Cara, a gente esperava que o novo DCU chegasse quebrando tudo, mas parece que a Supergirl acabou batendo de cara no muro logo na largada. A notícia de que o filme flopou feio no fim de semana de estreia, arrecadando apenas cerca de R$ 374 milhões (os $68 million originais), já era um balde de água fria para os fãs. Mas agora a verdade apareceu: o problema não foi só o marketing ou o timing, mas sim uma guerra interna colossal entre a DC Studios e o diretor Craig Gillespie.
É aquele tipo de bagunça que a gente já viu acontecer em várias produções de super-heróis, onde o estúdio quer uma coisa e o artista quer outra. A treta foi tão feia que James Gunn e Peter Safran resolveram fazer algo que não é nada comum na indústria: eles testaram dois cortes completamente diferentes do filme. De um lado, tínhamos a visão do Craig Gillespie, e do outro, um corte feito pela própria DC Studios. Isso mostra que a confiança no material original era praticamente zero.

O clima nos bastidores estava pesado, e as fontes dizem que a equipe estava literalmente lutando para decidir qual direção seguir para a estreia da Milly Alcock. O pior de tudo é que as sessões de teste foram um desastre total, com notas que mal conseguiam bater 70 de 100 pontos. Quando um filme de super-herói chega nesse nível de rejeição nos testes, é sinal de que o hype está virando ódio antes mesmo de chegar ao cinema.

Essa dissonância criativa não foi algo de última hora. A DC Studios já sabia que a coisa estava dando errado desde o segundo semestre de 2025, logo depois que as filmagens terminaram em maio. Depois de uma exibição bem medíocre em dezembro de 2025, James Gunn e Peter Safran meteram a mão na massa e trouxeram o roteirista Jeremy Slater (que a gente conhece de Moon Knight) para criar a versão do estúdio, tentando salvar o que dava para salvar.

Entre dezembro de 2025 e março de 2026, rolaram pelo menos quatro sessões de teste para tentar ajustar o rumo do filme. O corte do diretor era cerca de 11 minutos mais longo e dava muito mais destaque ao vilão Krem, interpretado por Matthias Schoenaerts. No fim das contas, a versão da DC Studios venceu a disputa por uma margem ridícula de apenas dois pontos, e foi essa a versão que foi para os cinemas no final de junho de 2026.

Para quem acompanha cinema, sabe que quando o estúdio gasta dinheiro testando cortes concorrentes, é porque eles estão desesperados. O diretor Craig Gillespie acabou perdendo o controle da obra e, a partir de certo ponto, qualquer mudança que ele quisesse teria que ser implorada e defendida com unhas e dentes. Basicamente, a visão artística foi nerfada para dar lugar a uma fórmula de estúdio que, como vimos, não funcionou com o público.
É bizarro pensar que a DC Studios ignorou a visão do diretor em um ponto tão crítico e, ainda assim, o resultado final foi um fracasso de bilheteria. O público sente quando um filme foi editado por um comitê em vez de ser guiado por uma visão criativa única. A Supergirl deveria ter sido a prova de que o novo DCU era diferente, mas acabou repetindo os erros de interferência excessiva que a gente já via na era anterior.

O resultado é esse: um filme que não conseguiu decolar, notas baixas e uma sensação de que a Milly Alcock foi jogada em um projeto fragmentado. Se a DC quer que as pessoas voltem a acreditar nos seus heróis, eles precisam parar de tratar seus diretores como meros funcionários e começar a confiar em quem entende de narrativa. Do jeito que as coisas estão, o começo desse novo universo está bem instável.
No fim das contas, a questão permanece aberta se o corte do diretor teria salvado a obra ou se o roteiro já estava morto desde a concepção. Mas uma coisa é certa: interferência de estúdio quase nunca termina bem. Esperamos que o James Gunn aprenda a lição com esse tombo da Supergirl antes que outros projetos do DCU sofram o mesmo destino trágico.



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