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Nvidia reclama de crise de memória enquanto lucra bilhões com a febre da IA

Olha, eu já vi muita coisa absurda nesse mercado de hardware em 15 anos de estrada, mas a Nvidia conseguiu atingir um novo nível de 'problemas de rico'. Imagina você ser a empresa que está basicamente imprimindo dinheiro com a onda de AI, faturando bilhões a cada trimestre, e ainda assim subir no palco para dizer que poderia estar ganhando ainda mais se não fosse a crise de memória. É aquele tipo de reclamação que deixa qualquer gamer que tenta montar um PC hoje em dia com a pressão alta, porque a gente sabe exatamente quem está botando lenha nessa fogueira.

Para você ter uma ideia do tamanho do absurdo, a Nvidia registrou uma receita de $96.2 bilhões (o que dá aproximadamente R$ 529,1 bilhões) no último trimestre. Só o setor de data centers, que é onde a mágica da inteligência artificial acontece, embolsou $89 bilhões (cerca de R$ 489,5 bilhões), um salto absurdo de 117% em relação ao ano passado. Ou seja, os caras estão nadando em dinheiro enquanto o resto de nós luta para achar uma placa de vídeo com preço decente.

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O ponto central da conversa do CEO Jensen Huang foi que a projeção de aumento de receita de 70% para o ano fiscal de 2028 é, na verdade, um número conservador. Ele admitiu abertamente que esse valor está "limitado" pela falta de memória disponível no mercado global. O problema é que a própria sede da Nvidia por dominar a AI está sugando todos os componentes de memória, criando um gargalo que afeta todo mundo, inclusive a própria empresa. É a definição perfeita de dar um tiro no próprio pé, mas com um pé feito de ouro.

E aqui entra a parte que mais me irrita como jornalista de Notícias de hardware: a Nvidia nem sequer reporta o setor de gaming separadamente nos seus relatórios financeiros agora. Eles jogaram tudo dentro de um saco chamado "Edge Computing", que mistura games, workstations e robótica. Esse setor "misturado" rendeu $7.1 bilhões (aproximadamente R$ 39,05 bilhões), um crescimento de 27%. Basicamente, o gaming virou o primo pobre da AI, e a empresa mal se dá ao trabalho de dar destaque para quem realmente construiu a marca nos últimos anos.

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O resultado disso no mundo real é que as vendas de PC para o consumidor comum floparam ou, no mínimo, desaceleraram. A própria Nvidia admitiu que as vendas de computadores foram prejudicadas pelos preços elevados de memória e sistemas. Enquanto isso, a concorrência está aproveitando a brecha. Vimos que placas como a RX 9070 XT e a RX 9060 XT da AMD estão dominando as vendas na Amazon e Mindfactory, provavelmente porque o consumidor cansou de esperar por preços que não sejam abusivos no ecossistema da Nvidia.

Para piorar a situação, o Jensen Huang confirmou que as condições de preço de memória estão "extremas" e que a magnitude do aumento superou todas as expectativas da empresa. E o pior: ele avisou que a tendência é subir ainda mais no ano que vem. Quando até a Samsung solta um alerta dizendo que a crise de suprimentos de memória será "severa" em 2026, a gente sabe que o hype da inteligência artificial está cobrando um preço caríssimo do hardware tradicional.

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Não adianta a Nvidia dizer que tem uma cadeia de suprimentos gigantesca e parceiros incríveis se a demanda por chips de AI engole tudo o que existe de memória de alta performance. A empresa está jogando lenha na fogueira e agora reclama que está calor demais. Para nós, gamers de PC, isso só significa uma coisa: as próximas gerações de placas de vídeo, como a série RTX 50, podem chegar com preços ainda mais salgados ou com cortes de memória para compensar os custos.

É sinceramente lamentável ver como o foco total em data centers está nerfando a experiência do usuário final. A Nvidia se tornou uma empresa de infraestrutura de nuvem que, por acaso, ainda vende placas de vídeo para a gente jogar Cyberpunk 2077 ou Counter-Strike. Se eles continuarem tratando o mercado de games como um anexo do "Edge Computing", vamos ver cada vez mais a AMD ganhando terreno por pura conveniência de preço e estoque.

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No fim das contas, fica a reflexão: até onde vai essa corrida armamentista da AI antes que ela torne o hardware de consumo um artigo de luxo inacessível? A Nvidia pode estar lucrando trilhões, mas ela está perdendo a conexão com a base que a colocou no topo. Esperamos que eles resolvam esse gargalo de memória logo, mas, conhecendo o mercado, é mais provável que eles apenas aumentem o preço final para nós, os consumidores, para manterem suas margens de lucro astronômicas.

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* are sitting atop the Amazon and Mindfactory GPU sales
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