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Palworld 1.0: Pocketpair tenta esconder plágio e redesenha criaturas polêmicas

Finalmente o Palworld saiu do acesso antecipado e chegou na versão 1.0, trazendo aquele pacotão de atualizações que a gente esperava. O jogo atraiu centenas de milhares de jogadores, tanto a galera nova quanto quem já estava no vício, todos seduzidos pela ideia maravilhosa de colocar criaturas para trabalhar em condições que fariam qualquer fiscal do trabalho ter um infarto. O hype continua forte, mas tem um detalhe que a Pocketpair tentou esconder no meio de tantas notas de atualização.

Se você ler o changelog oficial da versão 1.0, não vai encontrar nada sobre a aparência dos bichos, mas a comunidade — que não dorme no ponto — percebeu que vários Pals passaram por um "esteticismo forçado". Basicamente, a desenvolvedora resolveu dar um tapa no visual daquelas criaturas que eram cópias tão descaradas de Pokémon que chegavam a ser constrangedoras. É aquele famoso "estou mudando agora para fingir que nunca foi plágio", sabe?

Imagem Cena de  <strong>Palworld</strong> revises some 1

No lançamento, o Palworld foi massacrado por muita gente por causa desse design "Frankenstein". Não era só uma inspiração leve, era literalmente pegar a silhueta de um monstro da Nintendo, copiar os membros, os detalhes e, em muitos casos, nem sequer mudar a paleta de cores. Era a definição de falta de criatividade, mas como o jogo vendia como água, a Pocketpair simplesmente ignorou as críticas por meses enquanto faturava milhões no PC e Xbox.

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Agora, parece que a casa caiu ou a vergonha finalmente bateu. Vários Pals foram reimaginados para criar aquela "denegabilidade plausível" quando comparados aos seus equivalentes de Pokémon. O Verdash, que era o exemplo perfeito de indecência criativa por ser a cara do Cinderace, agora tem proporções menos humanas e não usa mais aquele calçado que era a marca registrada da inspiração. É um nerf visual para evitar processos, claramente.

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Não parou por aí. O Robinquill e o Fenglope também levaram um banho de tinta, abandonando as paletas de cores do Decidueye e do Cobalion, respectivamente. A Pocketpair mexeu em detalhes específicos para tentar distanciar esses bichos de seus sósias. Mas ó, não se enganem: o Cremis continua sendo o Cremis, e a empresa basicamente admitiu que ele é a cara de outra coisa, mas decidiu deixar como está. Tem coisa que eles simplesmente não querem mudar.

Imagem Cena de  <strong>Palworld</strong> revises some 4

Agora, deixa eu dar um pitaco técnico aqui para ninguém confundir as coisas: esses redesigns não têm nada a ver com a base do processo judicial da Nintendo. A briga nos tribunais não é sobre o visual dos personagens (copyright), mas sim sobre patentes de mecânicas específicas, como o ato de capturar e montar nas criaturas. Ou seja, a Nintendo está indo atrás do "como o jogo funciona" e não necessariamente do "como o bicho se parece".

Tem quem especule que essas mudanças na versão 1.0 façam parte de algum acordo secreto de liquidação para encerrar a briga, mas não tem motivo imediato para acreditar nisso. A verdade é que as patentes da Nintendo estão sendo questionadas e podem ser bem fracas. Há quem diga que, mesmo vencendo, a gigante japonesa pode levar apenas uma quantia irrisória, algo em torno de R$ 165 mil, o que para o tamanho do lucro do Palworld, é basicamente troco de pão.

Mesmo assim, essas alterações são um reconhecimento silencioso de que a integridade criativa da Pocketpair estava no lixo. Agora que eles já embolsaram milhões de dólares, resolvem que a falta de originalidade é um "problema corrigível". É a velha história: primeiro você faz o dinheiro com o hype do plágio, depois você contrata artistas de verdade para limpar a imagem da empresa.

No fim das contas, a gente vê que a indústria de games é esse caos. Se o jogo é divertido e a mecânica de sobrevivência no PC e consoles funciona, a galera ignora que o monstro é um clone. Pelo menos a Pocketpair não foi tão descarada quanto aquele projeto chamado Pickmos, que quase se chamou Pickmon logo de cara. Aí sim seria o auge do ridículo.

O Palworld continua sendo um jogo absurdamente viciante, mas esse movimento de agora mostra que a pressão da comunidade e o medo de um processo bilionário fazem milagres na criatividade de qualquer estúdio. É engraçado ver uma empresa tentar "corrigir" o DNA do jogo depois que ele já virou um fenômeno global.

Meu veredito? O jogo é ótimo, mas essa tentativa de redesenhar os bichos agora soa como se estivessem tentando apagar o rastro de um crime depois que a polícia já chegou na porta. Não muda a gameplay, mas deixa claro que eles sabiam exatamente o que estavam fazendo desde o primeiro dia.

Links Úteis

* Redesigns no Reddit * Vídeo sobre o Cremis
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