Olha, vamos ser sinceros aqui: quem acompanha a Digital Extremes sabe que eles não brincam em serviço quando o assunto é criar mundos imersivos. Depois do sucesso absurdo de Warframe, a expectativa para Soulframe está lá no teto, e a gente aqui na redação está de olho em cada detalhe. O jogo ainda está naquela fase de pre-alpha, o que significa que tudo pode mudar, mas a vibe que eles estão passando é de que o negócio está ficando sério e a ambição é gigante.
Agora, segura a expectativa porque chegou a atualização Preludes 15, e ela não veio para brincadeira. Estamos falando de uma reformulação que atinge o coração do gameplay: a progressão e a coleta de itens. Se você gosta daquela sensação de 'só mais um drop' para conseguir a arma perfeita, prepare-se, porque a Digital Extremes finalmente trouxe o sistema de loot que a gente queria ver nesse universo de fantasia sombria.

A grande novidade do Preludes 15 é que as armas agora dropam diretamente dos inimigos. E não é aquele drop genérico e sem graça, não; as armas já vêm prontas para o uso e trazem modificadores aleatórios chamados de "tempers". Isso aqui muda completamente a dinâmica de exploração no PC, porque agora cada combate pode render um equipamento com um buff inesperado que muda a sua estratégia de luta. É aquele vício clássico de looter que a gente ama e que mantém o jogador grudado na tela por horas.
Além do loot, a atualização mexeu pesado nos itens de gear e nos totens, que são essenciais para a sobrevivência e a customização do personagem. A ideia é que o jogador não fique preso a um set fixo, mas que experimente diferentes combinações para ver o que performa melhor em cada situação. Quem já jogou os testes anteriores deve ter sentido que algumas coisas estavam meio travadas, mas com esses ajustes, a progressão parece estar fluindo com muito mais naturalidade.

Mas não para por aí. A Digital Extremes expandiu o mapa com novas áreas e atividades de zona que prometem tirar a gente da zona de conforto. Explorar Soulframe sempre foi um ponto forte, mas agora as atividades integradas ao cenário dão um propósito maior para cada canto do mapa. Não é apenas caminhar por cenários lindos, mas sim interagir com o mundo de forma que você sinta que realmente está limpando a corrupção daquela terra.
É impossível não comparar a estrutura de Soulframe com o DNA de Warframe, mas a pegada aqui é visceralmente diferente. Enquanto um é focado em velocidade e sci-fi, este aqui mergulha fundo no combate de ação mais pausado e tático, onde cada golpe conta. Esse equilíbrio entre a exploração contemplativa e o combate intenso é o que pode fazer o jogo dar um hype absurdo no lançamento ou, se não tomarem cuidado com o balanceamento, acabar flopando por ser complexo demais.

Claro que, por estar em pre-alpha, a gente sabe que o caminho até a versão final é cheio de espinhos. Já vimos itens que precisavam de um nerf urgente e mecânicas que pareciam confusas no início. O importante é que a desenvolvedora está ouvindo a comunidade e implementando mudanças drásticas em ciclos curtos, o que mostra que eles não têm medo de jogar tudo fora e recomeçar se a mecânica não estiver divertida. Isso é música para os ouvidos de qualquer gamer veterano.
Outro ponto que merece destaque é a direção de arte. Cada nova área adicionada no Preludes 15 reforça que a estética desse jogo é surreal. A iluminação e o design dos monstros criam uma atmosfera pesada, quase onírica, que combina perfeitamente com a proposta de restaurar a natureza. Se o desempenho técnico no PC for otimizado para rodar em 60fps estáveis com ray tracing, teremos um dos jogos mais lindos da geração.

Para fechar o raciocínio sobre as novidades, é preciso falar da curva de aprendizado. Soulframe não pega na mão do jogador, e isso é ótimo. A descoberta orgânica de como os totens interagem com o ambiente e como os modificadores das armas influenciam o dano cria um ciclo de gameplay recompensador. É aquele tipo de jogo que te faz sentir inteligente quando você finalmente monta a build perfeita para massacrar um boss difícil.
No fim das contas, o Preludes 15 prova que Soulframe está evoluindo na direção certa. A adição de loot aleatório e a expansão do mundo mostram que a Digital Extremes quer criar um MMORPG com profundidade real, longe daquelas fórmulas genéricas de "vá ali e mate 10 javalis". O caminho é longo, mas a fundação está ficando sólida e a vontade de jogar só aumenta.
Meu veredito agora é de cautela otimista. O jogo tem tudo para ser um marco nos RPGs de ação, desde que não se percam em excesso de sistemas complexos que afastem o jogador casual. Se mantiverem esse ritmo de atualizações e transparência com a comunidade, temos um potencial hit nas mãos. Agora é sentar, esperar a próxima build e torcer para que o acesso seja expandido logo para mais gente testar essa loucura.
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