Se você é fã de carteirinha de RPG, sabe que a espera por um tratamento digno para os clássicos da Bethesda é quase um teste de paciência. Depois daquele shadow drop absurdo em 2025, que pegou todo mundo de surpresa e transformou The Elder Scrolls 4: Oblivion Remastered em um hit instantâneo, a gente já estava começando a questionar se teríamos que esperar mais uma década para ver Fallout 3 e New Vegas receberem o mesmo carinho. Mas a notícia agora é outra e mexe com quem não abre mão de colecionar jogo físico.
Para a alegria da galera que odeia esse esquema moderno de 'código na caixa', a Bethesda e a Nintendo finalmente acertaram a mão. O port de The Elder Scrolls 4: Oblivion Remastered para o Nintendo Switch 2 não vai ser aquela brincadeira de baixar metade do jogo da internet; o jogo completo estará gravado no cartucho. Isso é um alívio imenso, porque a gente já passou raiva com as conversões de Skyrim e Fallout 4, onde você comprava a caixa e rececia basicamente um cartão de download. Parece que a empresa finalmente ouviu os gritos da comunidade ou decidiu que o Nintendo Switch 2 merece esse respeito.

O jogo já tem data para aterrissar na terra do Mario: dia 11 de agosto. As pré-vendas já estão rolando na Nintendo eShop com dois sabores diferentes. A Standard Edition sai por cerca de R$ 340 reais, enquanto a Deluxe Edition, para quem quer ostentar, custa aproximadamente R$ 420 reais. Essa versão mais cara não é só skin; ela traz quests inéditas, novos sets de armaduras e armas que não estavam no jogo base nem nas expansões originais. É aquele tipo de conteúdo que faz a gente gastar dinheiro sem pensar duas vezes, desde que o gameplay esteja sólido.

Agora, vamos falar do elefante na sala: a performance. O jogo foi desenvolvido pela Virtuos usando a Unreal Engine 5, o que já soa ambicioso demais para um hardware da Nintendo. A gente sabe que, mesmo no PC e consoles de mesa, a Virtuos parece ter jogado a toalha em relação a alguns problemas de performance depois de alguns patches. Ver esse monstro tentando rodar no Nintendo Switch 2 é, no mínimo, intrigante. Será que vai aguentar o tranco ou vamos ter que lidar com quedas de frame que fariam qualquer um querer jogar o console na parede?

Para tentar acalmar os ânimos, a assessoria soltou os alvos de resolução e performance. No modo portátil, teremos 900p rodando a 30fps, e quando estiver no dock, o jogo sobe para 1080p, mantendo os 30fps. Sim, estamos falando de 30fps em pleno 2026, o que para alguns é aceitável em RPGs densos, mas para outros é um nerf total na experiência. A única luz no fim do túnel é a confirmação do suporte ao DLSS, que deve ajudar a limpar a imagem e dar aquela estabilidade necessária para a gente não sentir que está jogando um slide de fotos.

Um ponto que me deixou genuinamente surpreso foi a quantidade de opções de controle. Pela primeira vez em um port da Bethesda para a linha Switch, teremos suporte total a controles de movimento, tela touch e até um modo de mouse. Isso mostra que eles realmente queriam que a experiência fosse a mais completa possível, mesmo que as screenshots divulgadas ainda pareçam um pouco 'soft' e sem aquele brilho de nova geração. Depois de ver como ficou o port de Indiana Jones and the Great Circle em maio, estou um pouco mais otimista, mas ainda com um pé atrás.
Não dá para negar que o hype em cima de The Elder Scrolls 4: Oblivion Remastered é gigante. Cyrodiil é um lugar mágico, e poder explorar tudo aquilo no modo portátil, com a conveniência do Nintendo Switch 2, é um sonho para qualquer jogador. Só espero que a Bethesda não tente empurrar microtransações ou alguma bobagem dessas no meio de um remaster de um jogo que já é perfeito na sua essência. Se entregarem o jogo polido e com a performance prometida, teremos um dos maiores títulos do console.

No fim das contas, a gente sabe como funciona: você reclama do preço, reclama dos 30fps, mas no dia 11 de agosto vai estar lá fazendo o download ou inserindo o cartucho no console. É a magia de The Elder Scrolls. Vou criar meu personagem, ignorar as missões principais por 50 horas e me perder nas florestas de Cyrodiil, porque esse é o jeito certo de jogar. Agora é só rezar para que o hardware da Nintendo não flope na hora de processar a imensidão desse mundo.



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