Mano, quem acompanhou a trilogia do Peter Parker no MCU sabe que o final de Spider-Man: No Way Home deixou a gente com o coração na mão. Ver o mundo inteiro, incluindo a MJ e o Ned Leeds, simplesmente deletarem a existência do Peter da memória foi um golpe baixo da Marvel e da Sony. Agora, com a chegada de Spider-Man: Brand New Day, a gente finalmente começa a entender como esse novo começo vai funcionar e se existe alguma chance de recuperar as amizades que foram pro ralo.
O clima de hype em torno desse filme está absurdo, principalmente porque a proposta é mostrar um Peter muito mais solitário e maduro, lidando com as consequências de ser o herói anônimo de Nova York. A gente sabe que o custo do sacrifício foi alto, mas a pergunta que não quer calar é se esse "reset" é definitivo ou se a conexão emocional entre esses personagens é forte demais para ser apagada por um feitiço do Doutor Estranho. Para quem quer ficar por dentro de tudo, nossa seção de Notícias está sempre atualizada com essas teorias malucas.

Recentemente, o ator Jacob Batalon abriu o jogo sobre aquele momento final impactante entre o Ned e o Peter. Sem dar um "sim" ou "não" categórico — porque a Marvel é mestre em esconder as coisas — ele admitiu que o aperto de mão secreto entre os dois sugere que houve um "brilho" ou um pequeno lampejo de reconhecimento. Isso é gigante, porque indica que a memória do Ned não foi totalmente obliterada, mas sim soterrada por camadas de esquecimento que agora estão começando a rachar.

Se a gente analisar bem a trama, Spider-Man: Brand New Day se passa cinco anos após os eventos do filme anterior, e a dor do Peter é palpável ao ver que a MJ e o Ned seguiram a vida sem ele. Mesmo a MJ tendo encontrado a carta de amor que ele escreveu, o sentimento parece não ter sido suficiente para quebrar a barreira mágica. No entanto, existem pistas sutis espalhadas pelo filme, como o fato de a MJ desenhar o Spider-Man com o traje do Homecoming, provando que o subconsciente dela ainda está ligado ao herói.

Mas ó, a coisa não para nos dramas adolescentes, porque o filme resolveu enfiar o pé na porta e introduzir a Jean Grey no MCU. A cena dela pegando um ônibus para sair de Nova York depois da confusão na unidade da Damage Control é um baita gatilho para os fãs dos mutantes. Tudo indica que ela está indo para Westchester, a casa da Escola para Jovens Superdotados do Professor X, preparando o terreno para o reboot dos X-Men que o diretor Jake Schreier está cozinhando.

Outro ponto que me deixou fritando foi a introdução dos Inibidores Mutantes. O Peter, com a ajuda do Bruce Banner, criou um chip inibidor para controlar seu próprio DNA aracnídeo que estava surtando, e acabou usando a mesma tecnologia para anular os poderes telepáticos da Jean Grey. O problema é que o Bruce Banner e a MJ avisaram que isso é perigoso pra caramba, e a possibilidade de a Damage Control usar isso para nerfar mutantes no futuro é um caminho óbvio que a trama está seguindo.

Essa jogada da Marvel de conectar o Spider-Man com a infraestrutura tecnológica que pode oprimir os mutantes é genial e cruel ao mesmo tempo. Imagina o peso na consciência do Peter sabendo que a invenção dele pode virar a ferramenta principal de perseguição contra a raça dos X-Men. É aquele tipo de conflito moral que tira a paz do personagem e faz a história subir de nível, saindo do clichê de luta contra vilão da semana para algo mais sistêmico.
No fim das contas, Spider-Man: Brand New Day consegue equilibrar a melancolia do isolamento do herói com a expansão massiva do universo cinematográfico. Ver a MJ no telhado com o colar que o Peter deu para ela é a prova de que o destino está tentando juntar esses dois, mesmo que a magia tente separá-los. É um filme que não entrega tudo de bandeja, mas deixa ganchos suficientes para a gente passar meses debatendo em fóruns.
Meu veredito é que a obra não flopou nem de longe; pelo contrário, ela reconstrói a base do personagem para que ele possa crescer sem as "muletas" tecnológicas da Stark Industries. O Peter agora é um herói de verdade, lutando com as próprias mãos e com o coração partido, o que torna qualquer pequena vitória, como um aperto de mão com o Ned, algo monumental. Se a Marvel continuar nessa pegada de densidade narrativa, temos um futuro brilhante pela frente.


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