Finalmente aconteceu, galera! Quem diria que a Capcom ia tirar a poeira de uma franquia que a gente não via um lançamento principal desde 2006, quando saiu o Onimusha: Dawn of Dreams. O hype estava guardado por duas décadas, e o retorno veio com o pé na porta em setembro de 2026, provando que ainda existe um público sedento por ação samurai de qualidade no PC.
O lançamento de Onimusha: Way of the Sword não foi só "bonitinho", foi um massacre total nas paradas. O jogo estreou na sexta-feira na posição número 6 da Steam, mas em menos de 24 horas ele simplesmente atropelou a concorrência e assumiu o topo como o jogo mais vendido da plataforma. A gente viu os números do SteamDB e a coisa é surreal: começou com 40.000 jogadores ativos e saltou para 74.575 no sábado, deixando para trás títulos como Halloween: The Game e WARDOGS.

Mergulhando no gameplay, a Capcom resolveu reimaginar a Kyoto do período Edo, criando um cenário que é um prato cheio para quem curte estética japonesa clássica misturada com aquele toque sobrenatural da série. A sensação de controlar o protagonista e sentir o peso da espada é visceral, e dá para notar que a empresa quis resgatar a essência do que tornou a série lendária lá atrás, mas com a tecnologia de hoje, rodando com aquele ray tracing que deixa tudo impecável.
Agora, vamos falar da recepção da crítica, porque nem tudo são flores nesse jardim de cerejeiras. O jogo chegou com uma nota de 85% no Metacritic, o que é excelente, mas se você ler as entrelinhas, começa a ver onde o bicho pega. A maioria dos reviews é positiva, mas existe um consenso chato sobre o sistema de combate: ele começa incrível, mas depois de algumas horas, começa a soar repetitivo demais, quase como se a Capcom tivesse esquecido de variar os golpes.

O pior comentário que a gente viu, e que eu concordo plenamente, é que o jogo parece ter sido "esticado". Sabe aquele jogo que seria uma obra-prima se tivesse 12 horas de duração, mas resolveram forçar para 25 horas? Pois é. Tem muita missão de fechar fendas que parece "trabalho" e bosses reciclados que fazem você sentir que está jogando a mesma fase cinco vezes, o que acaba dando aquele sentimento de que a progressão flopou em certos momentos da campanha.
Mas ó, não deixa isso te desanimar, porque para quem é fã de ação hardcore, Onimusha: Way of the Sword ainda é um triunfo. Tem gente defendendo que, se você subir a dificuldade para o nível máximo e "deixar fluir", as falhas de design ficam em segundo plano diante da satisfação de vencer um duelo difícil. É aquele tipo de experiência que exige reflexos rápidos e paciência, transformando cada luta em um teste de sobrevivência real.

E tem a parte poética da coisa, que é a conexão com o lendário Miyamoto Musashi. Alguns críticos descreveram a experiência como algo quase transcendental, onde o controle some da sua mão e você vira um com o samurai. É aquele estado de "fluxo" onde só existe o som do aço colidindo e a precisão do contra-ataque, provando que, apesar dos problemas de enchimento, a essência do combate está no lugar certo.
No fim das contas, a gente está diante de um retorno triunfal, mesmo que com algumas arestas para lapidar. Ver uma franquia esquecida voltar ao topo da Notícias de games e dominar o PC mostra que o público não quer apenas jogos como serviço infinitos; a gente quer experiências fechadas, com começo, meio e fim, e que respeitem a história dos consoles.

Se você curte hack 'n slash com profundidade e não se importa de aguentar um pouco de "encheção de linguiça" em troca de duelos épicos, esse jogo é obrigatório. A Capcom acertou no timing e na qualidade técnica, e agora ainda não se sabe se eles vão manter a série viva ou se vão deixar a gente esperando mais 20 anos por uma sequência.
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* No. 1 selling game on Steam



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