Filmes

O final de The Last House explicado: somos mesmo os vilões da Terra?

Galera, vocês viram que The Last House tá bombando na Netflix? O negócio é bizarro: o filme virou o número 1 mundial, mas se você der uma olhada no Rotten Tomatoes, a nota tá um lixo completo. É aquele clássico caso onde o público ignora a crítica e entrar a fundo no hype, e nós aqui da Gamer Elite decidimos dissecar essa loucura porque o final deixa qualquer um com a cabeça fritando.

O clima do filme começa como aquele suspense claustrofóbico que a gente adora, lembrando um pouco a vibe de Cloverfield, onde você não sabe direito o que está acontecendo lá fora, mas sente que o bicho vai pegar. A trama foca em uma família desesperada, presa em casa por causa de um clima completamente maluco que transformou o mundo num caos. É aquele tipo de tensão que te deixa grudado na tela, esperando o momento em que a 'caixa de mistérios' finalmente vai abrir.

Imagem Cena de Netflixs <strong>The Last House</strong> 1

A família, liderada por Jason (Wagner Moura) e Ann (Greta Lee), chega num ponto de desistência total, quase cometendo um suicídio coletivo porque não aguentam mais a pressão. Mas aí entra a reviravolta: a filha, Ruth, é mordida por um furão raivoso durante uma caça a bichos na lareira — sim, a premissa é doidona — e isso força a Ann a tentar cavar um túnel até a casa de um vizinho dentista morto para buscar antibióticos. É nesse momento que eles percebem que não estão sozinhos e que podem, talvez, lutar contra quem os mantém presos.

O grande choque vem quando descobrimos que os sequestradores não são humanos, nem alienígenas comuns, mas sim criaturas marinhas com uma pegada total de Cthulhu. Basicamente, são sereias monstruosas que decidiram que os habitantes da terra são uma praga que precisa ser varrida do planeta. O diretor Louis Leterrier, que é o cara por trás de Fast X, resolveu chutar o balde das convenções de Steven Spielberg e mergulhou de cabeça no horror cósmico de Lovecraft.

Imagem Cena de Netflixs <strong>The Last House</strong> 2

O Leterrier contou que o roteiro original nem tinha um terceiro ato decente, então ele teve que ralar para criar um final que não fosse apenas sobrevivência física, mas também psicológica. Ele quis explorar a ideia de que a humanidade não é a raça mais evoluída do universo, o que é um tapa na cara do nosso ego. Para ele, a ideia de coabitar com outras espécies ocultas, como essas sereias que seduzem e destroem, torna a experiência muito mais perturbadora e real.

No clímax, a família consegue atrair essas criaturas para dentro de casa e abrir a porta que parecia lacrada, finalmente escapando daquela prisão suburbana. O toque genial — ou polêmico, dependendo de quem assiste — é que eles mostram misericórdia com uma das criaturas, e esse pequeno gesto convence a espécie aquática a parar as chuvas torrenciais. Isso permite que eles peguem um barco e partam para o desconhecido em um mundo completamente devastado pela água.

Imagem Cena de Netflixs <strong>The Last House</strong> 3

Mas calma, que não tem final feliz de Disney aqui. O filme termina com a família ouvindo uma voz misteriosa, e o diretor deixou propositalmente no ar se aquilo é um humano, um robô ou algo vindo de outro lugar. Ele não quis entregar tudo de bandeja porque, na cabeça dele, em uma catástrofe dessas, a linha entre a felicidade e a tristeza é quase inexistente. É um final aberto que deixa a gente pensando se eles realmente escaparam ou se apenas mudaram de gaiola.

A mensagem central que o Leterrier quis passar é pesada: nós, seres humanos, somos os verdadeiros vilões deste planeta. Enquanto a gente se acha o topo da cadeia alimentar, o filme sugere que somos apenas a escória que precisava ser removida para que a Terra pudesse respirar. É um soco no estômago que transforma um suspense de casa em uma reflexão sobre a nossa própria arrogância como espécie.

Imagem Cena de Netflixs <strong>The Last House</strong> 4

Olhando para a produção, dá para ver que o cara quis fazer algo gigante, quase no tamanho de uma tela IMAX, mesmo sabendo que a Netflix entrega tudo via streaming. Para quem curte Filmes que arriscam fugir do óbvio, The Last House entrega, mesmo com as falhas de ritmo que a crítica massacrou. É aquele tipo de obra que você assiste e passa horas discutindo as teorias no Twitter ou em fóruns de Notícias de cinema.

No meu veredito, o filme flerta perigosamente com o absurdo, mas é justamente isso que o torna interessante. O elenco entrega tudo, especialmente o Wagner Moura, que consegue carregar o peso emocional de um pai tentando salvar os filhos num mundo que já era. Pode não ser uma obra-prima, mas definitivamente não é um flop total como alguns críticos dizem.

No fim das contas, The Last House é um lembrete ácido de que a natureza não liga para os nossos dramas familiares quando decide apertar o botão de reset. Se você gosta de ver a humanidade sendo colocada no seu devido lugar por monstros gigantes, esse filme é para você. Agora é só esperar para ver se a Netflix vai ter coragem de fazer uma sequência ou se vai deixar esse mistério no limbo.

The Last House
Site Oficial

The Last House

Acesse o site oficial de The Last House para conferir notícias exclusivas, patch notes, atualizações, mídias oficiais e canais comunitários da desenvolvedora.

🎬 Vídeo Relacionado

💬 Comentários da Comunidade

Carregando comentários...

← Ver todas as matérias
gamerelite:cookie-consent