Se você achou que o mundo dos games já tinha visto de tudo em termos de desastres anunciados, senta aí e pega a pipoca, porque o mestre do caos voltou. Uwe Boll, o homem que passou anos transformando franquias amadas em filmes absolutamente deploráveis como Bloodrayne, Postal e House of the Dead, decidiu que não era o suficiente destruir o cinema. Agora, ele resolveu fazer o caminho inverso e transformar seu último 'sucesso' cinematográfico, o controverso Citizen Vigilante, em um videogame oficial. Sim, nós aqui da Gamer Elite estamos em choque com a audácia desse homem.
Para quem não está por dentro da bagunça, Citizen Vigilante é aquele tipo de filme que divide o mundo entre quem tem bom senso e quem gosta de ver o circo pegar fogo. A trama gira em torno de Sanders, interpretado por Armie Hammer — que já teve dias melhores na carreira —, um homem que decide que a lei não funciona e resolve fazer justiça com as próprias mãos, focando principalmente em imigrantes criminosos. O resultado? Um filme que a crítica massacrou, chamando-o de "moralmente falido" e "borderline snuff", mas que estranhamente virou febre em certos nichos tóxicos da internet.

O que deixa tudo ainda mais bizarro é a recepção do público. Enquanto a crítica no Rotten Tomatoes deu uma nota pífia de 6%, o Popcornmeter — onde a galera comum vota — disparou para 93%. Muita gente atribui esse hype doentio ao fato de que o Elon Musk resolveu dar aquele empurrãozinho, liberando o filme de graça no X por dois dias. É a receita perfeita para o desastre: um diretor que odeia críticos, um roteiro problemático e a promoção de um bilionário excêntrico.

Mas agora vamos ao que interessa para nós: o jogo. Anunciado para chegar ao PS5 ainda este mês, Citizen Vigilante está sendo desenvolvido pela Polygon Art, um estúdio alemão liderado por Daniel Wengenroth. Se você espera algo polido ou com a profundidade de um The Last of Us, melhor desistir agora. Pela descrição na PlayStation Store, o jogo promete ser um simulador de vingança brutal, onde você assume o papel de Sanders para caçar criminosos e "enfrentar as consequências de suas ações" em uma cidade consumida pelo crime.

O marketing do game não esconde a intenção de ser edgy ao extremo. A promessa é de um "combate de ação brutal e acelerado", com foco total em gore e desmembramento. Basicamente, a Polygon Art quer entregar a experiência mais violenta possível para combinar com a visão distorcida do Uwe Boll. É aquele tipo de jogo que tenta compensar a falta de game design com sangue espirrando na tela, o que geralmente é o caminho mais curto para um flop colossal.

Sobre a Polygon Art, o estúdio é bem prolífico, tendo lançado pelo menos 14 títulos até agora. Eles têm aquele perfil de desenvolvedora que coloca jogo na loja rapidamente, sem muita frescura com polimento, o que casa perfeitamente com a metodologia de trabalho do Boll. A sinergia aqui é assustadora: um diretor que não aceita críticas e um estúdio que produz em massa. O resultado provavelmente será um jogo que a gente vai jogar apenas para rir da qualidade duvidosa.
Olhando para a carreira do Uwe Boll, é impressionante como ele consegue ser consistentemente ruim. Em 2009, ele ganhou o prêmio de pior carreira da história nos Razzie Awards, e parece que ele levou isso como um desafio pessoal. Ele chegou a dizer que estava aposentado do cinema em 2016, mas como todo vilão de videogame, ele deu um respawn e voltou com tudo para chocar a sociedade e, possivelmente, lucrar com a polêmica.

Sinceramente, é difícil saber se isso é uma tentativa real de fazer um jogo ou apenas uma grande piada interna do Boll para continuar irritando a indústria. De qualquer forma, ter um jogo do Citizen Vigilante no PS5 é quase um evento histórico de tanta bizarrice. Se você gosta de jogos que são "tão ruins que ficam bons", esse pode ser o seu título do ano. Para o resto de nós, será apenas mais um aviso de que a curadoria de lojas digitais às vezes deixa passar qualquer coisa.
No fim das contas, o jogo deve ser um simulador de pancadaria sem sentido com a chancela de um dos diretores mais odiados de todos os tempos. A pergunta que fica é se alguém realmente vai gastar dinheiro nisso ou se ele vai virar apenas um meme passageiro no Twitter. Eu, particularmente, prefiro manter meu dinheiro no bolso e assistir aos vídeos de review de quem teve a coragem de comprar essa obra-prima do absurdo.
Meu veredito? Preparem-se para o desastre. O Uwe Boll não sabe fazer nada com qualidade, então a chance de Citizen Vigilante ser um jogo decente é praticamente zero. Mas ei, quem não gosta de ver um trem descarrilando em 4K e 60fps, não é mesmo? Vai ser hilário ver a comunidade de gamers tentando entender o que diabos aconteceu aqui.



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