Se tem uma coisa que a gente gosta nesse meio é de ver um ator assumindo que participou de um desastre total. Durante mais de uma década, o Ryan Reynolds transformou o fracasso de Green Lantern, lançado em 2011, em praticamente um meme vivo. O cara não perdeu a chance de zoar a própria performance e o roteiro pavoroso do filme, chegando ao extremo de colocar uma cena pós-créditos em Deadpool 2 onde o mercenário viaja no tempo só para explodir a cabeça do próprio Ryan Reynolds em cima do roteiro do filme do Lanterna Verde. Foi a definição perfeita de 'estou tentando apagar isso da minha existência'.
Mas olha que reviravolta: o tempo passou, a poeira baixou e agora o ator resolveu mudar o disco. Em uma entrevista recente no tapete vermelho do filme Mayday, o Ryan Reynolds soltou a bomba de que, na verdade, ele deve toda a sua carreira a esse flop. Pode parecer loucura para quem só viu o filme e sentiu vontade de pedir reembolso, mas o ator acredita que a experiência, mesmo sendo um desastre, foi fundamental para moldar quem ele é hoje profissionalmente.

O papo ficou ainda mais interessante quando perguntaram se ele toparia fazer uma ponta na nova série Lanterns, da HBO. Para a surpresa de muita gente, ele disse que faria isso com o maior prazer. O Ryan Reynolds admitiu que aprendeu muito no set, e embora tenha brincado que aprendeu 'o que NÃO fazer', ele enfatizou que produções desse tamanho trazem lições essenciais de escala e gestão que você não consegue em filmes menores. É aquele tipo de aprendizado pelo erro que, no fim, acaba virando um buff na carreira.
Além da parte profissional, tem o lado pessoal que a gente não pode esquecer. Foi justamente durante as gravações desse filme que ele conheceu a Blake Lively, que interpretou a Carol Ferris enquanto ele era o Hal Jordan. Ou seja, se o filme não tivesse existido, talvez a família mais carismática de Hollywood nem tivesse acontecido. É difícil odiar um filme que te deu a parceira da vida, né? Mesmo que o CGI do traje parecesse um filtro de Instagram mal feito da época.

A zoeira do ator com o projeto era lendária, chegando ao ponto de ele trolar os fãs dizendo que sua versão do Lanterna Verde apareceria no Snyder Cut de Justice League. Até o diretor do filme, Martin Campbell, já falou abertamente que se arrepende de algumas escolhas daquela produção, mas deixou escapar que o resultado teria sido bem superior se o próprio Ryan Reynolds tivesse escrito o roteiro. Imagina o nível de caos e metalinguagem que seria um roteiro escrito pelo cara do Deadpool em 2011?
Enquanto isso, a DC Studios está tentando limpar a barra e organizar a casa sob o comando de James Gunn e Peter Safran. A estratégia agora é criar um universo muito mais coeso, começando pelo Capítulo 1, intitulado Gods and Monsters. Se você quer acompanhar todas as novidades e atualizações desse novo plano, vale a pena ficar de olho na nossa seção de Notícias para não se perder nesse emaranhado de cancelamentos e novos anúncios.

Um dos projetos mais aguardados desse novo plano é o filme do Clayface, roteirizado por Mike Flanagan. A proposta aqui é fugir do óbvio e entregar um negócio com pegada de terror, suspense e tragédia, com uma classificação R-rated para garantir aquele horror corporal visceral. O filme deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2026, com Tom Rhys Harries no papel do vilão. A confirmação de que ele faz parte do DCU principal, e não do universo do The Batman do Matt Reeves, mostra que a DC quer integrar seus monstros de forma mais orgânica.
E para fechar a lista de hype, temos Man of Tomorrow, previsto para 9 de julho de 2027. O James Gunn já confirmou que está escrevendo e dirigindo essa obra, que não será exatamente uma sequência direta de Superman, mas sim um filme expandindo a 'Super-Família'. É aquele tipo de aposta que a DC precisa que dê certo para finalmente parar de ser o patinho feio ao lado da Marvel, especialmente agora que estão focando em narrativas mais densas e menos genéricas.

No fim das contas, a trajetória do Ryan Reynolds com o Lanterna Verde é a prova de que até o pior erro pode virar combustível para o sucesso. Ele transformou a vergonha alheia em marketing pessoal e agora consegue olhar para trás com carinho, sabendo que o fracasso é apenas o primeiro passo para o acerto. É a redenção definitiva de quem soube rir de si mesmo antes que os outros rissem dele.
Agora, quanto ao novo DCU, a expectativa é alta, mas a cautela é necessária. A gente já viu a Warner prometer mundos e fundos e entregar filmes que pareciam feitos por comitês de marketing. Esperamos que o James Gunn consiga injetar a mesma alma que colocou em Guardiões da Galáxia para que esses novos projetos não virem apenas mais um flop memorável na história do cinema.

O meu veredito é simples: se o Ryan Reynolds realmente fizer esse cameo em Lanterns, vai ser o momento mais meta e engraçado da série. Ver o cara que 'morreu' para não ser o Lanterna Verde voltando para brincar com o personagem é a cereja do bolo para qualquer fã que acompanhou essa novela toda nos últimos 15 anos.



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