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Prepare a Katana: Filmes de Samurai Essenciais Antes de Jogar Onimusha: Way of the Sword

Se você é do tipo que acha que basta apertar o botão de ataque para ser um mestre da espada, sinto informar que você está redondamente enganado. Com o lançamento de Onimusha: Way of the Sword marcado para o dia 3 de setembro, a gente tem pouquíssimo tempo para entrar no estado de espírito correto. Não adianta chegar no jogo sem saber a diferença entre um ronin e um samurai de castelo, ou pior, sem entender a poesia brutal de um duelo de vida ou morte. Se você não quer passar vergonha no primeiro boss, a hora de estudar a lâmina é agora, e eu não estou falando de ler manual, mas de maratonar cinema japonês de qualidade.

Olha, eu não quero ditar como você deve gastar seu tempo livre, mas se você pretende controlar o lendário Miyamoto Musashi, não ter a bagagem visual dos clássicos é quase um pecado. Imagina pegar o controle do seu PS5 ou sentar no PC e não sentir a tensão de um duelo porque você nunca viu como um mestre de verdade se posiciona antes de um corte fatal? É um desperdício total de experiência. Para quem está com o hype lá no alto, existe um caminho mais curto para a imersão: mergulhar no gênero jidaigeki e entender a estética que a Capcom está tentando resgatar neste novo título.

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Se você está com a agenda apertada e não consegue dedicar 120 horas para ver toda a filmografia do Akira Kurosawa, a solução mais inteligente é dar um pulo nos remasters de Onimusha: Warlords e Onimusha 2: Samurai's Destiny. Esses dois são bem diretos ao ponto, com durações de aproximadamente 3 horas e meia e 8 horas e meia, respectivamente. Dá para zerar o primeiro jogo mais rápido do que assistir a um filme épico como Os Sete Samurais, e isso já te dá uma base sólida de como a mecânica de combate da série funciona antes de encarar o desafio de Way of the Sword.

Falando em combate, se você quer entender a fluidez e a velocidade que o jogo promete, você PRECISA assistir a Sword of the Stranger. Esse anime de 2007, produzido pelo lendário Studio Bones (os mesmos gênios por trás de Cowboy Bebop e My Hero Academia), tem algumas das melhores cenas de luta de espada de todos os tempos. A coreografia é insana e casa perfeitamente com a proposta de parries viciousamente rápidos que teremos em Onimusha: Way of the Sword. É aquele tipo de obra que não recebeu todo o reconhecimento que merecia, mas que serve como o aperitivo ideal para quem quer sentir a adrenalina de um duelo real.

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Agora, se a gente quer falar de atuações que definem um gênero, temos que falar de Yojimbo. Aqui, o icônico Toshiro Mifune entrega a performance definitiva de um ronin astuto que coloca duas gangues rivais para se matarem em uma vila pequena. É um roteiro clássico, que inclusive inspirou filmes de faroeste, mas o que importa para nós aqui é a linguagem corporal do Mifune. Aquele jeito de balançar os ombros, a expressão de deboche e a postura relaxada, mas letal, são detalhes que eu tenho certeza absoluta que a Capcom estudou frame a frame para recriar as maneirismos do protagonista no jogo. É puro suco de estilo.

Outra recomendação indispensável é The Sword of Doom. Esse filme mergulha na psicologia do espadachim obcecado, trazendo aquela vibe de loucura e jealousy que a gente costuma ver em rivais lendários. Existe uma similaridade gritante entre a representação do personagem Ganryu como um guerreiro maníaco e a atmosfera densa desse filme. É a parte mais sombria do código samurai, onde a busca pela perfeição na lâmina beira a insanidade, algo que certamente será explorado nas mecânicas de progressão e nos encontros mais difíceis de Onimusha: Way of the Sword.

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Para quem curte a parte técnica, a transição desses filmes para o gameplay moderno exige um hardware que aguente o tranco para manter os 60fps e a resolução em 4K. Não adianta ter a precisão de um samurai se o seu jogo está dando stuttering na hora do golpe final. Se você joga no PC, garanta que seus drivers da Nvidia ou AMD estejam atualizados para que a experiência seja tão fluida quanto um corte de katana. Nada pior do que um lag maldito transformando seu momento épico em um meme de internet porque o jogo resolveu travar.

No fim das contas, a expectativa para este lançamento é gigantesca, mas a gente sabe como a indústria funciona: ou o jogo vem como uma obra-prima que redefine o gênero, ou acaba sendo um flop que se apoia apenas na nostalgia. No entanto, ver a dedicação da Capcom em resgatar essa estética clássica me deixa otimista. Se eles conseguirem traduzir a tensão do cinema japonês para a interatividade do controle, teremos um dos melhores títulos de ação do ano, especialmente para quem gosta de um desafio real e não quer tudo mastigado.

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Meu veredito é simples: não seja o jogador que entra cegamente em um mundo sem entender as referências. Tire esse tempo para assistir a essas obras, sinta a pressão do aço e a filosofia do sacrifício. Quando você finalmente iniciar Onimusha: Way of the Sword, você não estará apenas jogando um game, mas vivenciando a culminação de décadas de arte cinematográfica. Fiquem ligados nas nossas Notícias para saber se o jogo realmente entrega tudo isso ou se vai precisar de um buff pesado no lançamento para sobreviver aos críticos.

Links Úteis

* Similaridades de Ganryu * Série de Onimusha na Netflix * Filme no HBO Max
Onimusha: Way of the Sword
Site Oficial

Onimusha: Way of the Sword

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