Papo reto aqui, galera: a gente sempre fica no hype quando a Logitech resolve mexer na sua linha 'G3', porque a promessa é entregar aquele hardware que não é exatamente 'baratinho', mas que cabe no bolso sem sacrificar a qualidade. Eu estava genuinamente animado para testar o Logitech G316 X, esperando aquele equilíbrio perfeito entre custo e performance que a gente ama. Mas, olha... Que decepção colossal. O que deveria ter sido um sucessor promissor acabou se tornando um exemplo clássico de como errar na mão no detalhe mais básico de um periférico: o toque das teclas.
Para quem não está por dentro, a Logitech queria que essa linha fosse a porta de entrada para quem busca qualidade sem gastar os olhos da cara. O problema é que a versão que caiu nas minhas mãos veio com os switches 'táteis' (ou isso é o que eles dizem), e a experiência foi, no mínimo, bizarra. Se você é aquele jogador que valoriza a sensação do clique, já aviso logo que esse teclado não entrega o que promete. Ele tenta vender uma ideia de precisão, mas na prática, parece que você está lutando contra as teclas para conseguir digitar.

Vamos falar do elefante na sala: esses switches 'táteis'. Na teoria, um switch tátil deve ter aquele 'bump' (uma pequena resistência) no meio do caminho para você saber que a tecla foi acionada sem precisar afundá-la totalmente. No Logitech G316 X, isso simplesmente não existe. O que você sente é uma resistência inicial absurda, como se as teclas estivessem travadas, e depois elas despencam. É uma sensação horrível que lembra muito mais um teclado de membrana bem rígido do que um teclado mecânico de verdade. É quase como se tivessem nerfado a sensação tátil para economizar no custo de produção.
Eu tentei usar o bicho para trabalhar durante alguns dias para ver se eu me acostumava, mas a real é que meus dedos terminaram o dia exaustos. Se você não passa horas digitando, talvez o barulho 'clacky' (aquele estalo mais agudo) seja satisfatório, mas para quem leva o setup a sério, isso não compensa a fadiga muscular. O teclado é barulhento pra caramba, e não é aquele barulho gostoso de teclado customizado (thocky), é um barulho seco e plástico que denuncia a construção simplista do chassi.

Agora, se a gente for olhar para a parte técnica, existem coisas que salvam a pele do produto. As keycaps são de PBT Double-shot, o que significa que elas não vão ficar com aquele aspecto brilhoso e gorduroso depois de um mês de uso, o que é um ponto positivo enorme. A iluminação RGB por tecla é honesta e a barra de luz de 30 zonas dá um visual moderno para o setup. Além disso, o polling rate de 1–8 kHz e a conexão via USB-C destacável mostram que a Logitech sabe o que os gamers querem no papel, mas falhou miseravelmente na execução do toque.

Onde o bicho pega de verdade é na hora de jogar. Eu testei o teclado no Counter-Strike 2, e a experiência foi traumatizante. Para quem joga FPS, o *counter-strafing* (parar o personagem instantaneamente para atirar com precisão) é vital, e com a rigidez dessas teclas, eu errei tiros que não erraria nem com um teclado de escritório de 50 reais. A tensão errada nas teclas fez com que eu desse saltos acidentais com a barra de espaço em momentos críticos de *clutch*, o que é inadmissível para um produto que se vende como 'gaming'.
Para fechar a conta, vamos falar de preço. O teclado sai por cerca de R$ 605 a R$ 660 (convertendo os $110 a $120 sugeridos), e sinceramente? Por esse valor, o mercado está lotado de opções melhores, inclusive de marcas menores que entregam switches muito mais fluidos e construções menos plásticas. É difícil recomendar algo onde a função principal — que é apertar botões — é a parte mais fraca do produto.

No fim das contas, o Logitech G316 X é aquele típico produto que parece lindo nas fotos e nas especificações da caixa, mas que na hora do 'vamos ver' deixa a desejar. A Logitech tem nome, tem tecnologia, mas parece que esqueceu que teclado gamer precisa, acima de tudo, de ergonomia e sensação de resposta. Se você quer algo que faça barulho e tenha luzes bonitas, beleza, mas se você quer performance real no PC, passe longe dessa versão tátil.



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