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O novo modo Horde de Gears of War E-Day é promissor mas cheio de dúvidas

Quem acompanha a franquia Gears of War desde os tempos áureos do Xbox 360 sabe que o modo Horde sempre foi o coração pulsante da experiência cooperativa. Agora, com o anúncio de Gears of War: E-Day, a The Coalition decidiu elevar a parada com o modo Horde Siege, prometendo uma revolução que tira a modalidade do lugar comum. O hype está altíssimo, mas após colocar as mãos nessa versão inicial, confesso que a empolgação veio acompanhada de um pé atrás significativo.

A realidade dos bastidores da Xbox anda complicada, com cortes massivos de pessoal que inevitavelmente respingam na organização de eventos e na polidez das builds que testamos. O que deveria ser um momento de celebração acabou sendo uma jornada de autenticação bloqueada e arquivos criptografados, limitando o tempo de tela a pouco mais de duas horas. É uma pena, porque a ambição do projeto é clara e a tentativa de inovar em uma fórmula tão consolidada merece nossa atenção.

Imagem Cena de Gears of War EDays 1

O que realmente me pegou no Horde Siege foi como ele se afasta daquela estrutura estática de ondas em arenas pequenas. Aqui, temos algo que flerta quase com um jogo independente, onde a exploração em um mapa amplo ganha um peso que nunca vimos antes na série. O uso do R.I.G. para objetivos dinâmicos, que vão desde atrair hordas até proteger pontos específicos, injeta uma dose de adrenalina necessária para quem já estava cansado do arroz com feijão das edições anteriores.

Imagem Cena de Gears of War EDays 2

Entra aqui um elemento que lembra bastante o estilo de jogos MOBA, onde completar objetivos secundários é a chave para ganhar Squad Perks fundamentais. A progressão dentro da partida é agressiva, forçando o esquadrão a se movimentar constantemente pelo cenário em vez de apenas se esconder atrás de uma parede de cobertura. É um buff necessário na longevidade do modo, mas que pode assustar os puristas que preferem a simplicidade tática de antigamente.

Imagem Cena de Gears of War EDays 3

A cereja do bolo, ou talvez o ponto mais controverso, é a introdução de mecânicas de extração. Agora, colecionar Weapon Parts durante os objetivos secundários é essencial para melhorar seu loadout fora da partida, algo que funciona como um sistema de progressão contínua. É impossível não traçar paralelos com o modo Zombies de Call of Duty, onde o sucesso da extração define se o seu esforço valeu a pena ou se foi tudo em vão.

Imagem Cena de Gears of War EDays 4

A escala das partidas foi expandida para incluir outros esquadrões operando no mesmo mapa, culminando em eventos de Boss Invasions que dão um tom épico, digno de momentos cinematográficos da campanha principal. A sensação de participar de um evento público, estilo Destiny, transforma a experiência de nicho em algo muito maior, embora a coordenação entre grupos aleatórios no Xbox Series X ainda seja uma incógnita que só o lançamento oficial poderá responder.

O modo Blitz, uma versão acelerada de toda essa loucura, também me chamou a atenção pela agilidade, funcionando como um verdadeiro teste de estresse para os reflexos dos jogadores. É óbvio que a The Coalition está tentando diversificar o portfólio da franquia, buscando atrair um público que talvez não tenha paciência para as maratonas de 50 ondas que marcaram gerações passadas no PC ou consoles.

No fim das contas, a pergunta que fica não é se o modo vai funcionar, mas se ele não está tentando abraçar causas demais ao mesmo tempo. A transição para esse modelo de exploração e extração é arriscada e, se não for bem balanceada, pode acabar alienando o núcleo duro de fãs que busca apenas o tiroteio visceral característico da série. Veremos se a estratégia de longo prazo será sustentável ou se este novo formato vai sofrer algum nerf drástico antes do lançamento.

Independentemente das críticas, o visual e a fluidez mantêm aquele padrão alto que esperamos de um título exclusivo da Xbox. O desafio será equilibrar a complexidade mecânica do Horde Siege com a simplicidade que tornou o modo icônico, garantindo que o fator diversão continue sendo a prioridade número um em todas as sessões.

Espero que a equipe consiga polir essas arestas técnicas que encontramos no teste para que, no dia da estreia, a experiência seja robusta. Se eles acertarem a mão no ritmo e na recompensa dessas missões de extração, podemos estar diante de um dos melhores momentos da história recente de Gears of War.

Gears of War: E-Day
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Gears of War: E-Day

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