Quem acompanha a cultura pop há bastante tempo sabe que poucas obras de ficção científica conseguem se manter relevantes por tantas décadas quanto a nossa querida Doctor Who. Ao longo de suas incontáveis encarnações, o Doctor já encarou todo tipo de ameaça bizarra pelo cosmos, desde os implacáveis Cybermen até o seu eterno rival, o Master. No entanto, existe um arco específico exibido nos anos oitenta que marcou profundamente os fãs ao colocar o herói face a face com seus arqui‑inimigos em uma narrativa repleta de simbolismo político e reviravoltas chocantes que deixaram muita gente de queixo caído na época da exibição original na TV britânica.
1. Remembrance of the Daleks

Essa história inesquecível ficou conhecida pelos espectadores como Remembrance of the Daleks, uma aventura dividida em quatro partes estrelada pelo Seventh Doctor, interpretado magistralmente por Sylvester McCoy, ao lado de sua destemida acompanhante Ace, vivida por Sophie Aldred. O enredo joga a dupla diretamente no cenário londrino de 1963, um ano bastante emblemático na cronologia da franquia porque remete diretamente aos primeiros passos do First Doctor na Terra. Só que, desta vez, o roteiro assinado por Ben Aaronovitch decidiu chutar o balde e introduzir um elemento bombástico que mudaria para sempre a mitologia da série: o Hand of Omega, um artefato cósmico absurdamente poderoso capaz de transformar estrelas comuns em supernovas.
2. Seventh Doctor

A grande sacada desse arco não é apenas a nostalgia de revisitar locações clássicas, mas sim a forma como a dinâmica entre o Doctor e a Ace é tratada no dia a dia da produção. O Seventh Doctor exibe uma faceta muito mais calculista, fria e manipuladora do que seus antecessores, tramando planos complexos nas sombras para enganar seus adversários mecânicos.
3. Ace

Do outro lado, Ace traz aquela energia rebelde e durona que conquista qualquer fã de carteirinha, não hesitando em partir para cima do perigo usando até mesmo um taco de baseball modificado para estraçalhar caixas de metal dos vilões. É uma química impecável que eleva o nível da atuação e entrega momentos memoráveis para quem assiste à maratona dessa fase clássica.
4. Daleks

A verdadeira genialidade da história, contudo, reside na forma como ela aborda a própria essência dos Daleks. Criados originalmente por Terry Nation, esses temíveis vilões sempre funcionaram como uma alegoria direta ao nazismo e à obsessão doentia por pureza racial, exterminando sem piedade qualquer forma de vida que considerassem inferior. Em Remembrance of the Daleks, essa premissa ganha contornos ainda mais densos quando descobrimos que existem duas facções rivais disputando o controle do Hand of Omega: os Imperial Daleks, modificados e liderados secretamente por Davros, e a facção dos renegades, que rejeita tais alterações genéticas por considerarem uma impureza na linhagem sagrada da raça.
5. Imperial Daleks
Criados originalmente por Terry Nation, esses temíveis vilões sempre funcionaram como uma alegoria direta ao nazismo e à obsessão doentia por pureza racial, exterminando sem piedade qualquer forma de vida que considerassem inferior. Em Remembrance of the Daleks, essa premissa ganha contornos ainda mais densos quando descobrimos que existem duas facções rivais disputando o controle do Hand of Omega: os Imperial Daleks, modificados e liderados secretamente por Davros, e a facção dos renegades, que rejeita tais alterações genéticas por considerarem uma impureza na linhagem sagrada da raça.6. Davros

Criados originalmente por Terry Nation, esses temíveis vilões sempre funcionaram como uma alegoria direta ao nazismo e à obsessão doentia por pureza racial, exterminando sem piedade qualquer forma de vida que considerassem inferior. Em Remembrance of the Daleks, essa premissa ganha contornos ainda mais densos quando descobrimos que existem duas facções rivais disputando o controle do Hand of Omega: os Imperial Daleks, modificados e liderados secretamente por Davros, e a facção dos renegades, que rejeita tais alterações genéticas por considerarem uma impureza na linhagem sagrada da raça.
7. Renegades

Criados originalmente por Terry Nation, esses temíveis vilões sempre funcionaram como uma alegoria direta ao nazismo e à obsessão doentia por pureza racial, exterminando sem piedade qualquer forma de vida que considerassem inferior. Em Remembrance of the Daleks, essa premissa ganha contornos ainda mais densos quando descobrimos que existem duas facções rivais disputando o controle do Hand of Omega: os Imperial Daleks, modificados e liderados secretamente por Davros, e a facção dos renegades, que rejeita tais alterações genéticas por considerarem uma impureza na linhagem sagrada da raça.
8. Ratcliffe

O roteiro ousa ainda mais ao conectar essa guerra civil cibernética com o mundo real através de aliados humanos surpreendentes. Conhecemos um grupo fascista liderado pela figura desprezível de Ratcliffe, mas o verdadeiro soco no estômago dos espectadores vem com a revelação de que o sargento Mike Smith, um personagem que havia conquistado a simpatia do público por sua suposta bondade e inteligência, é na verdade um traidor alinhado com os ideais supremacistas.
9. Mike Smith

O roteiro ousa ainda mais ao conectar essa guerra civil cibernética com o mundo real através de aliados humanos surpreendentes. Conhecemos um grupo fascista liderado pela figura desprezível de Ratcliffe, mas o verdadeiro soco no estômago dos espectadores vem com a revelação de que o sargento Mike Smith, um personagem que havia conquistado a simpatia do público por sua suposta bondade e inteligência, é na verdade um traidor alinhado com os ideais supremacistas.
10. Skaro

Com o planeta Terra preso no fogo cruzado dessa disputa implacável, o protagonista se vê obrigado a arquitetar uma estratégia mirabolante para salvar o dia. Aproveitando-se da arrogância e do ódio mútuo que corrói as duas facções dos vilões, o Time Lord manipula os acontecimentos de forma cirúrgica até culminar em um clímax explosivo. O resultado dessa jogada de mestre é a aniquilação completa da facção renegada e uma armadilha perfeita que obriga Davros e os Imperial Daleks a detonarem a si mesmos, culminando na espetacular destruição do planeta natal deles, conhecido como Skaro.
11. TARDIS

Para quem cresceu acompanhando as peripécias da TARDIS, revistar esses arcos clássicos é um exercício obrigatório para entender a grandiosidade que a franquia acumulou ao longo de tantas décadas de exibição ininterrupta e reinvenções criativas. Esperamos que o futuro traga ainda mais histórias corajosas que não tenham medo de usar a ficção científica para refletir sobre os piores defeitos da humanidade.



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