Se você achava que Avengers: Endgame era intocável, sinto informar que o mundo mudou. O MCU acaba de presenciar um terremoto nas bilheterias com a chegada de Spider-Man: Brand New Day, que não só chegou chutando a porta, mas simplesmente atropelou a marca de abertura doméstica do maior evento da Marvel até então. É aquele tipo de hype que a gente raramente vê, onde a expectativa encontra a execução e o resultado é um número que deixa qualquer executivo da Sony e da Disney com sorriso de orelha a orelha.
O negócio foi tão insano que até os mestres por trás de Endgame, os irmãos Joe e Anthony Russo, sentiram a necessidade de vir a público. Em um gesto de total fair play, eles parabenizaram todo o elenco e a equipe técnica de Spider-Man: Brand New Day, admitindo que o trono mudou de dono. Para marcar a ocasião, os Russos postaram uma arte absurda do Bosslogic no Instagram, mostrando o Homem-Aranha envolto na bandeira dos Estados Unidos, ostentando as Joias do Infinito como anéis e segurando uma peça de xadrez, com a legenda curta e grossa: "A manopla foi passada".

Na postagem, os diretores fizeram questão de citar a galera que carregou o filme nas costas, mencionando nomes como Tom Holland, Zendaya, Jacob Batalon e a nova adição que deu o que falar, Sadie Sinks. É nítido que a química desse elenco continua sendo o combustível principal para o sucesso da franquia. A gente sabe que manter o interesse do público por tanto tempo é difícil, mas o Homem-Aranha consegue a proeza de se renovar sem perder a essência, provando que o personagem é, essencialmente, o rosto da Marvel para as novas gerações.
Mas não pensem que os irmãos Russo vão aceitar a derrota calados e sentar para assistir ao sucesso alheio. Eles já têm um plano de contra-ataque traçado para retomar esse recorde de abertura. O plano chama-se Avengers: Doomsday, que chega aos cinemas em dezembro. Se a Marvel conseguir montar a mesma engrenagem de marketing que usou nos Vingadores, teremos uma guerra de números sem precedentes no final do ano. É aquela disputa de ego e bilheteria que a gente, como fã, adora acompanhar nos canais de Notícias.

Agora, saindo dos números e indo para o que realmente importa: a história. O filme deixou ganchos que estão deixando a comunidade maluca, especialmente sobre a Jean Grey. Depois daquela confusão generalizada nas instalações da Damage Control, a Jean simplesmente pega um ônibus para fora da cidade. A teoria mais forte é que ela esteja indo para Westchester, a casa da Escola para Jovens Superdotados do Professor X. Se isso se confirmar, estamos finalmente vendo a ponte definitiva para a introdução dos X-Men no MCU, o que seria um buff gigantesco para as próximas fases da saga.

Outro ponto que me deixou encanado foi a questão dos Inibidores Mutantes. O Peter Parker passa boa parte da trama tentando controlar seu DNA aracnídeo que está surtando, e com a ajuda do Bruce Banner, ele cria um chip inibidor. O problema é que o Hulk e a MJ avisam que mexer com isso é brincar com fogo. Suprimir poderes em um mundo que já tem medo de supers é a receita perfeita para um desastre. É bem provável que essa tecnologia acabe caindo em mãos erradas, servindo de combustível para o conflito central de Avengers: Secret Wars e a criação do Battleworld.

Para quem perdeu a chance de ver na estreia, o filme chega ao formato IMAX agora, no dia 7 de agosto. A disputa por salas vai ser braba, já que The Odyssey continua segurando as telas de 70mm IMAX até 16 de setembro. É aquele momento clássico onde você tem que correr para comprar o ingresso no aplicativo para não ficar de fora da experiência máxima, especialmente se você gosta de ver cada detalhe da animação e dos efeitos visuais em escala gigante.
Sendo sincero aqui, acho que Spider-Man: Brand New Day veio na hora certa. O MCU estava começando a dar sinais de cansaço, com algumas produções que floparam ou que não conseguiram empolgar a galera. Trazer o Homem-Aranha de volta com uma narrativa mais densa e conectando com os mutantes foi a jogada de mestre necessária para reaquecer o interesse do público. O filme não é apenas um sucesso financeiro, é um lembrete de que, quando a Marvel acerta a mão no roteiro, ninguém segura.

No fim das contas, ver o Peter Parker lidando com dilemas tão pesados enquanto tenta equilibrar sua vida pessoal mostra que o personagem amadureceu. Não é mais aquele garoto que só quer impressionar a turma da escola, mas alguém que carrega o peso de decisões que podem afetar todo o multiverso. A jornada dele agora parece muito mais visceral e menos dependada de mentores, o que é exatamente o que a gente queria ver depois de tantos filmes.
Agora ainda não se sabe se Avengers: Doomsday vai conseguir superar esse marco ou se o Homem-Aranha vai se consolidar como o novo rei absoluto da bilheteria doméstica. De qualquer forma, quem sai ganhando somos nós, que temos conteúdo de alta qualidade para consumir e teorias infinitas para discutir. O jogo mudou, a manopla foi passada e o caminho para as Guerras Secretas está oficialmente aberto.


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