MMORPG

Stars Reach: O sucessor espiritual de Star Wars Galaxies que pode salvar os MMOs sandbox

Olha, eu vou ser sincero com vocês: quando eu bati o olho na página do Stars Reach na Steam, meu lado cínico — aquele que já viu centenas de promessas vazias no mundo dos games — simplesmente gritou que isso era mais um survival genérico com elementos de MMO para tentar pegar carona no hype. Sabe aquele tipo de jogo que parece um "boilerplate" de sobrevivência, onde você coleta pedra e madeira até enjoar? Pois é, eu quase escrevi esse jogo no meu caderno de "prováveis flops". Mas aí eu parei para analisar a proposta e, cara, eu preciso que vocês me ouçam agora, porque esse projeto é bem mais interessante do que os trailers básicos conseguem transmitir.

Para entender a magnitude da coisa, a gente precisa falar do mentor por trás do projeto: o lendário Raph Koster. Para quem não lembra ou é novo na cena, esse cara é um dos pilares de Ultima Online e do icônico Star Wars Galaxies, dois jogos que definiram o que era ser um mundo aberto de verdade antes de todo mundo decidir que a gente só queria fazer quests de "mate 10 lobos". O Raph descreve o Stars Reach como uma mistura insana de SWG, RuneScape, Eve Online e Ultima Online. Se isso sair do papel como planejado, a gente não está falando apenas de um jogo novo, mas do renascimento de um gênero que foi deixado para trás pela indústria em favor de experiências mais "guiadas" e engessadas.

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A estrutura do universo em Stars Reach é simplesmente absurda. Imagine uma teia de planetas gerados proceduralmente onde os jogadores não são apenas visitantes, mas os donos da p* toda. Você pode reivindicar um planeta e, a partir daí, estabelecer as regras. Quer criar um mundo focado totalmente em PvP, onde cada esquina é um campo de batalha sangrento? Você pode. Prefere montar um hub comercial PvE, onde a galera vai apenas para trocar itens e fazer negócios em paz? Também pode. Tudo isso é conectado por wormholes que abrem e fecham dinamicamente, o que tira aquela sensação de mapa estático e chato que a gente vê na maioria dos MMORPGs** modernos.

O mais louco é que o mapa do jogo é orgânico. O Raph Koster explicou que as zonas são criadas na hora, gerando novos planetas e áreas espaciais conforme a exploração avança. E aqui vem o detalhe que me deixou maluco: se um wormhole para de receber tráfego de jogadores, ele se torna instável e a zona simplesmente desaparece. O jogo "joga fora" a área que ninguém mais usa. Isso cria um senso de urgência e relevância geográfica que eu não vejo há décadas. Você não está apenas em um servidor, você está mantendo a infraestrutura da galáxia viva através do seu movimento e interação.

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No chão, a simulação é onde o Stars Reach realmente tenta dar um soco na cara da concorrência. A gente está falando de centenas de materiais diferentes, cada um com sua própria dureza, estatísticas e propriedades físicas reais. Não é aquele sistema bobo de "minério A + minério B = espada". Eu vi demonstrações onde eles aquecem rochas para transformá-las em lava em tempo real. Eles usam uma ferramenta chamada "chrono phaser" que pode erodir rocha para transformá-la em terra, ou mármore em calcário, depois em giz e, finalmente, em areia. Se você aquecer essa areia, ela vira vidro. É um nível de detalhe técnico que faria qualquer entusiasta de jogos de simulação babar.

Eu vi o Koster cavando um canal para um lago drenar e, na moral, foi hipnotizante ver a água erodindo a rocha no caminho enquanto descia para um vale. Claro, meu lado cético ainda está aqui, sussurrando que isso pode ser difícil de balancear em escala massiva, mas as provas técnicas que ele mostrou estão funcionando. Não é apenas cosmético; isso serve para dar aquele sentimento de mundo vivo e tátil, onde suas ações mudam a geografia do planeta de forma permanente. É o tipo de liberdade que a gente costumava ter nos primórdios do PC, mas com a tecnologia de 2026.

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Mas agora, vamos ao ponto que realmente me deixou com o hype lá no teto: o sistema de profissões. Se você chegou a jogar Star Wars Galaxies na época pré-NGE (antes de nerfarem a alma do jogo), você sabe do que eu estou falando. Stars Reach traz mais de 40 profissões diferentes com trilhas de XP separadas. Isso significa que você não precisa ser apenas o "guerreiro forte」 ou o "mago apelão". Você pode focar em habilidades de combate, claro, mas também pode seguir caminhos bizarramente específicos. Sim, eles mencionaram a profissão de jornalismo! Imagina a p*** da confusão que vai ser ter jornalistas dentro do jogo reportando as guerras entre planetas em tempo real.

Essa diversidade de funções é o que cria a economia real. Você não vai encontrar tudo em um NPC genérico; você vai depender de outro jogador que gastou centenas de horas dominando a arte de transformar areia em vidro ou de construir cidades inteiras do zero. É essa interdependência que transforma um jogo em uma sociedade. Quando você tem pessoas dedicadas a profissões utilitárias, o mundo deixa de ser um cenário de fundo e passa a ser um organismo vivo, onde cada jogador tem um valor real para a comunidade, independentemente do seu nível de combate.

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Obviamente, não podemos ser cegos. Um projeto com essa ambição é como um foguete: ou ele chega em Marte ou ele explode na atmosfera. Tentar girar tantos pratos ao mesmo tempo — simulação física, mapa dinâmico, economia complexa e centenas de profissões — é um risco gigantesco. A Playable Worlds, Inc. está tentando reviver um gênero que a indústria abandonou porque é difícil de monetizar e difícil de controlar. O risco de o jogo lançar e a performance ser um desastre ou o balanceamento ser impossível é real, mas é exatamente por isso que eu estou torcendo por ele.

No fim das contas, eu prefiro mil vezes um jogo que tenta ser revolucionário e corre o risco de flopar do que mais um jogo de serviço anódino que segue a fórmula de sucesso de todo mundo. Stars Reach tem a linhagem correta, a visão de um veterano que sabe onde os outros erraram e uma proposta que mexe com a nostalgia de quem ama a liberdade total. Se eles conseguirem entregar metade do que prometeram, estaremos diante do primeiro grande sandbox MMO da nova geração, devolvendo aos jogadores o controle total sobre o destino da galáxia.

Meu veredito é: mantenham esse jogo no radar. Não se deixem enganar pela simplicidade dos trailers iniciais. Estamos falando de um sistema onde a geologia, a política e a economia são movidas pelos jogadores. Se você sente falta daquela época em que os jogos não pegavam na sua mão para te ensinar a andar e onde a maior aventura era descobrir o que acontecia se você fizesse algo "errado" no mundo, Stars Reach é a sua grande esperança. Agora é só rezar para que a execução esteja à altura da ambição do Raph Koster.

Links Úteis

* Página do Stars Reach na Steam

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