Galera, papo reto: o MCU está em um momento bem peculiar. Trazer de volta o Robert Downey Jr. e o Chris Evans parece aquele clássico movimento de 'quebrar o vidro em caso de emergência' depois de uma sequência de filmes que, convenhamos, floparam ou ficaram apenas na média. A expectativa está nas alturas, mas a forma como as coisas estão sendo conduzidas nos bastidores de Avengers: Doomsday deixa qualquer um com a pulga atrás da orelha.
Para piorar (ou melhorar, dependendo do seu nível de otimismo), nós aqui da Notícias descobrimos que os diretores Joe Russo e Anthony Russo estão filmando esse blockbuster sem um roteiro finalizado. Sim, você leu certo. Eles estão basicamente jogando no modo hard, decidindo ajustes e diálogos enquanto as câmeras já estão rodando, alegando que é nesse caos que a 'mágica acontece'.

O Joe Russo soltou que eles enxergam o roteiro como um 'organismo vivo'. Segundo ele, a direção é baseada em improvisação e ensaios, porque eles querem ver o que cada ator traz para o personagem na hora. O problema é que, em um projeto desse tamanho, com um elenco colossal e a pressão de salvar a marca da Marvel, improvisar pode ser a diferença entre um épico e um desastre completo.
Essa abordagem de 'vamos vendo na hora' gera um hype perigoso. Por um lado, temos a química orgânica entre os atores, o que pode render momentos genuínos. Por outro, a sensação é de que a Marvel Studios está tão desesperada para recuperar o prestígio que resolveu apostar todas as fichas na intuição dos Russos, ignorando a estrutura rígida que costumava definir a fase de ouro do estúdio.

Mas o que realmente está deixando a comunidade maluca não é só a falta de script, mas quem ficou de fora da festa. A lista de ausências é bizarra. Não ter o Spider-Man, o Hulk, o Gavião Arqueiro ou o Nick Fury em um filme dos Vingadores é quase um crime. Parece que a Marvel esqueceu metade do time original enquanto tenta equilibrar esse crossover cósmico.
E não para por aí. O lado dos X-Men também foi nerfado brutalmente nas confirmações. Nada de Wolverine, Storm, Jean Grey ou Deadpool. Para um filme que promete ser a junção de Avengers, X-Men e Quarteto Fantástico, a ausência desses pilares deixa um vazio enorme e levanta a questão: onde estão esses personagens?

Até a galera de Asgard e os Guardiões da Galáxia foram deixados no vácuo. O Thor está confirmado, mas seus companheiros sumiram. E o Star-Lord? Depois de todo aquele gancho no final de Guardians of the Galaxy Vol. 3, ele simplesmente não apareceu na lista de casting. É frustrante ver tantas pontas soltas sendo ignoradas em prol de um novo começo.
Já o destino dos personagens de The Marvels parece ser o esquecimento total. Como o filme flopou feio nas bilheterias, a Marvel Studios parece ter deletado a Capitã Marvel e sua equipe da existência. O único ponto curioso é a presença do Fera, interpretado por Kelsey Grammer, que parece ser um dos poucos sobreviventes desse crossover.

Outro ponto crítico e bem visível é a falta de personagens femininas no elenco anunciado. É um desequilíbrio gritante que não passa despercebido. Ver a Marvel cometendo esses deslizes de casting enquanto aposta em improvisação no set me faz pensar se eles realmente têm um plano ou se estão apenas tentando apagar o incêndio com um copo d'água.
No fim das contas, a volta do Robert Downey Jr. como Doutor Destino é a maior cartada da história do estúdio. É um movimento ousado, mas que não pode carregar o filme nas costas se a história for um amontoado de cenas improvisadas sem nexo. Nostalgia vende ingresso, mas roteiro ruim mata franquia.

Eu espero sinceramente que a 'mágica' dos Russos funcione desta vez. O MCU precisa de um milagre para recuperar a confiança do público, e Avengers: Doomsday é a última chance de provar que eles ainda sabem contar histórias épicas sem depender apenas de fan service e retcons confusos.



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