Cara, vocês não vão acreditar no que eu acabei de ver. Enquanto todo mundo está em um hype insano esperando qualquer migalha de informação sobre GTA 6, o Old School RuneScape resolveu dar aquele tapa na cara da indústria e aparecer onde ninguém esperava. Sim, o OSRS, aquele MMORPG que a gente jogava escondido dos pais há décadas, resolveu fazer uma incursão no mundo do pop alternativo, e eu estou absolutamente chocado com a audácia disso.
A sensação é que o jogo se tornou um ícone cultural que transcende a barreira dos pixels datados. A estrela pop Phoebe Bridgers lançou o clipe de sua nova música, Lost Boys, e, do nada, bum! Lá está o nosso querido Old School RuneScape brilhando na tela. É a primeira vez que o jogo aparece em um vídeo de alguém desse calibre, e sinceramente, isso é muito mais interessante do que metade dos trailers que vimos este ano.

Se você der o play no vídeo, por volta da marca de 1:29, vai encontrar a cena perfeita: um adulto de meia-idade, tranquilamente jogando Old School RuneScape enquanto deveria estar trabalhando em um posto de gasolina. Isso é a coisa mais real que eu já vi em um clipe musical, porque todo jogador de OSRS sabe que o jogo é feito para ser jogado justamente assim, no horário de expediente, enquanto você finge que está produzindo algo útil para a sociedade.

Mas aqui vem o detalhe que deixa a gente com aquela pulga atrás da orelha: as imagens do gameplay não foram gravadas pela equipe de produção do clipe. Eles foram espertos (ou preguiçosos, depende do ponto de vista) e pegaram o conteúdo do vídeo colossal do Spoonkid, intitulado 'I played Old School RuneScape for 1,000 hours'. O Spoonkid já até agradeceu a Phoebe Bridgers pela aparição nas redes sociais, provando que a comunidade de OSRS é pequena, mas extremamente conectada.
A trama do clipe é completamente surreal. Esse jogador azarado é interrompido por Phoebe Bridgers e sua turma, que chegam ao posto e pedem para ele escanear a mão da cantora com o scanner de preços. Obviamente, isso é bizarro, mas o cara aceita, e aí começa a piração: flashes de luz invadem os olhos dele, e ele sente a inspiração para transformar sua vida em um verdadeiro cosplay fantástico.

O cara corre para o porão de casa e começa a catar tudo que parece ferramenta de RPG. Ele pega uma picareta — uma referência clara e direta ao gameplay de mineração do Old School RuneScape — e depois uma enxada de agricultura. O ápice da comédia é quando ele pega um martelo, mas a gente sabe que, com um nível de Construção de apenas 59, ele provavelmente deveria ter deixado aquela ferramenta em casa para não passar vergonha.
O final do vídeo é puro suco de bizarrice. Ele encontra a galera da Phoebe Bridgers na floresta, ajoelha-se e recebe um capacete de cavaleiro digno de um High Level. Só que a festa acaba rápido: a cantora dispara lasers nos olhos dele, todo mundo dança sob um globo espelhado e, nos créditos, vemos o jogador ter sofrido um respawn em algum mundo digital, mas sem o capacete, sugerindo que ele foi eliminado por fazer larp demais.
Não é a primeira vez que o jogo aparece em outras mídias, como aconteceu naquela referência bem específica na série White Collar, mas nunca foi algo tão moderno ou 'trendy'. Isso é um testamento absurdo da força da Jagex e da longevidade do título. São 25 anos de vida, e o jogo continua relevante, sobrevivendo a gerações de consoles e mudanças bruscas no mercado de PC e mobile.
Agora, a pergunta que não quer calar: será que a Phoebe Bridgers é uma jogadora secreta? A Jagex já tem o costume de colocar referências dentro do jogo após ser citada em produções externas. Se eles seguirem esse padrão, não me surpreenderia nada se víssemos a própria cantora como uma NPC ou em algum evento especial dentro de Old School RuneScape em um futuro próximo.
Olhando para tudo isso, fica claro que o jogo não flopou e nunca vai flopar enquanto mantiver essa conexão visceral com a comunidade. Ver um jogo com gráficos de duas décadas atrás em um clipe de música pop atual é a prova de que a jogabilidade e o vício do grind superam qualquer resolução em 4K ou ray tracing moderno. É a essência do gaming puro, onde o que importa é a jornada (e a quantidade de horas que você gasta clicando em árvores).


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