MMORPG

Saindo da Zona de Conforto: Qual o Melhor Segundo MMORPG para Você Jogar?

Cara, todo mundo fala sobre aquele primeiro contato com os MMORPGs. Sabe aquele jogo 'porta de entrada', o famoso *gateway*, que pega na sua mão, te explica que é para apertar 'F' para interagir e te joga num mundo colorido onde a única preocupação é matar dez javalis para ganhar uma espada de ferro? É aquele tipo de experiência suave, ideal para quem está começando ou para aquele seu primo que nunca viu um PC na vida, mas quer sentir o hype de estar em um mundo compartilhado com milhares de pessoas.

O problema real começa depois. Quando você já domina o básico, já sabe o que é um *tank*, um *healer* e um *DPS*, bate aquela vontade de algo mais denso. É aqui que a maioria da galera se perde, porque escolher o seu *segundo* MMORPG é um terreno perigoso. Se você for para algo simples demais, vai achar entediante; se pular direto para um jogo hardcore, corre o risco de odiar o gênero e achar que tudo virou um trabalho escravizado de grind infinito.

Imagem Cena de The Daily <strong>Grind</strong> What 1

O lance é que a transição do primeiro para o segundo jogo precisa ser estratégica. Se você começou em algo como World of Warcraft ou Final Fantasy XIV, que são a definição de Theme Park MMOs (aqueles onde você segue um trilho de quests), talvez seja a hora de experimentar a liberdade caótica de um Sandbox. A diferença é brutal: em vez de fazer o que o NPC manda, você é quem decide se quer construir uma cidade, virar um mercador corrupto ou simplesmente caçar players no meio do mapa.

Mas ó, fica o aviso: não caia na pilha de qualquer jogo que prometa 'revolucionar o gênero' no trailer. A gente já viu muita promessa linda que, na hora do lançamento, flopou miseravelmente porque a jogabilidade era travada ou o servidor não aguentava três pessoas logadas ao mesmo tempo. O segredo do segundo jogo é buscar algo que ofereça uma mecânica que você ainda não domina, como um sistema de combate Action Combat em vez do clássico *tab-target*.

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Outro ponto fundamental é a comunidade. No primeiro jogo, você geralmente entra em qualquer guilda só para não ficar sozinho. No segundo, você já tem critério. Você começa a procurar grupos que realmente foquem no *endgame* ou que não sejam tóxicos. É nesse momento que você percebe que alguns jogos têm sistemas sociais incríveis, enquanto outros parecem cidades fantasma onde todo mundo ignora todo mundo, o que é um red flag gigantesco para qualquer gamer.

Agora, vamos falar do elefante na sala: o grind. Tem jogo que transforma a diversão em uma planilha de Excel. Sabe aquele sistema onde você precisa repetir a mesma dungeon 500 vezes para conseguir um item que aumenta seu dano em 2%? Isso é doentio. O segundo MMORPG ideal deve te desafiar, mas não deve roubar a sua vida social. Se o jogo começa a parecer um segundo emprego, deleta e procura outro, porque diversão não deveria exigir contrato de exclusividade.

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Para quem quer algo realmente diferente, recomendo olhar para títulos que fogem do padrão 'fantasia medieval'. Já pensou em testar algo com temática cyberpunk ou sci-fi? Mudar o cenário ajuda a refrescar a mente e evita que você compare o tempo todo o novo jogo com o anterior. O problema é que muitos desses projetos independentes acabam sendo nerfados em conteúdo logo após o lançamento, então a dica é sempre checar o estado atual do jogo na Steam antes de investir qualquer centavo.

Se você é do tipo que gosta de competição, o segundo passo pode ser um jogo com foco total em PvP. Sair do conforto das missões de história e ir para a arena, onde um erro de posicionamento significa a morte instantânea, é a melhor forma de evoluir como jogador. É claro que isso vem acompanhado de muita raiva e alguns gritos no microfone, mas é onde a verdadeira adrenalina do gênero reside.

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No fim das contas, a jornada de um gamer de MMORPG é como subir uma escada. Você começa no básico, entende a lógica e depois começa a buscar a complexidade. Não tenha medo de testar jogos que pareçam estranhos ou que tenham gráficos datados, desde que a alma do jogo seja sólida. Tem muita joia escondida por aí que não tem o marketing de uma Blizzard ou da Square Enix, mas entrega uma experiência muito mais honesta.

Meu veredito final é simples: não se prenda ao meta do momento. Não jogue algo só porque todo mundo no Twitter ou no Reddit está falando que é a nova sensação. O seu segundo MMORPG deve ser aquele que te faz esquecer de olhar o relógio, e não aquele que te obriga a logar todo dia às 20h para não perder um evento diário idiota. A liberdade de explorar é o que faz a gente amar esse gênero, então use isso a seu favor.

Se você sente que está estagnado, mude de ares. Troque a magia por tecnologia, o campo verde por desertos espaciais e a guilda amigável por um clã de mercenários. É assim que você deixa de ser um iniciante e se torna um veterano dos mundos virtuais, alguém que não se assusta com um mapa gigante e sabe exatamente onde encontrar a melhor build para aniquilar qualquer boss que apareça na frente.

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