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O dilema dos finais de Clair Obscur: Expedition 33 e a opinião sincera do elenco

Sabe aquele tipo de jogo que te leva pela mão a história inteira e, do nada, te joga num precipício moral bem na hora do 'The End'? Pois é, Clair Obscur: Expedition 33 faz exatamente isso. A gente passa o jogo inteiro enfrentando desafios insanos, mas o verdadeiro boss final não é um monstro gigante, e sim a nossa própria consciência na hora de escolher como tudo isso termina. É aquele momento tenso onde você percebe que não existe 'botão de salvar' para as consequências impactantes da sua decisão.

Para quem ainda não chegou lá, o jogo é majoritariamente linear, focando na jornada épica e nos relacionamentos entre os personagens, como as opções de romance que dão aquele toque pessoal à trama. Mas quando a cortina fecha, o jogador é forçado a decidir entre dois caminhos drasticamente diferentes. Essa escolha dividiu a comunidade e até mesmo quem deu voz aos personagens está em conflito sobre qual seria o desfecho 'correto', provando que a Sandfall Interactive acertou em cheio na construção narrativa.

Imagem Cena de Expedition 33 star Rich 1

O Rich Keeble, que dá a voz ao Monoco — aquele guerreiro gestral que basicamente só pensa em luta e em colecionar pés de inimigos (sim, o cara é meio maluco) — abriu o jogo sobre suas preferências. No começo, ele achava que o final da Maelle era a escolha certa. Nesse desfecho, a tela e seus habitantes continuam existindo, e alguns personagens, como o Gustave, são literalmente 'repintados', ou seja, trazem de volta à vida. É aquele final com gostinho de 'felizes para sempre', mas o Keeble admite que isso é quase sarcástico, já que nada na vida é tão simples assim.

Por outro lado, temos o final do Verso, que é onde o bicho pega de verdade. Se você escolher esse caminho, a tela e todo mundo nela — incluindo o Monoco — são simplesmente apagados da existência. Pode parecer cruel, mas a lógica aqui é que os Dessendre sejam forçados a encarar o luto e a dor no mundo real, em vez de viverem em uma fantasia reconfortante. É aquele tipo de roteiro que não quer te dar um abraço, mas sim te dar um choque de realidade.

Imagem Cena de Expedition 33 star Rich 2

O Rich Keeble comentou que, com o tempo, começou a ver que o final do Verso é o mais lógico. Afinal, você não está forçando ninguém a viver contra a própria vontade, especialmente o Verso, que queria morrer. É a forma mais saudável de lidar com a perda, mesmo que seja a mais dolorosa. Mas, claro, como todo gamer raiz, ele soltou a piada de que não gosta muito de viver no mundo real, dando aquele pitaco sobre a própria profissão e a vontade de ficar no hype dos jogos.

Imagem Cena de Expedition 33 star Rich 3

Mas calma, que existe a 'terceira via'. Para fugir dessa discussão filosófica pesada, o Keeble brincou sobre o 'Final do François'. O François, que também é dublado por ele, é aquele amigo tartaruga da Esquie. A piada vem de um vídeo do canal CarbotAnimations, onde o Verso e a Maelle estão discutindo sobre qual final é melhor e, do nada, o François aparece e manda o 'Ataque de Gelo Mais Forte de Todos'. É a prova de que a comunidade consegue transformar até o drama mais denso em meme puro.

Imagem Cena de Expedition 33 star Rich 4

Curiosamente, o destino de ser 'apagado' parece perseguir o Rich Keeble. Ele mencionou que em Good Omens, especificamente na Season 3 que terminou em maio de 2026, o personagem dele, o Mr. Arnold, também acaba evaporando da existência. É uma coincidência bizarra que deixa a gente pensando se o destino do ator é ser deletado de todas as produções que participa. De qualquer forma, isso mostra como a temática da efemeridade está forte nos projetos recentes dele.

No fim das contas, Clair Obscur: Expedition 33 não quer te entregar uma resposta pronta. O jogo foge do clichê do 'final bom' e do 'final ruim' para entregar algo mais complexo. Seja você do time da fantasia eterna da Maelle ou do realismo brutal do Verso, o impacto emocional é garantido. É aquele tipo de experiência que fica na cabeça por dias, fazendo você questionar se a felicidade artificial vale mais do que a verdade dolorosa.

Meu veredito é que esse debate é o que mantém o jogo vivo após os créditos rolarem. Quando um game consegue fazer o próprio dublador entrar em crise existencial sobre qual final prefere, a gente sabe que a narrativa não flopou. É um exemplo de como escolhas simples podem ter pesos gigantescos, transformando a jornada no PS5, Xbox Series X ou PC em algo muito mais profundo do que apenas bater em monstros com turnos estratégicos.

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