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Spielberg esqueceu sequência oficial de E.T.? A bizarrice do Planeta Verde revelada!

Por Redação Gamer Elite•13 de junho de 2026

Sabe aquele momento em que você descobre que um dos maiores gênios do cinema simplesmente deu um 'branco' total em algo que ele mesmo autorizou? Pois é, aconteceu. A gente cresceu com a imagem emocionante do E.T. The Extra-Terrestrial partindo para o espaço, deixando o Elliott com o coração apertado, mas com a certeza de que aquela amizade era eterna. Para a maioria de nós, o filme de 1982 era o ponto final, a conclusão perfeita de uma história que definiu a infância de gerações.

O problema é que, em uma entrevista recente para o podcast Happy Sad Confused, o lendário Steven Spielberg foi questionado se o Elliott chegou a ver o E.T. novamente. A resposta do mestre foi um seco e direto "Não". Ele explicou que a conexão entre os dois continuou apenas através de sonhos e de um vínculo psíquico, mas que fisicamente, eles nunca mais se reencontraram. O detalhe é que essa declaração joga no lixo — ou pelo menos ignora completamente — uma sequência oficial que existe há décadas e que é, tecnicamente, canônica.

Ilustração sobre Spielberg esqueceu sequência oficial de E.T.? A bizarrice do Planeta Verde revelada!

Estamos falando de E.T.: The Book of the Green Planet, um romance lançado em 1985 e escrito por William Kotzwinkle, o mesmo cara que assinou a novelização do filme. Esse livro não é apenas um 'fanfic' qualquer; ele foi oficialmente sancionado e aprovado pelo próprio Steven Spielberg na época. A história começa exatamente onde o filme termina, acompanhando o alienígena em sua jornada de volta para casa, no planeta Brodo Asogi, que a maioria conhece apenas como o "Planeta Verde".

Só que, ao contrário do que a gente imaginaria, o retorno do E.T. não foi exatamente um desfile de carnaval com tapete vermelho. Em uma reviravolta que parece até um nerf na vida do personagem, ele não é celebrado por sua aventura na Terra. Pelo contrário, o bichinho perde seu cargo prestigioso de botânico espacial e é rebaixado a um simples agricultor. Imagina a frustração do cara: atravessa a galáxia, faz amizades improváveis e volta para casa para virar um trabalhador rural.

Cena de Steven Spielberg forgotten ET 1

O livro então mergulha na melancolia do E.T., que passa boa parte da trama espionando o Elliott na Terra através daquela conexão psíquica. A coisa fica realmente bizarra quando descobrimos a metodologia dele: o alienígena cria replicantes psíquicos em miniatura de si mesmo para tentar chamar a atenção do garoto, que já está mais velho e interessado em colegas de classe. O problema é que esses clones não são apenas projeções fantasmas; eles são tangíveis, e a história descreve cenas absurdas deles sendo esmagados ou sugados por ralos.

Além desse drama existencial, a obra faz um worldbuilding bem peculiar sobre a espécie dos Asogians. Descobrimos que eles são apenas uma das poucas espécies inteligentes do planeta e que a arquitetura local é totalmente baseada em plantas. Para você ter uma ideia do nível de surrealismo, as casas são feitas de abóboras gigantes e existem plantas hiperinteligentes que conseguem falar. É aquele tipo de conceito que, se fosse um jogo hoje em dia, a galera diria que o roteiro foi escrito sob efeito de substâncias duvidosas.

Cena de Steven Spielberg forgotten ET 2

Mas o ápice do absurdo acontece no final do livro. Determinado a reencontrar o Elliott, o E.T. e seus amigos resolvem roubar uma nave espacial para voltar à Via Láctea. E qual é a nave? Um nabo voador gigante. Sim, você leu certo: o clímax da sequência oficial de um dos filmes mais icônicos da história envolve a tripulação de um vegetal intergaláctico. A narrativa termina sugerindo que eles conseguiram chegar ao destino e que o reencontro com o menino era iminente.

Agora, a pergunta que não quer calar: por que o Steven Spielberg disse que eles nunca se viram de novo? Existem duas possibilidades aqui. A primeira é a mais provável: o diretor simplesmente esqueceu que esse livro existe. Afinal, são décadas de carreira e centenas de projetos. A segunda é mais sombria: ele lembra do livro, mas decidiu que aquele final foi um flop total e resolveu deletar da cronologia oficial na base do improviso durante a entrevista.

Cena de Steven Spielberg forgotten ET 3

Se formos analisar friamente, talvez seja melhor que o mestre tenha esquecido. A ideia de replicantes de E.T. sendo sugados por ralos e naves em formato de nabo tira um pouco da magia e da pureza do filme original. A conclusão do cinema é muito mais potente do que a de um livro que tenta expandir demais o universo sem necessidade. Às vezes, menos é mais, e deixar a amizade deles no campo do sonho é muito mais poético do que qualquer viagem de vegetais.

No fim das contas, isso serve como um lembrete de que o cânone em Hollywood é algo extremamente fluido e, muitas vezes, depende apenas do humor do diretor no dia da entrevista. Se o Steven Spielberg decidiu que o livro não conta, quem somos nós para discutir? Mas que fica a curiosidade de saber se aquele nabo voador realmente pousou no quintal do Elliott, isso fica. O mistério continua, mas a bizarrice do Planeta Verde agora faz parte do nosso repertório de curiosidades inúteis e maravilhosas.

Cena de Steven Spielberg forgotten ET 4

Você prefere o final emocionante do filme ou acharia engraçado ver um E.T. viajando em um nabo gigante? Deixe sua opinião nos comentários!

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