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Resident Evil prova que filmes de game adultos podem sim detonar na bilheteria

Olha só, a gente passou anos vendo a indústria de cinema acreditar que, para um filme de videogame dar certo, ele precisava ser colorido, family-friendly e mirar na criançada. A gente viu isso com o sucesso de The Super Mario Bros. Movie e agora com a expectativa em torno de A Minecraft Movie, mas a verdade é que nem todo mundo quer ver bloquinho ou cogumelo na tela. Existe um público sedento por sangue, tensão e aquele clima visceral que só o terror de sobrevivência consegue entregar, e o novo Resident Evil chegou chutando a porta para provar isso.

O negócio foi surreal. O longa dirigido por Zach Cregger não só entregou o que os fãs queriam, como atropelou as expectativas financeiras logo de cara. A gente está falando de um filme R-rated, ou seja, com classificação indicativa para adultos, que não teve medo de mostrar a gorena e o horror puro. Isso mostra que o hype em torno de adaptações fiéis ao espírito da obra original, mesmo que mexam na lore, é muito maior do que os executivos de Hollywood imaginavam até então.

Resident Evil - Imagem Oficial

Para vocês terem uma ideia do tamanho do estrago, o filme arrecadou cerca de R$ 330 milhões (60 milhões de dólares) logo no seu primeiro final de semana nos cinemas. Esse número é absurdo e coloca a produção como a abertura mais bem-sucedida de qualquer filme da franquia Resident Evil até hoje, além de superar as produções anteriores do próprio Zach Cregger. É aquele momento em que a gente olha para os filmes antigos da série e percebe que eles simplesmente floparam em termos de qualidade, mesmo que tenham feito dinheiro na época, porque agora temos algo que realmente respeita a atmosfera do jogo.

Outro ponto interessante é que o filme conseguiu bater até o sucesso de Weapons, que foi um hit do horror no ano passado. Isso prova que o público não está apenas procurando "qualquer filme de terror", mas sim histórias que tenham a força de marcas consagradas nos consoles, como as que vemos no PlayStation. A Sony Pictures está rindo à toa, colhendo os frutos de uma estratégia que já vinha dando certo com o sucesso de Spider-Man: Brand New Day, consolidando a empresa como a nova rainha das adaptações de entretenimento.

Resident Evil - Imagem Oficial

Muita gente reclamou que o roteiro deu algumas escapadas da lore original, mas vamos ser sinceros: se o filme é bom e a tensão é real, o fã perdoa. O que a gente não aguenta mais são aqueles filmes mornos que tentam agradar todo mundo e acabam não agradando ninguém. Quando você coloca elementos de R-rated e aposta no gore, você atrai a galera que cresceu jogando no PS5 ou no PC e que quer ver aquela brutalidade traduzida para a tela grande, sem filtros ou censura chata.

Se a gente olhar para a tabela de arrecadações do final de semana, o domínio foi total. O Resident Evil ficou sozinho no topo com seus R$ 330 milhões, enquanto o segundo colocado, Practical Magic 2, ficou com meros R$ 59,6 milhões (10.85 milhões de dólares). Logo atrás veio o Spider-Man: Brand New Day com cerca de R$ 34,6 milhões (6.3 milhões de dólares). É humilhante ver a diferença de performance; o filme de zumbis simplesmente engoliu a concorrência, mostrando que o terror adulto é um nicho extremamente lucrativo se for bem executado.

Resident Evil - Imagem Oficial

Outros filmes como The Odyssey e Coyote vs. ACME nem sequer chegaram perto, arrecadando aproximadamente R$ 27,5 milhões e R$ 23,1 milhões, respectivamente. Até edições comemorativas, como o de Transformers 40th Anniversary, que rendeu cerca de R$ 15,9 milhões, ficaram para trás. Isso deixa claro que o público quer novidade, quer impacto e quer sentir medo de verdade, algo que as produções infantis de games, por mais lucrativas que sejam, jamais conseguiriam entregar.

Essa vitória da Sony Pictures é um buff gigantesco para futuras adaptações de jogos de terror. Agora, imagino que todos os estúdios vão querer fazer a mesma coisa: pegar uma franquia densa, contratar um diretor com visão artística e não ter medo de colocar a classificação indicativa lá no alto. A era de "higienizar" os games para o cinema parece estar chegando ao fim, e quem ganha com isso somos nós, que queremos ver a essência do material de origem preservada.

Resident Evil - Imagem Oficial

No fim das contas, esse resultado é um tapa na cara de quem dizia que filmes de terror baseados em games não tinham apelo comercial massivo. A galera provou que, se a entrega for de qualidade, o público lota as salas, independentemente de ter sangue espirrando na tela ou monstros grotescos. É a prova definitiva de que a maturidade chegou nas adaptações e que a diversidade de gêneros no cinema de games é o caminho certo.

Agora é torcer para que isso abra portas para outras franquias que merecem esse tratamento visceral. Imagina um jogo de terror psicológico ou um survival horror bem pesado seguindo essa mesma linha de produção? O potencial é infinito e, se a Sony Pictures continuar nesse ritmo, podemos ter uma nova era de ouro para o cinema de games, onde a qualidade artística e a coragem de arriscar venham antes da vontade de vender brinquedo para criança.

Resident Evil
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