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ProtoArc EM25: A tentativa de ser um MX Master barato que flopou

Por Redação Gamer Elite•12 de junho de 2026

Sabe aquele sentimento de querer um hardware top de linha, mas a carteira estar gritando "socorro"? É exatamente aí que a ProtoArc tenta entrar no jogo com o ProtoArc EM25. A promessa é sedutora: entregar a ergonomia e as funcionalidades de um Logitech MX Master 3S ou do MX Master 4, mas por uma fração do preço. No papel, o negócio parece um buff absurdo para quem trabalha no PC e quer conforto sem vender um rim.

Mas ó, já vou avisando logo de cara: não se deixe enganar pelo visual. O ProtoArc EM25 grita "sou um clone barato" assim que você tira da caixa. Ele até tenta imitar o chassis robusto e o apoio de polegar estendido, mas a execução deixa a desejar em pontos cruciais. É aquele tipo de produto que gera um hype inicial gigante, mas que na hora do "vamos ver", você começa a notar que a economia custou caro na qualidade.

Ilustração sobre ProtoArc EM25: A tentativa de ser um MX Master barato que flopou

Olhando as specs, o bicho parece promissor. Estamos falando de um sensor óptico com 8000 DPI, taxa de polling de 1.000 Hz e uma bateria interna recarregável de 500 mAh. Para quem não é gamer profissional de FPS e só quer produtividade, isso deveria ser mais do que suficiente. O peso de 90 g é honesto e a conectividade híbrida entre Bluetooth e wireless de 2.4 GHz é super prática para quem alterna entre notebook e desktop.

Agora, vamos falar da parte que dói: a construção. O acabamento em cetim tem um toque meio "pegajoso" e os botões de plástico passam aquela sensação de que podem quebrar se você apertar com um pouco mais de raiva durante um dia estressante de trabalho. É aquela sensação de "plástico fantástico" que a gente odeia encontrar em periféricos que custam $50 (cerca de R$ 275). Não chega a ser lixo, mas está longe de ser premium.

Ilustração sobre ProtoArc EM25: A tentativa de ser um MX Master barato que flopou

A parte dos controles é onde o mouse realmente flopou. Ele vem com dois scroll wheels (um horizontal, inclusive), mas a implementação é desajeitada. A roda principal tem um sistema de embreagem que deveria ser fluido, mas na prática parece que tem areia dentro. Cada clique e giro me causou mais caretas do que sorrisos, provando que ter a função não significa que a função funcione bem.

E não para por aí. O maior crime desse mouse são os "skates", aqueles pezinhos que fazem o mouse deslizar no mousepad. Na moral, parece que esqueceram de lixar as bordas. O deslize é ruidoso, áspero e passa a sensação de que o mouse está "brigando" com a superfície. Em vez de deslizar suavemente, ele parece que está tropeçando, o que mata completamente qualquer sensação de ergonomia que o shape tenta passar.

Ilustração sobre ProtoArc EM25: A tentativa de ser um MX Master barato que flopou

Para tentar salvar a experiência, a ProtoArc colocou um compartimento magnético na base para guardar o dongle nano, o que é um toque bem elegante e útil. Os switches principais são surpreendentemente silenciosos e têm um clique satisfatório, sendo talvez a única parte do hardware que realmente entrega o que promete sem ressalvas. Mas, infelizmente, um botão bom não carrega o resto do conjunto nas costas.

Quando comparamos com a linha MX Master da Logitech, a diferença fica gritante. Não é só o preço, é o refinamento. A Logitech sabe exatamente onde colocar cada curva e como fazer cada botão responder com precisão. O ProtoArc EM25 é como aquele mod de jogo feito por amadores: tem todas as ideias legais, mas a implementação é cheia de bugs que tornam a experiência frustrante a longo prazo.

Ilustração sobre ProtoArc EM25: A tentativa de ser um MX Master barato que flopou

No fim das contas, a gente se pergunta: vale a pena gastar $50 (cerca de R$ 275) nisso? Se você está desesperado por um mouse com esse formato específico e não tem como investir nos modelos da Logitech, talvez ele sirva. Mas, sinceramente? Existem mouses padrão, menos "ergonômicos" no papel, que entregam uma experiência de uso infinitamente superior por esse valor.

O veredito é cruel, mas necessário. O ProtoArc EM25 é um produto que teve a receita certa, mas errou a mão na hora de cozinhar. Falta polimento, falta qualidade nos materiais e, principalmente, falta aquele cuidado com o usuário final. É um hardware que promete o céu e entrega um purgatório de plásticos baratos e deslizes ásperos. Não recomendo a compra.

Ilustração sobre ProtoArc EM25: A tentativa de ser um MX Master barato que flopou

Você prefere economizar em um clone duvidoso ou juntar dinheiro para pegar o hardware original e premium? Deixe sua opinião nos comentários!

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