Notícias

Murals mistura a brutalidade de Doom com a estética de Hades em ação frenética

Sabe aquele reflexo automático que a gente tem quando vê um jogo com visão isométrica e já pensa: "Opa, mais um roguelike pra eu morrer mil vezes e recomeçar do zero"? Pois é, a Dlala Studios resolveu chutar esse balde com o novo projeto deles, Murals. Revelado durante a Gamescom 2026, o título chega para provar que a perspectiva isométrica pode servir para coisas muito mais focadas em narrativa e ação pura, sem precisar daquela enrolação de gerar salas aleatórias toda vez que você respira.

Para quem não lembra, a Dlala Studios é a mesma galera britânica que nos trouxe o revival de Battletoads em 2020 e o visualzão de Disney Illusion Island. Agora, eles estão tentando algo completamente diferente, saindo da zona de conforto dos beat-em-ups para criar um jogo de ação narrativo que, segundo o CEO Aj Grand-Scutton, não é nem cogitado ser um clone de Hades. O foco aqui é entregar uma experiência linear e densa, onde a progressão importa tanto quanto o combate.

Imagem Cena de Doom Meets Hades In 1

No papel, a premissa é bem peculiar: você controla The Hero, um brutamontes que prefere resolver tudo no soco, acompanhado por um companheiro inusitado chamado Loaf, que é literalmente uma fatia de pão antropomórfica e tagarela. O estilo artístico é um show à parte, com uma pegada de pintura onde há um contraste genial: todos os inimigos são modelados em 3D, enquanto os NPCs amigáveis, como o Loaf, permanecem em 2D. Essa escolha visual dá uma profundidade absurda para o cenário e separa bem quem você deve ignorar e quem você deve aniquilar.

A grande sacada de Murals é como ele pega contos de fadas clássicos e joga um filtro de pesadelo neles. Estamos falando de versões distorcidas de A Bela Adormecida, João e Maria e Chapeuzinho Vermelho. Imagina só o Rumpelstiltskin transformado em uma aranha monstruosa gigante, estilo as criaturas de Senhor dos Anéis. Cada uma dessas histórias fica guardada em um "mural mágico", que funciona basicamente como a seleção de fases do jogo, transportando o jogador para esses mundos retorcidos.

Imagem Cena de Doom Meets Hades In 2

Quando o bicho pega e você entra em uma câmara de combate, as paredes sobem e você fica preso ali até limpar a área. O gameplay é extremamente ágil e baseado em dash, então esquece aquela história de ficar tentando dar parry perfeito; aqui a regra é se movimentar rápido para não ser obliterado. Você pode alternar entre uma espada de ataques rápidos ou um martelo pesado que amassa qualquer coisa, além de ter opções de ataques à distância para lidar com quem tenta jogar sujo.

Agora, o ponto que mais me deixou hypado foi a inspiração vinda de Doom (2016). A Dlala Studios não quis copiar a progressão de Hades, mas sim a filosofia de design da id Software. Em Murals, cada inimigo é especialista em apenas um ataque. O desafio real não é decorar combos infinitos de cada monstro, mas sim lidar com as combinações insanas de bichos que aparecem ao mesmo tempo. Você pode estar tranquilo lutando contra caranguejos-aranha e, do nada, caranguejos-ferradura emergem da areia disparando projéteis na sua cara.

Imagem Cena de Doom Meets Hades In 3

Para temperar a carnificina, o jogo implementa um sistema de killstreak que concede XP extra, incentivando você a manter o ritmo sem levar dano. Além disso, existe uma barra de limit break que, quando cheia, libera o Canvas Clear, um ataque de área massivo que limpa a tela. E para quem gosta de customizar, existem os Eeries, acessórios que modificam seus atributos básicos de vida e dano, ou adicionam efeitos elementais como choque e congelamento, mudando completamente a dinâmica da luta.

Olhando de fora, parece que a Dlala Studios acertou em cheio ao misturar a agressividade de um jogo de tiro com a elegância de um action RPG isométrico. É aquele tipo de projeto que não tenta ser tudo para todos, mas foca em fazer o combate ser satisfatório e a arte ser memorável. Se o jogo mantiver essa pegada de "estou massacrando monstros em um livro de pinturas», tem tudo para não flopar e virar um sleeper hit absurdo.

Imagem Cena de Doom Meets Hades In 4

Eu sinceramente espero que a otimização esteja afiada para o lançamento no PC e na Steam, porque um jogo baseado em dash e reflexos rápidos não pode ter stuttering ou quedas de frame. Se você sente falta de jogos de ação que focam mais na diversão imediata do que em sistemas complexos de loot e grind, Murals parece ser a escolha certa. Agora é segurar a expectativa e torcer para que a data de lançamento chegue logo para a gente testar esse martelo na prática.

Murals
Site Oficial

Murals

Acesse o site oficial de Murals para conferir notícias exclusivas, patch notes, atualizações, mídias oficiais e canais comunitários da desenvolvedora.

🎬 Vídeo Relacionado

💬 Comentários da Comunidade

Carregando comentários...

← Ver todas as matérias
gamerelite:cookie-consent