Se você é do tempo em que a gente passava horas tentando combinar um frango de borracha com uma polia para resolver um puzzle, segura esse coração. O mestre Ron Gilbert, o cara que basicamente definiu o que é um jogo de aventura, resolveu tirar a gente do tédio e confirmou que Thimbleweed Park 2 está finalmente acontecendo. A notícia caiu como uma bomba para quem curte aquele estilo clássico da LucasArts, provando que a nostalgia, quando bem feita, ainda tem um poder absurdo de gerar hype.
Para quem não lembra ou é novo no pedaço, o primeiro jogo, lançado em 2017, foi uma verdadeira carta de amor aos point-and-click dos anos 80 e 90. Com aquele visual pixelado que lembra demais Monkey Island e Day of the Tentacle, o título original entregou puzzles desafiadores e personagens completamente malucos. Agora, a promessa é de que a dose de bizarrice seja redobrada, mantendo a essência que fez a galera pirar na primeira vez que explorou a cidade de Thimbleweed.

O anúncio veio direto do blog *Grumpy Gamer* do Ron Gilbert, e já temos a primeira data para anotar na agenda: o lançamento está previsto para o início de 2028. Sim, eu sei, parece que falta uma eternidade, mas vindo de um desenvolvedor tão meticuloso, a gente sabe que a espera costuma valer a pena para evitar que o jogo chegue com bugs ou puzzles quebrados.

A melhor parte é que não é só o Ron Gilbert que está de volta; ele trouxe a tropa de elite original para garantir que a qualidade seja mantida. Nomes como Gary Winnick, Mark Ferrari, David Fox, Octavi Navarro e Robert Megone estão confirmados no projeto. Ter esse time reunido é a garantia de que o design de níveis e a narrativa vão seguir aquele padrão ouro que a gente espera de veteranos da indústria.

Sobre a trama, preparem-se para mais crimes e confusões, porque o assassinato continua sendo o prato principal. O novo jogo será uma espécie de paródia dos clássicos mistérios de "quem matou?", se passando dentro da Edmund Mansion. O plot central coloca todo mundo como suspeito, exceto o mordomo, que — por incrível que pareça — desta vez é inocente. Os protagonistas Ray e Reyes também estão de volta para tentar desvendar essa bagunça.

Agora, aqui vem a parte confusa que o Ron Gilbert deixou claro: Thimbleweed Park 2 não é exatamente uma sequência, nem exatamente um prequel. Ele definiu a obra apenas como "mais Thimbleweed Park e igualmente esquisita". Basicamente, ele está fugindo daquelas amarras narrativas chatas de sequências tradicionais para focar no que realmente importa: a estranheza e a diversão do gameplay.

Em termos de acessibilidade, o jogo vai chegar para Windows, Mac e Linux, estando disponível tanto na Steam quanto no GOG. Para quem joga no PC, é a combinação perfeita de plataformas, garantindo que a comunidade de point-and-click consiga acessar o título sem frescuras. É aquele tipo de jogo que você instala e esquece que o mundo lá fora existe enquanto tenta descobrir como abrir uma porta trancada.
O mais irônico de tudo isso é que, em 2025, o próprio Ron Gilbert tinha dado a entender que não estava mais interessado em fazer jogos de aventura 2D. Ele chegou a dizer que esse gênero provavelmente não sobreviveria depois que todos nós morrêssemos. Mas olha aí, o cara mudou de ideia! Isso mostra que até os criadores mais céticos podem ser convencidos quando a ideia é realmente boa e o hype da comunidade fala mais alto.
Se alguém discordava dele, a Wadjet Eye provou que o gênero está vivíssimo com sucessos recentes como Old Skies, Scarlet Deer Inn e The Drifter. Esses jogos mostraram que existe um público fiel e sedento por narrativas densas e puzzles inteligentes, provando que o formato não flopou, apenas encontrou seu nicho de luxo no cenário indie.
Acredito que o grande empurrão para esse retorno foi o sucesso estrondoso de Return to Monkey Island, lançado em 2022. O jogo alcançou uma nota absurda de 92% em reviews, o que deve ter mostrado ao Ron Gilbert que a galera ainda ama a sua visão de mundo. Quando você faz um hit desse tamanho, fica difícil ignorar a vontade de voltar para a cidade mais estranha dos games.
No fim das contas, estou genuinamente feliz que isso esteja acontecendo. Ver mestres da velha guarda voltando a criar com paixão, sem a pressão de grandes publishers querendo transformar tudo em microtransações, é um sopro de ar fresco. Mesmo que a gente tenha que esperar até 2028, prefiro um jogo polido e autoral do que algo feito às pressas apenas para bater meta de trimestre.
Meu veredito é simples: se você gosta de rir de situações absurdas e de se sentir um gênio ao resolver um enigma impossível, coloque esse jogo na sua wishlist agora mesmo. Thimbleweed Park 2 tem tudo para ser outro marco nos jogos de aventura e reafirmar que o estilo point-and-click é imortal. Agora é só segurar a expectativa e torcer para que o tempo passe rápido!



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