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Steam devolve dinheiro de Battlefield 6 para jogador com 470 horas de jogo

Olha, eu já vi muita coisa absurda no mundo dos games em 15 anos de carreira, mas isso aqui ultrapassa qualquer limite do senso comum. Imagina você dedicar quase 500 horas da sua vida a um jogo, gastar uma nota preta na edição mais cara e, do nada, a empresa decide que aquilo que você mais gostava não existe mais. Pois é, esse é o cenário caótico que rolou com Battlefield 6, onde a EA resolveu dar aquele famoso 'golpe' na comunidade, removendo conteúdo essencial sem nem ter a decência de avisar nas notas do patch.

O negócio ficou tão feio que a Steam fez algo que a gente raramente vê: abriu uma exceção colossal na política de reembolso. A gente sabe que a regra geral é aquela coisa de duas horas de jogo ou 14 dias de compra, mas aqui o papo foi outro. Um usuário do Reddit, o ExplorEverythingOnce, conseguiu recuperar cada centavo do seu investimento mesmo tendo jogado por 470 horas. Isso não é só um erro do sistema, é um grito de socorro dos consumidores contra a gestão porca de algumas publicadoras hoje em dia.

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Para quem não está por dentro da treta, o problema começou com a atualização 1.4.1.5. No meio de um monte de correções irrelevantes e ajustes bobos, a EA simplesmente deletou o modo Rush do Quickplay. O Rush é basicamente a alma de qualquer Battlefield desde o Bad Company lá em 2008, e tirar isso sem aviso é pedir para o jogo flopar. O modo ainda aparece no Portal, mas tentar achar via busca customizada é impossível, o que prova que eles quiseram esconder a remoção para evitar o hype negativo imediato.

O jogador em questão não era nenhum 'caçador de reembolsos' qualquer. O cara tem 22 anos de conta na Steam, possui mais de 2500 jogos na biblioteca e só tinha pedido reembolso UMA vez na vida. Ele comprou a Phantom Edition, que custou $109.24 — o que dá aproximadamente R$ 600,82 na nossa moeda — e sentiu que foi enganado. Quando ele explicou para o suporte que a EA removeu modos de jogo quase um ano após o lançamento, o agente da Valve concordou que aquilo "não era certo" e processou a devolução total do dinheiro.

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É bizarro pensar que um jogador precisa de quase 500 horas de prova para convencer a plataforma de que o produto se tornou incompleto. Mas isso mostra que a Valve ainda tem um pingo de empatia com o usuário, lembrando o que aconteceu com Helldivers 2 em 2024, quando a Sony exigiu contas da PSN e a Steam facilitou os reembolsos em massa. No caso de Battlefield 6, a situação é ainda mais grave porque não é uma mudança de política de conta, mas a remoção de gameplay puro e simples em um PC ou console.

Enquanto a comunidade chora a perda do Rush e tenta entender por que a EA está sabotando o próprio jogo, a cúpula da empresa está em outra sintonia. O CEO Andrew Wilson embolsou um bônus de $38.7 milhões — algo absurdo de cerca de R$ 212,85 milhões — no ano fiscal de 2026. O cara recebeu esse prêmio porque a empresa "bateu todas as metas" e implementou uma nova estratégia de IA, tudo isso enquanto estúdios inteiros passavam por layoffs e demissões em massa. É a definição perfeita de corporativismo tóxico.

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Se você é daqueles que sofre com lag tentando jogar esses modos massivos, sabe que ferramentas como o ExitLag salvam a vida, e se usar o cupom CAVERNA ainda consegue aquele desconto monstro. Mas nem a melhor conexão do mundo resolve o problema de um modo de jogo que simplesmente sumiu. A EA continua listando o Rush no site oficial como um dos grandes modos de escala do jogo, ignorando completamente que, na prática, a experiência foi nerfada para a maioria dos jogadores no matchmaking.

O que fica de lição aqui é que a paciência do gamer brasileiro e mundial está no limite. A gente não aceita mais pagar por edições Deluxe ou Phantom para ver o conteúdo ser removido via patch silencioso. Se a Steam começar a abrir esse precedente para mais pessoas, a EA vai ter que repensar seriamente como trata a base de fãs de seus Shooters, porque dinheiro de bônus de CEO não sustenta jogo vazio por muito tempo.

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No fim das contas, esse reembolso de R$ 600,82 é uma vitória pírrica. É ótimo para o indivíduo, mas triste para a franquia. Ver um jogo com esse potencial ser gerido por planilhas de Excel em vez de paixão por gameplay é desanimador. A EA provou mais uma vez que prefere focar em métricas de AI e bônus milionários do que em garantir que o jogador consiga jogar o modo que mais gosta sem ter que caçar links obscuros no Portal.

Meu veredito é simples: fiquem espertos com as edições caras de jogos da EA. O histórico deles de remover conteúdo ou transformar tudo em microtransação é longo e bem documentado. Esperamos que esse caso sirva de alerta para que outras empresas não achem que podem deletar partes do jogo após a gente ter pago caro por ele. No momento, Battlefield 6 é um lembrete caro de que, no mundo corporativo, o jogador é apenas um número até que ele consiga provar que o número está errado.

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