Cara, parece que estamos vivendo uma verdadeira renascença dos jogos de estratégia tática. Faz um tempo que a gente não tinha um XCOM de primeira linha pra fritar o cérebro, mas outras franquias resolveram preencher esse vazio com maestria. Vimos coisas como Marvel's Midnight Suns, Fire Emblem e Gears Tactics tentando manter a chama acesa, e agora a Ubisoft resolveu entrar na jogada trazendo um dos nomes mais pesados do mundo militar para esse nicho.
Nós aqui da Gamer Elite vimos que o novo Rainbow Six Tactics não quer ser apenas mais um jogo de turnos genérico. Revelado durante a Gamescom, o título promete elevar a barra de todo o gênero, trazendo a pegada de precisão e tensão que a gente já conhece dos Shooters, mas agora com aquele controle cerebral de quem planeja cada passo. O jogo está sendo desenvolvido pela Ubisoft Paris, a mesma galera que entregou o surpreendente Mario + Rabbids: Sparks of Hope, então a experiência com tática eles já têm de sobra.

O mais interessante é que o bagulho não é um spin-off desligado da história principal. Rainbow Six Tactics está totalmente fincado no lore da série, se passando entre os anos 10 e 11 de Rainbow Six Siege. A trama foca na reconstrução da força-tarefa Rainbow durante uma crise global, e para os veteranos que jogaram Rainbow Six Vegas, teremos a volta de Paul Bishop como chefe da unidade. É aquele tipo de fanservice que a gente ama, trazendo rostos conhecidos para dar peso à narrativa.
Sobre o elenco, a Ubisoft decidiu não tentar abraçar o mundo. Enquanto o Siege tem mais de 70 operadores, aqui teremos apenas 15. À primeira vista, pode parecer um nerf no conteúdo, mas a ideia é que cada operador seja único, impactante e tenha uma personalidade bem definida. Eles querem que a escolha de quem vai para o campo de batalha realmente mude a dinâmica da missão, evitando que os personagens virem apenas números em uma planilha de status.

Mas agora vamos ao ponto que realmente gera o hype: a fase de planejamento de brecha. A maioria dos jogos de tática começa com as unidades já posicionadas ou movendo-se sequencialmente, mas aqui a parada é diferente. Você cria um plano mestre, quase como uma abertura de xadrez, onde posiciona todas as suas unidades e emite ordens que são executadas simultaneamente em tempo real. É um nível de controle absurdo que tira a monotonia do "eu movo, você move".
Nesta cena, vemos a precisão do combate. O jogo consegue transpor a sensação de perigo constante do Rainbow Six, onde um erro no planejamento da brecha pode significar a perda imediata de um operador caro.

O posicionamento estratégico aqui é a chave. A capacidade de coordenar ataques sincronizados permite que o jogador domine o ambiente antes mesmo do inimigo entender por onde a equipe entrou.
Note a diversidade de cenários, desde docas até escritórios. Cada mapa exige uma abordagem diferente na fase de infiltração, forçando o jogador a adaptar seu esquadrão para cada ambiente específico.

O mapa tático é onde a mágica acontece. A interface permite que você escolha exatamente por onde infiltrar, decidindo se prefere uma entrada furtiva ou um ataque agressivo, lembrando muito a pegada de Tactical Breach Wizards.
Essa dinâmica de escolha de infiltração é o que pode fazer o jogo dar a volta por cima e não flopar. Ter diferentes vantagens dependendo da porta ou janela que você escolhe para entrar muda completamente a estratégia da missão. Se você for para o PC ou consoles de nova geração como Xbox e PS5, espera-se que essa fluidez entre o planejamento e a execução seja o ponto alto da experiência.

Agora, o balde de água fria: o jogo só chega em 2027. É um tempo de espera surreal, mas se a Ubisoft Paris entregar metade do que prometeu nessa demo de 20 minutos, vai valer cada segundo. A mistura de Ghost Recon Breakpoint com a tática de Mario + Rabbids parece ser a receita certa para criar algo fresco em um gênero que estava precisando de um choque de realidade.
No fim das contas, Rainbow Six Tactics tem tudo para ser o novo padrão ouro dos jogos de estratégia militar. Se eles conseguirem manter a tensão do combate e a profundidade do planejamento simultâneo, teremos um título obrigatório para qualquer fã de tática. Agora é segurar a expectativa e torcer para que o desenvolvimento corra bem e não tenhamos adiamentos malucos.



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