Olha, a gente sabe que a The Pokémon Company não brinca em serviço quando o assunto é nostalgia, mas Dessa vez eles podem ter passado um pouco do ponto. Para comemorar os 30 anos da franquia, foi revelado um novo set do Pokémon Trading Card Game que promete trazer uma variedade absurda de cartas do nosso mascote elétrico favorito, o Pikachu. O problema é que, entre tantas artes lindas, surgiu uma versão do Pikachu gordinho que está deixando a comunidade com a pulga atrás da orelha.
Se você acompanha as Notícias do mundo dos colecionáveis, sabe que qualquer mudança no design de um ícone gera um hype imenso, mas aqui o sentimento é mais de confusão do que de empolgação. A arte em questão, feita pelo lendário Ken Sugimori, tenta resgatar aquele visual mais rechonchudo dos anos 90, mas o resultado final ficou com um ar bem uncanny, sabe? Aquela sensação de que tem algo errado, mas você não consegue explicar de primeira.
Para quem não lembra, o Ken Sugimori criou originalmente o Pikachu com um corpo bem mais arredondado, que depois foi ficando mais esguio ao longo das gerações para combinar com a animação. Agora, nessa nova versão comemorativa, o artista tentou atualizar esse visual clássico. No papel, a ideia era boa, mas na prática a anatomia ficou completamente bizarra, especialmente se você comparar com a versão original da época.

O grande problema desse novo design é a proporção. Enquanto o Pikachu gordinho clássico tinha um equilíbrio cherubic, quase como um bebê, essa nova versão parece ter tido um erro de escala catastrófico. O corpo até continua plump, mas a cabeça ficou absurdamente grande e desproporcional ao resto do tronco. É aquele tipo de design que, se você olha rápido, parece normal, mas quando foca, sente que o personagem foi deformado.

Claro que a internet não perdoa e o pessoal já começou a disparar comentários dizendo que a arte tem "cheiro de IA". Não que os fãs estejam acusando o Ken Sugimori de ter preguiça e usado um gerador de imagens, mas o termo AI virou quase um sinônimo para descrever coisas que parecem quase certas, mas são levemente erradas e perturbadoras. Basicamente, o design flopou na execução visual para boa parte da galera.

Mas nem tudo é tragédia nesse set que chega no dia 16 de setembro. Ao todo, teremos 30 designs diferentes do Pikachu, e a variedade é realmente fantástica. Tem desde artes gluttonas até versões bem melancólicas. Um exemplo massa é a arte do Shimari Yukichi, que mostra o rato elétrico se entupindo de frutas, com um ataque chamado Satisfied Spark, que combina perfeitamente com a vibe de quem acabou de comer um rodízio.

Para compensar esse dano pífio, a habilidade da carta reduz o ataque dos inimigos em 20 de dano, o que é quase um buff emocional para a carta. É interessante ver como a The Pokémon Company e os artistas estão explorando sentimentos mais complexos e situações cotidianas (ou trágicas) nessas cartas comemorativas, saindo daquele padrão de apenas "personagem posando para a foto".
Sinceramente, eu acho que esse set vai ser um sucesso de vendas mesmo com o Pikachu esquisito, porque colecionador não resiste a qualquer coisa que venha com a marca da Nintendo. Esse tipo de polêmica acaba até ajudando no marketing, já que todo mundo fica discutindo se a arte é ruim ou se é apenas uma escolha estilística ousada do Sugimori. No fim das contas, a gente acaba comprando mesmo assim.
Meu veredito é que, embora a anatomia do novo Pikachu gordinho esteja bem questionável, o conjunto da obra desse aniversário de 30 anos parece sólido. Ter 30 variações do mascote é um luxo para quem gosta de montar decks temáticos ou apenas quer preencher o álbum com artes diferentes. Só espero que a distribuição dessas cartas não vire aquele caos de preços abusivos que a gente costuma ver no mercado secundário.
No fim das contas, Pokémon é isso: a gente reclama do design, critica a empresa, mas na hora que o set lança, corre para garantir a nossa cópia. Ainda não se sabe se esse visual "estranho" vai virar um clássico cult daqui a alguns anos ou se vai ser lembrado apenas como aquele erro bizarro de proporção que assustou a internet em 2026.



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