Olha, eu já vi muita coisa estranha no mundo dos games, mas a galera da Fuse Games resolveu chutar o balde de um jeito que eu respeito demais. Eles estão preparando o Star Wars: Galactic Racer, e se você acha que é só mais um jogo de corrida genérico com skin de Jedi, você está redondamente enganado. O estúdio é formado por veteranos de Burnout, então já dá para sentir que a pegada é de destruição e velocidade máxima, mas o tempero secreto aqui é algo que pareceu loucura no papel, mas que na prática funciona como um relógio.
O grande trunfo do jogo é o modo multiplayer chamado "Tour", que basicamente pega a essência de um arcade racer e funde com as mecânicas de um MOBA. Sim, você leu certo, meu parceiro. A gente está falando de buildcrafting, progressão dentro da partida e uma economia própria onde quem consegue mais créditos escala mais rápido que a concorrência. É quase como se pegassem aquele modo Stadium do Overwatch, tirassem as torres e as lanes, e colocassem todo mundo para correr em alta velocidade pelo cosmos no PC e consoles.

Para começar a bagunça, a escolha do personagem não é só estética, ela define o seu "kit" inicial. Por exemplo, quem escolhe a loadout de Survivor já larga na frente com um escudo e um bônus de velocidade, mas tem aquele detalhe: se você bater, perde esse boost na hora. A estratégia começa antes mesmo da largada, e isso tira o jogo daquela monotonia de "quem aperta mais o botão de acelerar" e joga a gente para um cenário de planejamento tático bem mais profundo.

O negócio fica ainda mais doido depois que cada corrida do tour termina. Em vez de só comemorar a vitória, você entra numa tela de upgrades para tunar os status base da sua nave ou escolher peças que seguem uma lógica roguelike, vinda da campanha singleplayer. Eu testei uma build focada em ramjet, que é um boost longo e potente, mas que deixa a nave difícil de controlar, e combinei isso com habilidades de redução de cooldown. O resultado foi que eu conseguia disparar boosts sucessivos, quicando na pista enquanto os outros caras tentavam entender o que estava acontecendo.

Além da velocidade, o combate é visceral e variado. Você pode equipar desde torpedos até lança-chamas para tirar os adversários da linha, e existem peças que dão resistências elementais específicas. Isso é crucial porque o tour passa por seis planetas diferentes, e se você não estiver com a build certa para o terreno, vai acabar sendo nerfado pelo próprio cenário. É aquele tipo de profundidade que a gente raramente vê em jogos de corrida arcade hoje em dia, transformando cada corrida em um puzzle de sobrevivência.

Agora, vamos falar do dinheiro, porque a economia aqui é o que dita quem vai dominar a galáxia. Você ganha créditos apenas por terminar a corrida, mas o verdadeiro hype está nas apostas. Você pode apostar em si mesmo, prevendo se vai ficar no top 9, top 6 ou top 3. Se você for ousado e acertar, sua conta explode e você consegue comprar peças muito mais fortes para as próximas etapas. Para quem curte as Notícias de competitividade, esse sistema de risco e recompensa é simplesmente genial.
E para quem é fã de Podracing, o jogo entrega uma experiência ainda mais caótica com 8 jogadores e um sistema de bounties. Basicamente, o jogo te paga bônus se você jogar de um jeito específico; em uma das minhas partidas, eu foquei totalmente em habilidades de eliminação e peguei uma recompensa que me deixou rico no final da rodada. É aquele caos organizado que a gente ama, onde a habilidade de pilotar é tão importante quanto a sua capacidade de gerenciar recursos e buildar a nave certa.

Sinceramente, eu estava com medo de que essa mistura de gêneros fosse resultar em um jogo confuso ou que acabasse flopando por tentar fazer coisa demais. Mas a Fuse Games conseguiu equilibrar a adrenalina do arcade com a estratégia do MOBA de um jeito orgânico. A sensação de montar um combo de habilidades que deixa você quase imbatível na pista é viciante, e o fato de cada tour ser diferente por causa dos elementos roguelike garante que o jogo não fique enjoativo rápido.
Claro que, como todo jogo com esse nível de customização, o balanceamento vai ser o maior desafio. Com certeza teremos algumas builds que vão estar completamente quebradas no lançamento e que vão exigir um buff ou nerf urgente da equipe de desenvolvimento. Mas, mesmo com esses riscos, é refrescante ver um estúdio arriscando tanto em um mercado onde a maioria dos jogos de corrida são apenas simuladores chatos ou clones de Mario Kart.
No fim das contas, Star Wars: Galactic Racer parece ser aquele tipo de jogo que você joga por cinco minutos e, quando percebe, já se passaram três horas tentando montar a build perfeita para aniquilar seus amigos no Steam ou no console. Se você gosta de velocidade, estratégia e quer sentir que está realmente pilotando algo insano no universo de George Lucas, esse jogo está no topo da minha lista de espera. É caos puro, é experimental e, acima de tudo, parece ser absurdamente divertido.



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