Se você é dono de um PS5 e estava planejando dar aquele upgrade no armazenamento para parar de deletar jogo toda vez que sai um patch novo, eu tenho uma notícia que vai fazer seu bolso chorar. A gente já sabe que a indústria de games adora testar o limite da nossa paciência e da nossa carteira, mas o que está acontecendo agora com os preços de memória é, sinceramente, um absurdo completo. Não é mais só sobre o preço do console subir, mas sim sobre os componentes essenciais ficarem com preços de item de luxo.
O cenário é desolador: enquanto a galera do PC sempre sofreu com a volatilidade dos preços de hardware, os donos de consoles viviam em uma bolha relativamente protegida. Só que essa bolha estourou com força total. A culpa, segundo a indústria, é da escassez de componentes causada pelo hype desenfreado da inteligência artificial (AI), que está sugando todos os chips e memórias do mercado, deixando a gente, que só quer jogar God of War ou Spider-Man em 4K, com a conta salgada.

Recentemente, a SanDisk soltou a bomba e anunciou o Optimus GX PRO 850P NVMe, que nada mais é do que a opção de armazenamento oficialmente licenciada para o PS5 (aquela que antes a gente conhecia sob a marca WD_Black). O problema não é a performance, que deve ser animal, mas sim a tabela de preços que parece ter sido escrita por alguém que esqueceu onde fica a vírgula. Olhando para os valores, a gente percebe que a situação flopou completamente para o consumidor final.
Confere aí esse absurdo de tabela para você ver o tamanho do rombo no orçamento:
| Capacidade | Preço Original | Conversão Estimada (R$) |
|---|---|---|
| 1 TB | $379.99 | cerca de R$ 2.089,45 |
| 2 TB | $759.99 | cerca de R$ 4.179,95 |
| 4 TB | $1,499.99 | cerca de R$ 8.249,95 |
| 8 TB | $2,959.99 | cerca de R$ 16.279,95 |

Agora, para deixar tudo ainda mais surreal, a SanDisk teve a audácia de dizer que esses valores já estão com desconto. O preço cheio do modelo de 8 TB — que teoricamente caberia uns 200 jogos — chegaria a incríveis $3.699.99 (cerca de R$ 20.349,45). Pra você ter uma ideia da loucura, se você tivesse comprado esse mesmo SSD em 2025, ele teria custado apenas $639.99 (cerca de R$ 3.519,45). É um aumento de mais de 100% que não faz o menor sentido para quem não é bilionário.
O que mais me deixa indignado é a proporção do custo. A opção mais barata de SSD hoje custa quase metade do preço de um PS5 novinho. Já a opção topo de linha custa mais do que comprar vários consoles. É um nerf brutal no poder de compra do gamer. A gente sai de uma era onde o armazenamento era um detalhe para uma era onde o SSD se torna o item mais caro do setup, superando até o hardware principal.

Para quem possui a Digital Edition do PS5, a situação é ainda mais crítica. Com apenas 825 GB de espaço interno, você é praticamente obrigado a fazer a gestão de arquivos como se estivesse em 2005 com um cartão de memória de 8 MB. Ter que escolher qual jogo deletar para instalar a nova atualização de Call of Duty já era chato, agora, com esses preços de SSD, vira um exercício de masoquismo financeiro.
E o pior é que a tendência é que as coisas piorem. O mercado global ainda está esperando o anúncio dos preços da futura Steam Machine da Valve, e tudo indica que a pressão sobre a cadeia de suprimentos de memória vai continuar. Se a gente olhar para trás, em 2022, eu consegui pegar um SSD interno para o meu console por meros $249.99 (cerca de R$ 1.374,95). Comparado ao que vemos hoje, aquele preço pareceu uma pechincha, e daqui a um ano, vamos olhar para esses preços atuais com uma nostalgia bizarra de como as coisas eram "baratas".

Sendo bem sincero com vocês, eu amo a conveniência de ter tudo instalado e carregar os jogos instantaneamente com a tecnologia NVMe. Não ter que deletar nada é um luxo que muda a experiência de jogo. Mas pagar o preço de um carro usado em um pente de memória? Aí já é demais. Não importa o quanto a gente ame a Sony ou a SanDisk, cobrar valores orbitais por causa de uma crise de chips de AI é empurrar a conta do progresso tecnológico para o colo do jogador.
No fim das contas, o meu veredito é: se você ainda tem espaço no seu PS5, segure as pontas. Não entre no hype de querer o maior SSD do mundo agora, porque você vai pagar um imposto de loucura. A menos que você tenha dinheiro sobrando e não se importe de gastar R$ 16 mil em memória, a melhor estratégia hoje é a velha e boa gestão de espaço: deleta o que não joga e torce para que a sanidade volte ao mercado de hardware antes da próxima geração de consoles.



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