Olha, a gente precisa ter uma conversa sincera sobre a obsessão da Sony com esses jogos de serviço. Parece que a gigante japonesa acordou em um pesadelo onde todo projeto multiplayer massivo vira um desastre financeiro ou um projeto cancelado no silêncio. A última vítima dessa estratégia equivocada agora é o Horizon Hunters Gathering, que estava seguindo o caminho da perdição tentando ser mais um jogo como serviço no mercado saturado de hoje.
O papo aqui é reto: o jogo simplesmente flopou nos testes privados. A galera que teve a chance de colocar a mão no título não gostou nem um pouco das mecânicas de live service, e a Guerilla Games percebeu que, se lançasse isso do jeito que estava, teria outro Concord nas mãos. Agora, o plano mudou drasticamente para tentar salvar o que resta do hype em torno da franquia, transformando a experiência em algo bem mais pé no chão.
De acordo com as informações do Jason Schreier, aquele cara que sabe de tudo antes de todo mundo na Bloomberg, a Guerilla Games já está suando a camisa desde junho para reformular o Horizon Hunters Gathering. A ideia agora é deletar todas as mecânicas chatas de live service e transformar o game em um título de co-op multiplayer tradicional. Eles estão focando em um modo história sólido e diminuindo drasticamente o escopo do projeto para conseguir entregar algo com qualidade no PS5 e PC.
O problema é que o tempo está correndo contra os desenvolvedores. A Sony deu um prazo apertado: a equipe tem até dezembro para impressionar os chefões da PlayStation e provar que essa nova direção funciona. Se o resultado não for convincente, a chance de vermos esse jogo indo para o limbo é gigantesca, especialmente porque a paciência dos executivos com projetos multiplayer parece ter chegado ao limite.

Para piorar a situação dos desenvolvedores, muita gente que estava trabalhando no Horizon Hunters Gathering já começou a ser realocada para outros projetos internos do estúdio. Isso é um sinal clássico de que a empresa está tentando mitigar riscos, espalhando a força de trabalho para que, caso o jogo seja cancelado no final do ano, o impacto não seja tão devastador para a estrutura da Guerilla Games.
Se a gente olhar para trás, a trajetória da Sony nos últimos anos tentando acertar a mão em Shooters e jogos online é quase cômica de tão trágica. O caso do Concord foi a cereja do bolo, um jogo que foi desligado e removido das lojas quase instantaneamente após o lançamento, provando que marca forte e orçamento alto não garantem sucesso se a fórmula for genérica.

Mas não foi só o Concord. Tivemos o drama da Bluepoint Games, que foi praticamente desmontada após o cancelamento de um projeto de live service de God of War. Além disso, a Naughty Dog matou o multiplayer de The Last of Us quando ele já estava, supostamente, 80% concluído. Sem contar aquele Battle Royale de Twisted Metal que foi pro espaço há alguns anos. É um verdadeiro cemitério de ideias ambiciosas que não sobreviveram ao choque de realidade.
Atualmente, a situação não parece muito melhor com o desempenho abaixo do esperado de Marathon e o silêncio ensurdecedor de Fairgames, que perdeu até o diretor no ano passado. A Sony está desesperada por um hit de serviço que gere receita recorrente, mas continua ignorando que o público de PlayStation prefere experiências premium, polidas e com começo, meio e fim.

Na minha opinião, essa mudança de rumo do Horizon Hunters Gathering é a melhor coisa que poderia ter acontecido. Tentar forçar um jogo de caça e coleta a ter elementos de serviço vivo é a receita perfeita para o tédio e para a frustração do jogador. Um co-op bem feito, focado na narrativa e na exploração do mundo, combina muito mais com a essência da série e tem chances reais de ser um sucesso no PC.
Espero sinceramente que a Guerilla Games consiga respirar e criar algo que faça sentido, longe da pressão de métricas de retenção diária e passes de batalha. A empresa é talentosa demais para ser sacrificada no altar da ganância corporativa por receitas mensais. Se eles conseguirem entregar um jogo divertido e honesto, talvez a Sony finalmente entenda que menos é mais quando se trata de qualidade.

No fim das contas, fica a lição para toda a indústria: parem de perseguir a miragem do jogo infinito. O mercado está cansado de promessas de atualizações eternas que nunca chegam ou que servem apenas para sugar mais dinheiro do gamer. Queremos jogos bons, com alma e que respeitem o nosso tempo. Agora é torcer para que o Horizon Hunters Gathering sobreviva a dezembro e chegue até nós como um game de verdade.


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