Galera, segura a expectativa porque a HBO resolveu bater forte no nosso coração de geek. Quem lembra daquela obra-prima que foi Watchmen em 2019? Pois é, o mestre Damon Lindelof está de volta para mexer com a nossa cabeça, mas dessa vez ele não está sozinho nessa missão. Ele trouxe a galera de Ozark e o gênio dos quadrinhos Tom King para dar vida a Lanterns, e o negócio promete ser bem diferente de tudo que a gente já viu em produções de heróis.
A primeira coisa que vocês precisam entender é que não esperem aquele festival de explosões coloridas e lutas genéricas que a gente vê por aí. O papo aqui é outro: a série assume uma pegada de "neo-Western", focada em mistério e investigação. Imagina se True Detective decidisse que os detetives tinham anéis mágicos capazes de criar qualquer coisa? É exatamente esse o hype que a produção está vendendo, e sinceramente, eu estou comprando essa ideia total.

A dinâmica central da trama gira em torno de dois nomes pesados: Hal Jordan, interpretado pelo Kyle Chandler, e John Stewart, vivido por Aaron Pierre. O conflito já começa no DNA dos personagens, porque temos o Hal, aquele piloto convencido e arrogante que acha que sabe tudo, contra o John, um ex-fuzileiro naval e arquiteto extremamente disciplinado. É a receita perfeita para faíscas voarem enquanto eles tentam trabalhar juntos sob as ordens dos Guardiões do Universo.
A história nos joga no meio do nada, em uma cidadezinha apertada no Nebraska, onde um assassinato serve de gatilho para algo muito maior. Enquanto o John Stewart tenta ganhar experiência de campo, o Hal Jordan está convencido de que a parada tem dedo de alienígenas. Esse clima de cidade pequena com segredos obscuros é a especialidade da HBO, e ver isso misturado com a mitologia dos Lanternas Verdes é algo que me deixa genuinamente empolgado.

No caminho, esses dois vão bater de frente com a lei local, representada pela xerife Kerry (interpretada pela Kelly Macdonald) e o influente fazendeiro William Macon. É aquele tipo de conflito territorial que a gente adora, onde o herói de fora não é bem-vindo e a verdade está enterrada sob camadas de mentiras e conspirações. Se o roteiro seguir a linha do que o Tom King faz nos quadrinhos, podemos esperar reviravoltas que vão deixar a gente com a cabeça explodindo.
Agora, para quem está preocupado com a bagunça que costuma ser as séries de heróis, fiquem tranquilos: Lanterns faz parte do novo DC Universe comandado pelo James Gunn. Sim, a série está totalmente conectada com a visão do cara que salvou Guardiões da Galáxia. Isso significa que teremos consistência narrativa, e a cereja do bolo é que o Guy Gardner, interpretado pelo Nathan Fillion, deve dar as caras por aqui, expandindo a Tropa dos Lanternas de um jeito orgânico.

E não para por aí, porque a série serve como trampolim para o filme Man of Tomorrow. O John Stewart deve ter um papel fundamental nessa transição, preparando o terreno para a luta épica contra o Brainiac. Ver a DC finalmente construindo um ecossistema onde as séries e os filmes conversam de verdade, sem forçar a barra, é o tipo de buff que a franquia precisava desesperadamente para não flopar mais uma vez.
Para quem quiser conferir essa loucura, anotem aí: a estreia acontece no dia 16 de agosto na HBO e também chega via streaming no HBO Max. Para quem acompanha nossas Notícias ou joga no PC e usa consoles como PlayStation e Xbox, o app da Max é a porta de entrada. É a chance de vermos se a fórmula de mistério denso funciona com super-poderes ou se vai virar só mais um conteúdo de preenchimento.

Sendo bem sincero, meu maior medo é que a série tente ser "cabeça" demais e esqueça que, no fundo, a gente quer ver a luz verde iluminando tudo. Mas, vindo de Damon Lindelof, o risco é calculado. O cara sabe como criar mistérios que prendem o espectador do início ao fim, e se ele conseguir equilibrar a tensão de um crime rural com a escala cósmica da DC, teremos a melhor série de super-heróis dos últimos anos.
No fim das contas, Lanterns parece ser a aposta da HBO para provar que heróis podem ser adultos, complexos e, acima de tudo, interessantes fora do cenário de "salvar o mundo". Se a química entre o Kyle Chandler e o Aaron Pierre bater, temos um hit nas mãos. Eu vou estar de olho em cada detalhe para ver se a série entrega a profundidade prometida ou se vai ficar só no visual bonito.

Meu veredito antecipado é de cautela, mas com muito otimismo. O elenco é sólido, a equipe criativa é de elite e a proposta de "True Detective Espacial" é genial. Se não fizerem bobagem com o roteiro, Lanterns tem tudo para ser o novo padrão de qualidade para o gênero. Agora é só contar os dias para o 16 de agosto e ver se esse anel realmente brilha.



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