Cara, o Jon Bernthal está simplesmente on fire! O cara não para de conquistar espaço em Hollywood e, se você acompanhou as Notícias recentes, sabe que ele está em todo lugar. Entre papéis de peso em The Odyssey e o aguardado Spider-Man: Brand New Day — que são, sem dúvida, dois dos maiores blockbusters do meio de 2026 — o ator se consolidou como aquele braço direito indispensável que rouba a cena em qualquer produção.
Mas o mais doido é que esse hype todo em torno do Bernthal acabou gerando um efeito dominó inesperado. A galera começou a cavar o catálogo antigo do ator e acabou redescobrindo uma verdadeira joia do cinema de tensão. Estamos falando de Sicario, aquele thriller neo-western que, mesmo depois de mais de uma década, conseguiu escalar os rankings da HBO Max e se tornar um sucesso estrondoso de novo agora em 2026.

Para quem não lembra ou nunca viu, Sicario é dirigido pelo mestre Denis Villeneuve e escrito por Taylor Sheridan. A trama coloca a agente do FBI Kate Macer, vivida pela Emily Blunt, no meio de uma força-tarefa governamental ultra secreta liderada pelo agente da CIA Matt Graver, interpretado pelo Josh Brolin. O objetivo é derrubar um cartel mexicano poderoso na fronteira dos Estados Unidos, mas a coisa rapidamente vira um pesadelo moral.

O filme é uma aula de como construir tensão. Você passa os 121 minutos de duração com os nervos à flor da pele, sentindo que algo terrível vai acontecer a qualquer segundo. E claro, temos a presença esmagadora de Benicio del Toro como Alejandro, aquele personagem misterioso e implacável que redefine o conceito de anti-herói no cinema moderno. É o tipo de atuação que deixa qualquer um boquiaberto.

E onde entra o nosso homem, o Jon Bernthal? Ele faz o papel de Ted, o namorado policial da Kate Macer. Embora seja um papel coadjuvante e com tempo de tela limitado, o Bernthal consegue entregar aquela visceralidade que a gente já ama. É a mesma energia que ele trouxe para The Punisher na franquia de Daredevil e para The Walking Dead, provando que ele nasceu para interpretar personagens com camadas de dor e brutalidade, inclusive em produções como Ford v Ferrari e a série The Bear.

Tecnicamente, o filme é impecável. Na época do lançamento em 2015, Sicario detonou na crítica, alcançando a marca de 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e embolsando três indicações ao Oscar (Fotografia, Trilha Sonora e Edição de Som). É aquele tipo de obra que não envelhece porque a direção de arte e o ritmo são cirúrgicos, sem gorduras inúteis no roteiro.

Claro que a franquia tentou expandir com Sicario: Day of the Soldado em 2018. O filme até manteve Benicio del Toro e Josh Brolin, mas, sinceramente? Sentiu falta da Emily Blunt. Sem a perspectiva da Kate Macer, a história perdeu um pouco daquele conflito ético que tornava o primeiro tão especial. Para mim, a sequência pareceu um nerf no impacto emocional do original, embora ainda fosse um filme competente.
Mas ó, tem luz no fim do túnel! Já existe um terceiro filme em desenvolvimento chamado Sicario: Capos. A produção está tentando reunir o trio original (Blunt, del Toro e Brolin) para fechar a história com chave de ouro. Embora o personagem do Bernthal não seja central na trama, seria sensacional vê-lo retornando de alguma forma, só pelo prazer de ver o cara em cena novamente.
O fato de Sicario ser atualmente o sétimo filme mais assistido na HBO Max nos Estados Unidos prova que o público valoriza cinema de qualidade quando ele é bem divulgado ou impulsionado por estrelas em ascensão. É a prova real de que um bom roteiro e uma direção poderosa vencem qualquer data de validade.
No fim das contas, Sicario é um soco no estômago necessário. Ele não passa a mão na cabeça de ninguém e mostra o lado mais sujo e cinzento da guerra contra as drogas. Se você ainda não assistiu ou não vê desde 2015, corre para o streaming porque a experiência é visceral.
Quanto ao Jon Bernthal, o cara está vivendo o auge. Ele transita entre o drama pesado e o blockbuster de super-herói com uma facilidade invejável. Independentemente de ele voltar para esse universo ou não, o legado de suas performances coadjuvantes continua alimentando a carreira de um dos atores mais interessantes da atualidade.



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