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King of the Hill Season 15: O Reboot que Milagrosamente Ficou Melhor Ainda

Olha, vou ser sincero com vocês: eu estava com o coração na mão quando soube que King of the Hill teria um reboot. A gente sabe como isso geralmente termina, né? Vira aquele tipo de projeto forçado que tenta resgatar a nostalgia, mas acaba dando aquele flop monumental, tipo o que rolou com algumas tentativas de reviver clássicos como Frasier ou Arrested Development. A ideia de voltar com a série depois de tanto tempo, mudando a cronologia para oito anos após o fim da original, parecia um risco desnecessário que poderia manchar o legado de um dos meus desenhos favoritos.

Mas a real é que, depois do susto inicial, a coisa começou a engrenar. Quando a Season 14 estreou, o primeiro episódio foi meio travado, cheio daquela exposição chata para situar o público sobre onde o Hank Hill e a Peggy estavam. Mas, conforme os episódios passavam, a mão do Mike Judge e do Greg Daniels, junto com o novo showrunner Saladin Patterson, conseguiu resgatar aquele humor seco e pé no chão que fazia a série ser genial. A gente começou a sentir que aquele conforto familiar estava de volta, mas com temperos novos para o Hank Hill lidar.

Para quem está por fora das Notícias recentes, o salto temporal trouxe mudanças interessantes. O Hank Hill passou os últimos anos trabalhando na Saudi Arabia para a empresa de petróleo Aramco, vivendo em uma comunidade residential estilo anos 50. Quando ele volta para Arlen, no Texas, ele se sente um peixe fora d'água, mesmo na própria cidade, o que gera situações hilárias. É aquele choque cultural reverso que a série usa com maestria para cutucar as feridas da sociedade moderna.

O ponto que mais me surpreendeu foi o desenvolvimento do Bobby Hill. Agora com 21-year-old, o moleque que a gente viu crescer virou um chef de cozinha workaholic. É bizarro, mas ver o Bobby Hill como um adulto responsável, mas ainda com aquele espírito, dá até um certo orgulho. Além disso, ele reatou o romance com a Connie Souphanousinphone, transformando aquela paixão de criança em algo real e maduro na Season 14.

King of the Hill Scene 1

E claro, não teria King of the Hill sem a galera da cerca. O Dale, o Bill e o Boomhauer continuam sendo exatamente os mesmos caras bebendo cerveja e reclamando da vida, o que é a melhor parte de tudo. O Bill, por exemplo, virou um ermitão enquanto o Hank Hill estava fora, o que é um detalhe pequeno, mas que encaixa perfeitamente na tragédia cômica do personagem. É aquele tipo de continuidade que respeita quem acompanhou a série por 13 temporadas.

A Peggy, por sua vez, continua sendo aquela mulher convicta de suas próprias mentiras e absurdamente prepotente, mesmo na aposentadoria. Ela não mudou nada, e é por isso que ela continua sendo a fonte de metade das risadas da série. O equilíbrio entre o que mudou e o que permaneceu intacto é o que impede a série de parecer um produto artificial feito apenas para gerar hype.

King of the Hill Scene 2

Agora, falando da Season 15, que chega ao Hulu no dia July 20, a sensação é de que a série finalmente encontrou seu novo ritmo. Sabe quando um jogo passa por aquele período de patches iniciais e finalmente chega na versão estável? Foi isso que aconteceu aqui. Os roteiristas já não precisam mais de episódios para explicar o passado; eles simplesmente mergulham nas histórias cotidianas, voltando àquela simplicidade doméstica que definia a série original.

Nessa nova temporada, a gente vê episódios que são a cara do clássico. Tem um arco sobre a Peggy lidando com a menopausa que é, ao mesmo tempo, engraçado e surpreendentemente humano. E tem outro onde o Hank Hill, que sempre foi o pilar da sensatez da família, cai em um golpe de phishing. Ver o Hank Hill vulnerável diante da tecnologia é um buff na comédia, porque tira ele da zona de conforto e o coloca em situações onde a lógica dele simplesmente não funciona.

King of the Hill Scene 3

O que eu mais curto nessa abordagem da Season 15 é que eles não estão tentando forçar a barra com as guerras culturais de forma rasa. A série foca no humano, nas manias e no absurdo do dia a dia. Enquanto isso, as tramas de longo prazo, como a evolução do namoro entre o Bobby Hill e a Connie, continuam progredindo de forma orgânica, sem pressa, respeitando o tempo dos personagens.

King of the Hill Scene 4

No fim das contas, King of the Hill provou que é possível reviver algo sem destruir a essência. A série não tenta ser moderna demais nem ficar presa no passado; ela apenas evolui junto com seus personagens. É aquele tipo de conteúdo que você assiste para relaxar, sabendo que vai encontrar personagens coerentes e piadas que não dependem de memes passageiros para funcionar.

King of the Hill Scene 5

Meu veredito é que a Season 15 é, possivelmente, a melhor coisa que aconteceu com a franquia desde o final da série original em 2009. Se você gosta de humor inteligente, personagens bem construídos e aquela vibe de cidade pequena do interior dos Estados Unidos, não tem como errar. O reboot não só sobreviveu, como aprendeu a caminhar com as próprias pernas e agora está correndo.

É raro ver uma produção que trate seus fãs com tanto respeito, entregando exatamente o que a gente queria, mas com a coragem de fazer o Bobby Hill crescer e o Hank Hill se aposentar. É a prova de que, quando a equipe criativa original está envolvida e sabe o que está fazendo, o resultado é ouro puro. Agora é só sentar, pegar uma cerveja e curtir a resenha na cerca.

Links Úteis

* Discussão sobre Hank Hill e Política * Teorias sobre Dale e QAnon
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