Sabe aquela sensação de ver um jogo que você curtia sumir do mapa do nada? Pois é, a indústria de games adora fazer isso com a gente, principalmente quando envolvem licenças complicadas. A gente fica ali, lembrando com nostalgia de títulos que simplesmente evaporaram das lojas digitais, deixando quem chegou depois sem chance de jogar e quem já tinha o jogo com medo de perder o acesso. É um cenário frustrante que transforma obras digitais em verdadeiras relíquias perdidas, mas, ocasionalmente, o destino resolve dar uma brecha para a alegria dos fãs.
Nós aqui da Gamer Elite acabamos de descobrir que Lord of the Rings: War in the North - Legacy Edition resolveu dar as caras novamente na Steam. Para quem não estava orbitando esse título, estamos falando de um Action RPG que teve sua vida útil interrompida prematuramente em fevereiro de 2019, quando foi removido da loja sem aviso prévio. Agora, ele volta não apenas como um relançamento simples, mas como uma versão aprimorada para quem quer explorar a Terra Média no PC sem passar raiva com bugs antigos.

Se a gente olhar para trás, o lançamento original em 2011 não foi exatamente um estouro. O jogo chegou com críticas mornas e vendas que, sinceramente, flopou perto do que se esperava de uma franquia do tamanho de Tolkien. Ele ficou ali, esquecido num canto, até que o processo de delisting começou no final de 2018, provavelmente por causa de contratos de licença que expiraram. É a velha história: o jurídico decide que não vale mais a pena pagar a taxa e o jogo some, deixando a comunidade no vácuo.
Mas calma, que a Legacy Edition não é só um "copia e cola". A Aspyr meteu a mão na massa e trouxe melhorias que fazem toda a diferença na jogabilidade moderna. Agora temos personagens que podem ser trocados rapidamente (hot-swappable), um sistema de trava de alvo nos inimigos muito mais refinado e uma interface que não parece ter saído de um Windows 95. Além disso, adicionaram um sistema de autosave, porque ninguém merece perder meia hora de progresso porque esqueceu de salvar manualmente em um RPG denso.

Sobre a história, o jogo foca naquela pegada de \"conto não contado\". Enquanto a Sociedade do Anel estava lá fazendo aquela confusão toda no Monte da Perdição, você e seu grupo de heróis estavam no Norte lidando com o Agandaûr, um servo do Sauron que estava montando um exército sinistro nas ruínas de Fornost. É aquele tipo de narrativa paralela que a gente ama, onde você sente que está expandindo o universo sem interferir no cânone principal dos filmes ou livros.
Agora, vamos falar da parte corporativa, porque é aqui que a coisa fica engraçada. Você deve estar se perguntando por que o jogo voltou agora. A resposta é simples: a Embracer é dona da Aspyr e também da Middle-earth Enterprises. Basicamente, a empresa é dona do jogo e da licença ao mesmo tempo. Ou seja, eles podem fazer o que quiserem sem precisar negociar com terceiros, o que torna esse relançamento um movimento interno bem estratégico para monetizar a IP novamente.

E não para por aí, porque a Embracer está planejando criar a Fellowship Entertainment, uma empresa independente focada apenas nas propriedades de Tolkien. O plano é mover todo o C-suite da empresa para essa nova estrutura. A notícia boa para nós, gamers, é que a Aspyr já soltou a braba: podem esperar mais relançamentos de clássicos da franquia no futuro. Se isso significa que veremos outros títulos antigos voltando com a mesma pegada de Legacy Edition, eu fico no hype total.
No quesito financeiro, o jogo chega na Steam com o preço base de $20, o que dá cerca de R$ 110 reais. Mas, como todo lançamento desse tipo, ele já vem com um desconto de 10%, saindo por aproximadamente R$ 99 reais. Para um Action RPG com progressão rica e combate visceral, o preço está justo, especialmente se você curte jogar em cooperativo com os parças, o que é a alma desse jogo.

Sinceramente, é revigorante ver que alguns jogos estão escapando do limbo digital. Mesmo que Lord of the Rings: War in the North não tenha sido a obra-prima do século em seu lançamento, ele oferece uma experiência sólida de exploração e combate que ainda diverte muito hoje em dia. É a chance perfeita para quem nunca jogou conhecer essa parte menos explorada da Terra Média sem ter que caçar cópias físicas caríssimas em sites de usados.
No fim das contas, esse movimento da Embracer mostra que existe um mercado forte para a nostalgia, desde que o jogo venha com as melhorias necessárias para rodar no hardware atual. Não adianta trazer o jogo de volta e deixar ele quebrando a cada cinco minutos. Com a Legacy Edition, parece que eles entenderam o recado e entregaram um pacote digno para os fãs de Notícias de RPG.

Meu veredito é simples: se você gosta de Tolkien e de bater em orcs com um sistema de progressão recompensador, não passa batido. Pode não ser o jogo mais inovador da década, mas é um pedaço da história que merecia ter sido preservado e que agora finalmente está acessível para todo mundo no PC.



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