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O slasher favorito de Quentin Tarantino está de graça para assistir agora

Sabe aquela vibe de pegar um filme de terror bem trash, com aquele clima de nostalgia dos anos 80, e descobrir que você não precisa pagar um centavo por isso? Pois é, se você curte aquele subgênero de slashers temáticos, prepare a pipoca porque My Bloody Valentine acabou de aterrissar no Pluto TV e está totalmente grátis. Para quem não conhece, a ironia aqui é deliciosa: pegar o Dia dos Namorados, que deveria ser todo meloso e cheio de romance, e transformar isso num banho de sangue. É basicamente como dar um chute em alguém bem na hora de um abraço, e é exatamente por isso que a gente ama esse tipo de bizarrice.

O papo aqui é reto: o filme se passa na cidadezinha de Valentine Bluffs, um lugar dominado por minas de carvão onde o clima é mais pesado que a própria terra. A história começa com um acidente brutal vinte anos antes do início do filme, onde um desmoronamento deixa vários mineiros presos enquanto os supervisores, folgados, saem mais cedo para curtir uma festa. Obviamente, isso não termina bem. O único sobrevivente desse massacre resolve fazer o seu próprio "presente" de Dia dos Namorados, assassinando os chefes e deixando os corações deles em uma caixa de bombons, com um aviso claro: se a cidade ousar fazer outro baile romântico, ele volta para exterminar todo mundo.

Imagem Cena de The 90Minute Action Thriller 1

Quando chegamos nos dias atuais da trama, a galera da cidade resolve ignorar o aviso e organizar o baile, o que é basicamente pedir para ser nerfado da vida real. O filme bebe muito da fonte de Halloween, aquele clássico que definiu o gênero, explorando como uma comunidade inteira é traumatizada por um evento violento e tenta fingir que nada aconteceu até que o assassino retorna. A diferença é que, enquanto em Halloween temos a casa dos Myers como o epicentro do medo, aqui temos a mina escura e claustrofóbica, o que dá um toque de agonia bem maior para quem sofre de claustrofobia.

Claro que na época do lançamento, em 1981, a crítica não teve pena. O lendário Roger Ebert chegou a detonar o filme, chamando-o de uma cópia sem graça de Halloween. Mas, olha, a gente sabe que a crítica da época muitas vezes não sacava o potencial cult dessas obras. Com o tempo, percebemos que My Bloody Valentine não estava apenas copiando, mas expandindo a tendência de slashers sazonais, abrindo caminho para outros filmes como Hospital Massacre, que saiu logo no ano seguinte. Até o título original era "The Secret", mas a Paramount Pictures percebeu que dar o nome do feriado no título ia gerar muito mais hype.

Imagem Cena de The 90Minute Action Thriller 2

Falando em dinheiro, o filme não foi exatamente um estouro de bilheteria na estreia. Ele arrecadou cerca de R$ 31,46 milhões (5.72 milhões de dólares), o que, para a Paramount, foi considerado um flop total quando comparado ao fenômeno Friday the 13th, que tinha faturado aproximadamente R$ 220 milhões (40 milhões de dólares) apenas um ano antes. Mas é aí que entra a mágica do cinema trash: o que fracassa no cinema muitas vezes vira relíquia nas mãos de diretores como Quentin Tarantino, que declarou que este é um dos seus slashers favoritos de todos os tempos.

Anos depois, em 2009, rolou um reboot que tentou modernizar a fórmula. E olha que a diferença financeira foi brutal: a nova versão faturou cerca de R$ 555,5 milhões (101 milhões de dólares), com um orçamento de aproximadamente R$ 82,5 milhões (15 milhões de dólares). Embora a versão moderna tenha sido mais lucrativa e tivesse efeitos mais polidos, ela perdeu aquela essência crua e granulada do original de 1981, que é onde reside a verdadeira alma do terror mineiro.

Imagem Cena de The 90Minute Action Thriller 3

Para quem curte acompanhar esse tipo de resgate de clássicos, vale a pena dar uma olhada na nossa seção de Notícias para não perder nenhum lançamento gratuito em plataformas de streaming. É aquele tipo de conteúdo que a gente consome rápido, mas que deixa a marca, especialmente quando você vê a influência disso em jogos de terror modernos que usam a mesma premissa de assassinos mascarados em cidades isoladas, algo que vemos muito no PC e consoles atuais.

No fim das contas, My Bloody Valentine é um filme sobre a negação do trauma e a inevitabilidade da vingança, embrulhado em um papel de presente sangrento. Não tente procurar a profundidade de um filme do Christopher Nolan aqui; o objetivo é o puro prazer do gore e do suspense oitentista. É a escolha perfeita para aquele final de semana onde você não quer gastar nada, mas quer sentir aquele frio na espinha enquanto vê pessoas sendo caçadas com uma picareta de mineiro.

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Se você ainda não assistiu, corre para o Pluto TV. É a chance de entender por que um gênio como Quentin Tarantino olha para esse filme e vê arte onde outros viam apenas imitações. É trash, é visceral e é absolutamente gratuito, então não tem desculpa para deixar passar.

Links Úteis

* Crítica de Roger Ebert e Gene Siskel
My Bloody Valentine
Site Oficial

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