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Silent Hill Townfall: O novo gameplay é animal, mas será que arma de fogo combina?

Fala, galera! Quem acompanha a franquia sabe que a expectativa para qualquer novidade de Silent Hill é sempre surreal, e a gente acabou de receber uma dose cavalar de conteúdo para alimentar esse hype. Não estamos falando de um teaser curtinho de 30 segundos que não mostra nada, mas sim de uns 18 minutos de gameplay bruto do Silent Hill: Townfall. É aquele tipo de material que a gente devora frame por frame para tentar sacar o que a Screen Burn Interactive está aprontando dessa vez.

Nessa demonstração, a gente acompanha o sofrimento do Simon Ordell enquanto ele vaga por St. Amelia, uma cidade abandonada e cada vez mais hostil. O clima está pesadíssimo, com aquela pegada de isolamento que a gente ama, e a ambientação parece estar seguindo a risca a essência do terror psicológico. A cidade escocesa traz um ar nostálgico, mas bizarro, que deixa qualquer um com a pulga atrás da orelha sobre o que diabos aconteceu naquele lugar.

Imagem Cena de  Silent Hill Townfalls 1

Visualmente, o jogo está um espetáculo, especialmente com aquela névoa vermelho-sangue que corta a visibilidade e deixa tudo com um aspecto visceral. A gente consegue sentir a opressão do ambiente e as criaturas grotescas que aparecem no trailer confirmam que o jogo não vai ter medo de nos deixar desconfortáveis. Para quem curte explorar cenários decadentes no PS5 ou no PC, a direção de arte de St. Amelia parece ser um dos pontos mais fortes do título.

Porém, nem tudo são flores (ou névoa vermelha), e aqui entra o meu pitaco de veterano. No trailer, vemos o Simon Ordell manuseando um revólver para despachar monstros em segundos, e isso me deixou com o pé atrás. O problema de colocar armas de fogo em um jogo de terror psicológico é que isso muitas vezes nerfa o medo. Quando você tem um gatilho na mão, você deixa de ser a presa e começa a se sentir o caçador, o que pode acabar com a tensão que torna a série icônica.

Imagem Cena de  Silent Hill Townfalls 2

Se a gente olhar para Silent Hill f, que abdicou das armas, percebemos que a vulnerabilidade é o que realmente move o terror. Eu gosto de sofrer em jogos de horror; gosto de ser empurrado ao limite e ter que encarar as aberrações cara a cara em lutas desesperadas de curta distância. Quando o combate vira um "aponta e atira", a experiência acaba deslizando para algo mais próximo de um Shooters genérico do que de um pesadelo psicológico.

Imagem Cena de  Silent Hill Townfalls 3

Existem exceções, claro. Amnesia: The Bunker consegue manter o terror mesmo dando uma arma ao jogador, mas lá a munição é tão escassa que a arma serve mais para criar expectativa do que para dar segurança. Já no caso de Silent Hill: Townfall, a facilidade com que o protagonista executa os inimigos me lembrou mais a dinâmica de Resident Evil, que é excelente no que faz, mas tem uma proposta de sobrevivência diferente daquela atmosfera opressora e surrealista de Silent Hill.

Outro ponto que me deixou intrigado foi a lógica da ambientação. O jogo se passa na Escócia, um ano antes de uma proibição de armas de mão, mas ainda assim, não faz sentido encontrar pistolas espalhadas por apartamentos aleatórios em uma cidade pequena. Não estamos nos Estados Unidos para ter um arsenal em cada esquina. Espero sinceramente que as armas sejam raras e que o foco real seja o stealth e o combate corpo a corpo, forçando a gente a se tormentar com cada passo dado naquelas ruas.

Imagem Cena de  Silent Hill Townfalls 4

Mesmo com essa ressalva sobre as armas, o restante do material apresentado é promissor demais para ser ignorado. A sensação de descoberta e o design dos monstros mostram que a equipe sabe onde quer chegar. É aquele tipo de projeto que gera uma curiosidade mórbida; você sabe que vai passar mal jogando, mas não consegue esperar para entrar naquele pesadelo e ver até onde a sanidade do Simon Ordell aguenta.

No fim das contas, Silent Hill: Townfall parece ter todos os ingredientes para ser um sucesso, desde que não transforme o terror em um simulador de tiro. Se a Screen Burn Interactive conseguir equilibrar a ação com a sensação de impotência, teremos um dos melhores jogos de horror dos últimos anos. Agora é segurar a expectativa e torcer para que a versão final entregue toda essa atmosfera sinistra que vimos nos 18 minutos de gameplay.

Para quem quer ficar por dentro de todas as novidades de Notícias e lançamentos para PlayStation, a gente continua monitorando cada detalhe. O jogo promete ser uma experiência densa e perturbadora, e se você gosta de sentir aquele frio na espinha, St. Amelia é o lugar certo para se perder.

Silent Hill: Townfall
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Silent Hill: Townfall

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