do medium. É aquele sentimento de ver o seu 'filho' sendo maltratado por executivos que provavelmente nem sabem a diferença entre um ray tracing e um buffer.
Mesmo com toda a treta, o Romero fez questão de exaltar a qualidade técnica dos últimos lançamentos. Ele pontuou que os jogos recentes de Doom e Quake mostraram um cuidado, habilidade e respeito absurdo por aquilo que esses mundos significam para a comunidade. É engraçado (de um jeito triste) que a Xbox continue colhendo os frutos de um trabalho primoroso, mas decida nerfar a equipe que faz a mágica acontecer nos bastidores. O talento está lá, a paixão está lá, mas a gestão parece estar operando no modo 'flopou' total.

Mas o ponto que mais me deixou preocupado nesse desabafo do Romero foi a questão da preservação digital. Ele mandou a real: a história da id Software é crítica para a história de todos os jogos. O cara revelou que ele mesmo preservou todo o histórico inicial da empresa, desde a era da Softdisk até 6 de agosto de 1996, incluindo assets e materiais que a própria id Software provavelmente já perdeu. Imagina o nível de desorganização ou descaso para a empresa não ter os próprios arquivos originais? Se não fosse por fãs e veteranos obcecados, a gente teria esquecido como esses clássicos foram construídos.

Essa onda de demissões não é um caso isolado, e isso é o que mais assusta. A Obsidian, que nos deu Fallout New Vegas e The Outer Worlds, reportedly perdeu um quarto do seu staff. A Arkane Lyon está com o destino incerto, e a Undead Labs também entrou na dança, o que coloca em risco o futuro de State of Decay 3 no Xbox Game Pass. Parece que a Microsoft comprou tudo o que viu pela frente com cheques em branco e agora, como não sabe gerenciar a casa, resolveu cortar a gordura — problema é que eles estão cortando o músculo e o osso junto.

O próprio John Romero já sentiu na pele a instabilidade da indústria, com sua própria Romero Games enfrentando problemas e cortes há cerca de um ano. Mas, felizmente, o cara não desiste. No final de 2025, surgiu a notícia de que seu novo projeto — um Shooter inspirado em Elden Ring — está vivo e bem. É a prova de que a paixão por criar supera a burocracia corporativa, mas não deveria ser assim. Não deveríamos depender da boa vontade de indivíduos para salvar a história da indústria enquanto gigantes como a Activision e a Bethesda Softworks são engolidas por máquinas de lucro.
No meu veredito final, a Xbox está jogando um jogo perigoso. Você não pode comprar a história dos games e depois tratar essa mesma história como descartável. A id Software é um pilar do entretenimento digital, e ver a empresa ser tratada dessa forma é deplorável. Espero que esse alerta do Romero sirva para que outras empresas acordem e entendam que preservação não é luxo, é dever. Se continuarmos nesse ritmo de 'compra, corta e deleta', as futuras gerações só conhecerão os clássicos através de emuladores feitos por fãs, enquanto as empresas originais serão apenas nomes em relatórios fiscais esquecidos.




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