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Sam Barlow e Brandon Cronenberg anunciam Precognition, o horror sci-fi que altera o futuro

Se você curte aqueles jogos que fritam o cérebro e te deixam questionando a própria realidade, prepara o Tylenol porque o Sam Barlow está de volta. O cara que nos deixou malucos com Her Story e Immortality acaba de aniquilar qualquer tédio com o anúncio de seu novo projeto, chamado Precognition. Não estamos falando de apenas mais um jogo de investigação genérico, mas sim de um sci-fi horror que promete mexer com a nossa percepção de tempo e causalidade de um jeito que a gente raramente vê por aí nas Notícias da indústria.

A parceria aqui é o que deixa tudo ainda mais insano: Barlow se juntou ao cineasta Brandon Cronenberg para co-desenvolver a história. Para quem não está por dentro, o filho do lendário David Cronenberg é mestre em criar aquela sensação de desconforto visceral e horror psicológico em filmes como Possessor, Infinity Pool e Antiviral. Ver essa mente cinematográfica colidindo com a expertise de design do estúdio Half Mermaid é a receita perfeita para um game que não quer apenas entreter, mas sim traumatizar a gente psicologicamente.

A trama gira em torno de Diana, uma ex-prodígio infantil que possui uma memória fotográfica absurda e um cérebro extremamente maleável. Ela acaba virando cobaia em um experimento onde implantam um dispositivo no seu crânio, teoricamente para aprimorar a memória humana, mas que acaba gerando um efeito colateral bizarro: ela começa a ter memórias do futuro. Imagina a confusão mental de saber exatamente o que vai acontecer, mas não ter controle total sobre isso, a menos que você saiba exatamente em qual momento focar.

Imagem Cena de Immortality creator Sam Barlows 1

A gameplay segue a pegada de vasculhar arquivos de vídeo, algo que o Barlow já domina como ninguém, mas com um twist genial. Em Precognition, você assiste a essas visões do futuro da Diana e, ao segurar os gatilhos do controle, você "commita" aquele momento específico à memória dela. O problema — ou a solução — é que fazer isso dispara um efeito borboleta imediato, alterando drasticamente o futuro que você acabou de ver e gerando uma nova linha temporal para ser investigada.

Imagem Cena de Immortality creator Sam Barlows 2

O próprio Sam Barlow comparou a experiência com o filme Memento, onde o protagonista usa fotos Polaroid para se situar no caos. Aqui, a Diana está basicamente colecionando "Polaroids do futuro" para tentar evitar desastres ou manipular eventos a seu favor. Como jogador, você tem a liberdade total de decidir qual fragmento de informação é crucial para enviar de volta, criando um inventário de futuros possíveis que é simplesmente mind-blowing e tira a gente da zona de conforto.

Imagem Cena de Immortality creator Sam Barlows 3

O projeto está sendo publicado pela Kinetic Publishing, a nova label da empresa por trás do hit Phasmophobia. Isso já mostra que a aposta financeira e criativa é alta, mas a data de lançamento é o que realmente dói no peito: o jogo chega apenas no início do ano 2028. É um tempo de espera absurdo, mas considerando a complexidade de criar narrativas não lineares que mudam em tempo real, prefiro mil vezes esse cuidado do que um lançamento apressado que flopou por falta de polimento.

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O que mais me empolga é ver como a mão do Brandon Cronenberg vai moldar a atmosfera do game. A tendência do diretor é focar em identidades fragmentadas e tecnologia que invade o corpo, o que casa perfeitamente com a ideia do implante da Diana. Se o jogo conseguir entregar esse nível de tensão psicológica misturado com a mecânica de quebra-cabeça temporal, temos um candidato fortíssimo a jogo do ano, mesmo que a gente tenha que esperar eras para jogar no PC ou consoles.

Sendo bem sincero, esperar até 2028 parece piada de mau gosto, mas eu prefiro esse rigor do que ver mais um jogo AAA cheio de bugs no dia um. A indústria está saturada de promessas vazias e trailers enganosos, então ver um autor como o Barlow arriscando em mecânicas tão experimentais é o que mantém a chama do gaming acesa. Espero que a versão para PlayStation aproveite bem o feedback tátil do DualSense para simular essa conexão com as memórias futuras.

No fim das contas, Precognition parece ser aquele tipo de experiência que você joga uma vez e fica dias pensando sobre a natureza da existência. A ideia de manipular o destino através de fragmentos de vídeo é inovadora e perigosa, podendo ser genial ou confusa demais se não for bem executada. Mas, vindo de quem entregou Immortality, eu coloco minha fé nesse projeto e já estou atento para ver o primeiro trailer oficial com gameplay real.

Se a proposta é criar um horror sci-fi onde a memória é a nossa única arma, estamos diante de algo que pode redefinir o gênero de investigação. Só espero que a Kinetic Publishing não mude a estratégia no meio do caminho e que o jogo mantenha essa veia artística e perturbadora. Agora é respirar fundo, esquecer o calendário e torcer para que o tempo passe rápido para sentirmos esse hype na prática.

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Precognition
Site Oficial

Precognition

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