Cara, finalmente conseguimos colocar as mãos em Marvel Tokon: Fighting Souls, e a sensação é aquela mistura clássica de amor e ódio que a gente já conhece bem. De um lado, ver heróis da Marvel em um estilo anime, trocando socos e chutes como se estivessem em um episódio de Dragon Ball, é simplesmente glorioso e enche qualquer fã veterano de alegria. Do outro, a realidade técnica do lançamento bateu forte, e a experiência está longe de ser perfeita, especialmente para quem está tentando rodar o título no PC.
O lançamento foi, para dizer o mínimo, conturbado. A galera do Windows PC está sofrendo com uma otimização que parece ter sido feita nas pressas, resultando em quedas de frame e travamentos irritantes. E não é só no computador; quem está no PS5 também sentiu que a movimentação dos lutadores está meio lerda e as hitboxes estão completamente malucas, o que em um jogo de luta é um pecado capital. A gente aqui da Gamer Elite acompanhou as primeiras horas de jogo e, embora a diversão esteja lá, esses problemas de performance fazem o título parecer que flopou no quesito polimento técnico.

Outro ponto que deixa a gente com a pulga atrás da orelha é o elenco. Começar um jogo desse porte com apenas 20 personagens jogáveis é, sinceramente, um balde de água fria. A Arc System Works prometeu que teremos mais conteúdo via DLC, mas a gente sabe que esperar por pacotes de expansão pode levar eras. A boa notícia é que a revelação do Phoenix Cyclops como o primeiro lutador adicional abriu as portas para a empresa parar de jogar no seguro e começar a trazer versões realmente bizarras e interessantes dos heróis.
Se a ideia é ir pelo caminho do cosmicamente estranho, a primeira sugestão obrigatória seria o Silver Surfer empunhando o Mjölnir. Para quem não acompanha os quadrinhos, houve uma fase do Thanos escrita por Donny Cates onde vemos o Surfista Prateado em um futuro alternativo, usando o martelo do Thor. Imagina o hype de ter um personagem que mistura o Poder Cósmico com as habilidades do Deus do Trovão? Seria um moveset absurdamente variado e visualmente impactante dentro do jogo.

Falando em martelo, é bizarro que o Thor clássico tenha sido omitido do elenco inicial. Se a Arc System Works quer inovar, por que não trazer o Unworthy Thor? Aquela versão do Odinson que se tornou indigno do martelo durante o evento Original Sin, perdeu um braço e o substituiu por um de metal negro Uru. É uma abordagem muito mais visceral e menos "perfeitinha" do herói, o que combinaria perfeitamente com a pegada intensa de Marvel Tokon: Fighting Souls.
Agora, se a gente quiser entrar no terreno do puro absurdo, precisamos falar do Thanos como o Punisher. Sim, você leu certo. Existe uma história onde o Frank Castle se torna o Cosmic Ghost Rider e acaba criando um Thanos que, essencialmente, assume a persona do Justiceiro. Ter um Titão Louco lutando sem a Manopla do Infinito, focando em combate bruto e táticas de guerrilha, daria um buff enorme na criatividade do roster e surpreenderia qualquer jogador.

Para fechar essa lista de desejos, não podemos esquecer da Kitty Pryde em sua versão Shadowkat. A Kitty já foi de tudo nos quadrinhos, mas a fase em que ela foi treinada como ninja é a que mais faria sentido aqui. Combinar a capacidade de ficar intangível (atravessar paredes e ataques) com a letalidade de uma espada transformaria a personagem em um pesadelo para qualquer adversário, trazendo uma dinâmica de gameplay única que o jogo ainda não explorou.

No fim das contas, Marvel Tokon: Fighting Souls tem a alma de um grande jogo, mas nasceu com problemas de saúde. A direção artística é impecável e a sensação de poder nas lutas é gratificante quando as hitboxes colaboram. Se a Sony Interactive Entertainment e a Arc System Works focarem em corrigir a performance no PC e expandirem o elenco com essas escolhas mais arriscadas, temos a chance de ter um clássico moderno dos jogos de luta.
Por enquanto, o jogo está em uma zona cinzenta: é divertido, mas frustrante. A gente quer amar a experiência completa, mas é difícil ignorar a falta de polimento e a escassez de lutadores. Esperamos que as próximas atualizações tragam não apenas correções técnicas, mas aquele espírito de experimentação que torna a Marvel tão icônica.

O meu veredito é que você deve dar uma chance se for fã visceral da marca, mas prepare-se para lidar com alguns bugs e a lentidão dos movimentos. O potencial está todo ali, agora só falta a vontade dos desenvolvedores de transformarem esse diamante bruto em algo realmente brilhante. Fica a torcida para que o próximo DLC não seja apenas mais do mesmo, mas sim algo que exploda a nossa cabeça.



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