Cara, vamos falar a verdade: o hype para Marvel's Wolverine está batendo no teto. A gente sabe que a Insomniac Games tem a mão calibrada para transformar heróis da Marvel em experiências sólidas no PS5, e depois do que vimos nas primeiras impressões, parece que eles estão querendo entregar a versão definitiva do Logan. A pegada aqui não é reinventar a roda do gênero de ação, mas sim fazer com que você sinta que é, de fato, o melhor no que faz: rasgar tudo o que estiver na frente.
O que mais chama a atenção logo de cara é a obsessão quase doentia da Insomniac Games com a fidelidade visual. Papo reto, a galera gastou um tempo absurdo desenvolvendo a dinâmica dos pelos do braço do Wolverine para que tudo parecesse orgânico e denso. Pode parecer detalhe bobo, mas é esse tipo de capricho que separa um jogo genérico de um título que realmente imerge o jogador no personagem. Eles não estão tentando mudar as regras do jogo, mas sim polir cada milímetro da experiência para que ela seja impecável.

Falando em personagem, a representação do Logan está simplesmente absurda. Desde a movimentação bruta até a voz do ator Liam McIntyre, tudo grita "Wolverine". O ponto mais alto, para mim, é terem respeitado a altura do personagem nos quadrinhos; ver o Logan como aquele "short king" que mal chega na cintura do Sabertooth é um deleite para qualquer fã raiz. Só achei vacilo não terem colocado o charuto, mas a expressividade facial e as animações compensam esse pequeno vazio.

No quesito história, nós aqui da Gamer Elite vimos que a Insomniac Games decidiu criar sua própria linha temporal no PlayStation, situando o jogo antes da formação dos X-Men. O foco total é no Logan, e por isso ele começa operando no Team X, ao lado de figuras como Mystique e o próprio Sabertooth. O líder desse grupo é Nathaniel Essex (dublado pelo mestre Troy Baker), que aqui atua como uma espécie de mentor estilo Professor X, mas com aquela vibe sinistra que a gente já conhece dos quadrinhos.

A trama começa com uma missão de exfiltração para resgatar Essex de um complexo fortificado do Bolivar Trask, o gênio tecnológico que odeia mutantes e criou os Sentinelas. A partir daí, a história expande para Madripoor, especificamente na região de Lowtown, que é um reduto mutant-friendly. É nesse cenário urbano e decadente que a gente consegue interagir mais com o mundo, bebendo whiskey e até participando de disputas de queda de braço com o Sabertooth, o que dá um tempero humano e visceral para a narrativa.

Agora, nem tudo são flores e aqui entra o meu pitaco: a gameplay parece ter alguns pontos que podem flopar se não forem ajustados. Em nossas análises de Notícias recentes, notamos que a luta contra o protótipo do Sentinela foi um tanto quanto clunky. Existe um conflito mecânico óbvio entre um personagem baixo e robusto com garras e robôs gigantescos; a movimentação não parece fluir tão bem quanto as lutas contra humanos. Se a Insomniac Games não der um buff na agilidade do Logan nessas lutas, pode se tornar cansativo.
Além dos robôs, o jogo introduz a Jean Grey na trama e coloca o Wolverine na trilha do clã ninja The Hand, o que promete expandir bastante as possibilidades de combate e stealth. A dinâmica entre os personagens é o ponto forte aqui; as relações não são superficiais e você sente que existe um peso emocional nas conversas e confrontos. É um jogo assumidamente focado na história, onde a narrativa empurra a ação para frente de forma orgânica.

Olhando para o conjunto da obra, a questão permanece aberta: a Insomniac Games focou tanto em fazer um "bom Wolverine" que esqueceu de fazer um "bom videogame"? A fidelidade ao material de origem é nota dez, mas a inovação mecânica parece estar em segundo plano. Ainda assim, considerando o histórico do estúdio com Ratchet & Clank: Rift Apart, eles sabem como entregar diversão mesmo quando a fórmula é conservadora.
No fim das contas, Marvel's Wolverine parece ser aquele tipo de jogo que vai conquistar a massa pelo visual e pela nostalgia, mas que os jogadores mais exigentes vão analisar a lupa para ver se a gameplay sustenta o hype. Se eles conseguirem polir as lutas contra chefes e manter a densidade narrativa que mostraram até agora, teremos um dos maiores exclusivos do PS5 de 2026. Estou atento para ver se o sistema de progressão e os trajes desbloqueáveis vão agregar algo real ou se serão apenas cosméticos para enfeitar o personagem.
Meu veredito preliminar é de otimismo cauteloso. Temos um protagonista impecável, um mundo interessante em Madripoor e uma trama que foge do óbvio ao evitar a formação imediata dos X-Men. Se a jogabilidade for tão visceral quanto a personalidade do Logan, esse jogo tem tudo para ser um marco. Só espero que não cometam o erro de deixar o combate repetitivo, porque garras e socos podem cansar rápido se não houver variedade.



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