MMORPG

O Retorno dos Clássicos: Guild Wars, ArcheAge e a Nostalgia nos MMOs

Cara, para tudo e olha só que doideira: a gente está vivendo aquele momento clássico de 'throwback' nos MMORPGs. Sabe aquela sensação de que a indústria não consegue mais criar nada novo e resolve cavar o passado para ver o que ainda brilha? Pois é, estamos exatamente nisso. A nostalgia é uma arma poderosa, mas às vezes parece que as empresas estão desesperadas para resgatar qualquer hype que tenha sobrado de dez ou quinze anos atrás.

Eu acompanho essa cena há tempo suficiente para saber que nem todo retorno é glorioso, mas tem algumas coisas acontecendo agora que me deixaram genuinamente curioso. Estamos falando de franquias que moldaram a forma como a gente joga online no PC, e ver esses nomes voltando ao holofote, mesmo que em mercados específicos como a China, mostra que o DNA desses jogos ainda tem força, apesar de muitos terem flopado ou sido esquecidos no tempo.

Para começar, quem diria que Guild Wars ganharia um CCG (Collectible Card Game) agora? Sim, você leu certo. A franquia está expandindo para as cartas, mas, como sempre acontece, o lançamento é focado na China. É aquela velha história: o mercado chinês é um monstro que consome conteúdo de forma absurda e as empresas adoram testar essas ideias por lá antes de decidirem se vale a pena trazer para o resto do mundo. Eu, particularmente, acho que um jogo de cartas baseado no universo de Guild Wars poderia ser um buff interessante para a marca, desde que não seja apenas um esquema de *pay-to-win* descarado.

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E não para por aí. Se você viveu a era de ouro dos jogos sandbox, com certeza lembra do ArcheAge. O jogo tinha uma proposta ambiciosa pra caramba, com comércio, construção de navios e guerras territoriais que eram insanas. Só que, com o tempo, a gestão do jogo virou uma bagunça e muita gente abandonou o barco. Agora, surge a notícia de um revival, também na China. Será que eles conseguem corrigir os erros do passado ou vão apenas empacotar a mesma fórmula velha com uma skin nova? Eu fico no aguardo, mas com um pé atrás, porque reviver MMO antigo é como tentar consertar um carro velho: você nunca sabe qual peça vai quebrar logo depois que você liga o motor.

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Agora, se tem alguém que não desiste de seus sonhos (ou de seus projetos), esse alguém é o Richard Garriott. O cara é uma lenda, e agora ele está tentando, mais uma vez, recuperar o controle de Ultima e, presumivelmente, do lendário Ultima Online. Para quem é novo na cena, Ultima Online é basicamente o avô de todos os MMOs modernos. Tudo o que a gente vê hoje em termos de interação social e economia em jogos online começou ali. Ver o Garriott tentando resgatar isso é quase poético, mas ao mesmo tempo me pergunto se o público atual, acostumado com tutoriais mastigados e *fast travel*, teria paciência para a brutalidade de um mundo como o de Ultima.

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Enquanto os veteranos brigam por IPs antigas, a galera do Kickstarter continua tentando criar o próximo grande hit. O projeto Tomo Endless Blue conseguiu arrecadar a bagatela de $244K, o que dá aproximadamente R$ 1.342.000,00 na cotação atual. É um valor considerável, mas para os padrões de desenvolvimento de um MMO moderno, isso não é quase nada. A gente sabe que desenvolver esse tipo de jogo é um buraco negro de dinheiro e tempo. Eu torço para que o projeto não vire apenas mais um 'vaporware' que promete o mundo e entrega um beta bugado que fecha as portas em seis meses.

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O que me chama a atenção em tudo isso é a tendência de 'regionalização'. Por que tanta coisa está acontecendo na China primeiro? É óbvio que o volume de dinheiro e jogadores por lá é surreal, mas isso acaba criando um gap enorme para nós aqui no Ocidente. A gente fica só olhando as imagens e torcendo para que a versão global chegue logo, enquanto a comunidade chinesa já está dando o nerf em todas as classes e dominando o meta do jogo. É frustrante, mas é a realidade do mercado atual.

No fim das contas, essa onda de nostalgia é um sinal claro de que a indústria de MMORPGs está em uma crise de identidade. A gente tem jogos incríveis, mas falta aquela ousadia de criar algo que realmente mude o jogo, como foi o impacto de World of Warcraft lá atrás. Reciclar Guild Wars, ArcheAge e Ultima Online é o caminho mais seguro para as empresas, mas não é necessariamente o caminho que nos leva à evolução do gênero. A gente quer novidade, quer mecânicas que explodam a cabeça, e não apenas a mesma experiência de 2010 com texturas em 4K.

Meu veredito é: fiquem de olho, mas não coloquem todo o seu hype no carrinho. É legal ver esses nomes voltando, e quem sabe a gente não consegue resgatar aquela sensação de descoberta que os MMOs antigos passavam? Mas lembrem-se que, no mundo dos jogos online, a promessa de um 'revival' muitas vezes termina em um jogo cheio de microtransações que suga sua carteira antes mesmo de você chegar no nível máximo. Vamos observar, criticar e, se for bom mesmo, a gente entrar a fundo.

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