A espera dos fãs finalmente tem uma data para acabar, trazendo de volta uma das figuras mais marcantes que já pisaram na telona nos últimos anos. Quem acompanhou Once Upon a Time in Hollywood em 2019 certamente guardou na memória o carisma inconfundível de Cliff Booth, o dublê interpretado por Brad Pitt que roubou a cena ao lado de Leonardo DiCaprio. Agora, a Netflix e os cinemas se prepararam para receber The Further Mis-Adventures of Cliff Booth, uma expansão absurda desse universo alternativo que promete misturar a lore clássica com uma estética totalmente nova e cheia de hype para os espectadores.
O que torna todo esse projeto ainda mais insano não é apenas o retorno do protagonista, mas sim a mente brilhante que vai comandar o projeto atrás das câmeras. Enquanto Quentin Tarantino assina o roteiro que continua a expandir essa Hollywood dos anos 70, quem assume a direção é ninguém menos que David Fincher, conhecido por obras-primas viscerais como Seven e Fight Club. Essa união criativa promete entregar uma gameplay cinematográfica — figurativamente falando — focada no lado mais sombrio, sujo e misterioso da indústria do entretenimento daquela época.

A trama principal se passa no ano de 1977, jogando o nosso querido anti-herói em uma realidade onde ele atua oficialmente como um fixador em Los Angeles. Esqueça a vida pacata de apenas cuidar de Rick Dalton; agora, o rapaz lida diretamente com os segredos mais cabeludos de figurões da indústria, cobrindo rastros e resolvendo pepitos que a polícia sequer sonha em investigar. Trabalhando bicos como projecionista e barman entre uma missão e outra, ele acaba cruzando o caminho de figuras bem perigosas que vão movimentar bastante a narrativa.
A fagulha que acende o estopim dessa aventura surge quando a talentosa agente Karen Crosby, interpretada por Elizabeth Debicki, liga desesperadamente pedindo socorro para o seu cliente mais problemático. Esse cliente é o astro de TV Charlie Peters, vivido por Scott Caan, um cara que insiste em fazer suas próprias cenas de ação e acaba se metendo em confusões homéricas. O ecossistema em volta dele é um verdadeiro barril de pólvora, incluindo sua esposa Toni, interpretada por Carla Gugino, e o ex-jogador de futebol americano Roderick "Hot Rod" Harrison, encarnado por Yahya Abdul-Mateen II.

Como se toda essa galera já não fosse suficiente para criar um caos completo, a produção ainda traz os irmãos Verdusco, uma dupla de gângsteres durões interpretados por Matt Groove e JB Tadena. A atmosfera fofa e quase de conto de fadas do filme anterior dá lugar a uma vibe muito mais pesada, típica de um filme de crime dos anos 70, mostrando que David Fincher não veio para brincadeira ao aplicar sua precisão cirúrgica e fria no roteiro pulp do nosso diretor favorito.
Vale destacar também o retorno de rostos conhecidos que ajudam a amarrar perfeitamente a continuidade desse universo alternativo que conquistou tanto a comunidade cinéfila. Timothy Olyphant volta a vestir a pele do ator James Stacy, fazendo uma referência direta e emocionante ao acidente real que o artista sofreu em 1973. Essa atenção aos detalhes é exatamente o tipo de carinho que a público adora ver em produções de grande orçamento, provando que a imersão na época é tratada com o máximo de respeito.

O contraste entre a energia explosiva e cheia de referências pop de Tarantino e o tom metódico e calculista de Fincher é o grande tempero que tem gerado debates calorosos nos fóruns e redes sociais. Estamos falando de dois titãs absolutos do cinema moderno colaborando na mesma obra, algo que raramente acontece no formato de grandes produções atuais. Se essa mistura vai flopar ou se consagrar como uma das maiores obras-primas da década, só vamos descobrir com o tempo, mas o hype gerado é simplesmente incontestável.
Para quem está atento para conferir o resultado dessa parceria inusitada, o calendário já está devidamente marcado nos cronogramas da cultura pop. A estreia oficial nas telonas acontecerá em uma exibição exclusiva de duas semanas em formato IMAX a partir de 25 de novembro, dando aquele gostinho especial para quem não perde a chance de prestigiar uma grande estreia na telona do cinema.

Logo depois desse período nas salas de cinema, o longa-metragem pousará de vez no catálogo da Netflix no dia 23 de dezembro, garantindo que todo mundo possa maratonar essa obra bem no clima de fim de ano. É a oportunidade perfeita para reunir a galera, preparar a pipoca e entrar a fundo em mais uma viagem temporal repleta de diálogos afiados e muita tensão.
No fim das contas, reviver esse universo sob uma nova ótica demonstra que boas histórias sempre encontram maneiras criativas de se reinventar sem perder a essência original. Ainda não se sabe se o resultado final vai superar as expectativas altíssimas criadas pelos fãs ao longo destes últimos anos sem produções inéditas do diretor.




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