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Os 10 Melhores Quadrinhos de The Far Side dos Anos 80

Fala, galera! Se vocês acham que o humor ácido de hoje em dia é novidade, é porque não viveram a era de ouro das tirinhas de jornal. Nos anos 80, a cultura pop estava num hype absurdo com clássicos como De Volta para o Futuro e O Império Contra-Ataca, mas enquanto a galera via cinema, nos jornais rolava uma revolução visual e narrativa que deixou muita gente de queixo caído. Era um tempo onde a experimentação reinava e a arte sequencial não tinha medo de ser estranha, beirando o surrealismo puro.

No meio desse cenário, surgiu o gênio Gary Larson com The Far Side, que começou oficialmente em 1º de janeiro de 1980. O cara simplesmente ignorou todos os clichês de "tirinhas fofinhas" da época e entregou um estilo visual único, com piadas de painel único que eram verdadeiros socos no estômago de tão inesperadas. Para quem curte ler Notícias sobre a evolução da mídia, entender o impacto de The Far Side é essencial, já que a obra chegou a ser publicada em 1.900 jornais, provando que o público amava aquele tipo de humor non-sequitur que não fazia sentido nenhum, mas era hilário.

Capa de Cena de 10 Greatest Far Side 1

Para abrir nossa lista, não tem como fugir dos animais. Gary Larson tinha uma obsessão quase religiosa por vacas, e essa tirinha é o exemplo perfeito disso. A piada reside na ideia de que, assim que os humanos viram as costas, as vacas assumem comportamentos humanos ou situações sociais absurdas, o que dá um buff imediato no nível de bizarrice da cena.

Publicada em 18 de maio de 1984, essa aqui é a definição de humor negro. Imagine um pintinho doente, caído na cama, e a mãe, com a melhor das intenções, servindo para ele... Sopa de galinha. É aquele tipo de piada que te faz rir e sentir um leve desconforto ao mesmo tempo, mostrando que o Larson não tinha filtro nenhum na hora de criar.

Capa de Cena de 10 Greatest Far Side 2

Já em 11 de maio de 1981, a gente vê que o autor já tinha chegado chutando a porta com temas pesados. Uma execução que dá errado é um tópico bem sombrio, mas a entrega visual transforma a tragédia em algo puramente cômico. O timing da cena é perfeito e mostra que The Far Side nunca quis ser a "queridinha" da família, preferindo o caminho do edgy.

Essa tirinha de 31 de março de 1981 é uma aula de narrativa visual. Sem precisar de uma única palavra, Gary Larson consegue contar a história de uma mulher que pula para ser salva por um trampolim, mas acaba sendo arremessada para dentro de outro prédio que também está pegando fogo. É a pura lei de Murphy aplicada aos quadrinhos, e a gente ama isso.

Capa de Cena de 10 Greatest Far Side 3

Aqui o autor resolveu brincar com referências musicais, citando a música de Bobby Darin de 1959. O toque genial foi transformar a letra, que fala de um serial killer, em uma piada surrealista envolvendo talheres antropomórficos. É aquele tipo de conteúdo que exige que você conheça a referência para sentir o impacto total, mas a imagem sozinha já é bizarra o suficiente.

Em 29 de outubro de 1984, tivemos a prova de que o timing cômico do Larson era nível mestre. A tirinha mostra um músico completamente alienado olhando para a partitura e dizendo: "Nossa... Olha todos esses pontinhos pretos". O contraste entre a ignorância do sujeito e a grandiosidade do concerto que está prestes a começar torna a cena simplesmente ridícula.

Capa de Cena de 10 Greatest Far Side 4

Se você come asaña de frango ou asinhas sem osso, essa tirinha de 12 de janeiro de 1983 vai te dar gatilhos. O autor cria um "Rancho de Frangos Sem Osso" onde as aves são todas moles e deformadas. Pode ser lido como uma crítica ácida aos alimentos processados da indústria, mas no fim das contas, é só um gag visual que funciona demais.

Outra vez as vacas, mas agora em 6 de janeiro de 1984. Essa é possivelmente uma das mais icônicas de toda a série. A premissa de que as vacas vivem vidas urbanas e dirigem carros quando não estamos olhando é o tipo de absurdismo que define a obra. Se você consome conteúdo via PC ou tablet hoje, consegue notar que esse tipo de humor foi o tataravô dos memes surreais da internet.

No dia 4 de junho de 1983, o humor negro voltou com tudo. Dois cientistas trabalham em um míssil nuclear e um deles resolve dar um susto no outro estourando um saco de papel pardo. A tensão entre o perigo de uma explosão nuclear e a infantilidade da pegadinha é o que torna isso brilhante. O Larson sabia exatamente como manipular a expectativa do leitor.

Para fechar com chave de ouro, a tirinha de 26 de agosto de 1987. Uma chimpanzé questiona a outra sobre "pesquisas" com a "vagabunda da Jane Goodall". O nível de audácia foi tanto que o Instituto Jane Goodall na época chamou a tirinha de "atrocidade". Esse tipo de polêmica só prova que a obra era disruptiva e não tinha medo de satirizar até as figuras mais respeitadas da ciência.

Olhando para trás, é impressionante como The Far Side conseguiu manter a relevância durante os anos 80 e boa parte dos anos 90. O autor criou um universo onde o absurdo é a única regra, e isso abriu portas para muita coisa que a gente consome hoje. Mesmo com a ascensão da internet diminuindo a importância dos jornais impressos, a essência do que o Gary Larson fez continua viva em cada meme aleatório que aparece no seu feed.

A real é que The Far Side não era apenas sobre rir de vacas ou cientistas atrapalhados, mas sobre questionar a lógica do cotidiano através de um prisma distorcido. Foi um trabalho magistral de design e roteiro que não precisava de grandes arcos dramáticos para conquistar o mundo, apenas de uma ideia idiota executada com perfeição técnica. Para mim, é um dos maiores exemplos de como a simplicidade, quando aliada à criatividade, pode gerar um impacto cultural imenso.

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