Galera, segura o choro porque o novo DCU já começou com o pé esquerdo e a conta chegou rápido. Sabe aquele sentimento de quando você investe tudo num projeto e ele simplesmente não engrena? Foi exatamente isso que aconteceu com o novo filme da Supergirl. O hype estava lá, a expectativa pela nova era do James Gunn era gigante, mas o público simplesmente resolveu dar um nerf colossal na bilheteria, transformando a estreia em um verdadeiro desastre financeiro.
A Warner Bros., que não é boba nem nada, já sentiu o golpe e decidiu acelerar o passo para tentar recuperar qualquer centavo que tenha sobrado. Por isso, Supergirl chega às plataformas digitais no dia 28 de julho. Se você não quis ir ao cinema ou quer rever o estrago, o longa estará disponível no Amazon Prime Video, Apple TV, Fandango e outras lojas digitais. É aquele movimento clássico de quem percebeu que o filme não tem mais pernas para caminhar nas telonas.

Vamos falar de números, porque é aqui que o bicho pega e a situação fica feia. O filme arrecadou apenas cerca de R$ 665,5 milhões no mundo todo, o que para os padrões de um blockbuster de herói é quase piada. Para vocês terem uma ideia do tamanho do buraco, a produção custou aproximadamente R$ 935 milhões, e o marketing engoliu mais uns R$ 660 milhões. Somando tudo, a Warner precisaria de pelo menos R$ 1,65 bilhão só para não ficar no prejuízo, mas o filme não chegou nem perto desse marco.
A Milly Alcock, que a gente conhece bem de House of the Dragon, assumiu o papel duplo de Supergirl/Kara Zor-El. O roteiro foi baseado nos quadrinhos de Tom King e Bilquis Evely, tentando trazer uma pegada mais densa, com a Kara vivendo em um fragmento de Krypton e assistindo todo mundo morrer. O diretor Craig Gillespie tentou imprimir um estilo diferente, mas parece que a fórmula não bateu com o que a galera queria ver agora.

É bizarro pensar que, logo após o pontapé inicial com o Superman, o interesse do público despencou tanto. O filme estreou em 26 de junho com um total global de apenas R$ 374 milhões, provando que o público não estava nem aí para a nova versão da personagem. Isso acende um alerta vermelho para todo o planejamento do DCU, já que a ideia era criar um universo interconectado e coeso, mas se o segundo filme já flopou desse jeito, o caminho vai ser bem íngreme.

Para quem ainda é do time da mídia física e gosta de colecionar, o lançamento em 4K UHD, Blu-ray e DVD ficou marcado para o dia 8 de setembro. É a última tentativa de extrair valor de um produto que não convenceu a massa. Enquanto isso, nós aqui da redação acompanhamos as Notícias e vemos que a estratégia de "Gods and Monsters" do James Gunn e do Peter Safran está sendo testada ao limite logo no começo.

Mas nem tudo está perdido no horizonte da DC. Ainda temos a série Lanterns chegando em agosto de 2026, que promete ser um drama policial no estilo True Detective com Hal Jordan e John Stewart. Além disso, há o filme do Clayface para 23 de outubro de 2026, que promete ser um horror corporal com classificação R, escrito por Mike Flanagan. Esse, no mínimo, parece ter uma proposta ousada o suficiente para tirar a galera do sofá.
Olhando para o futuro mais distante, temos Man of Tomorrow marcado para 9 de julho de 2027. O próprio James Gunn já avisou que não é exatamente uma sequência direta do Superman, mas sim algo que expande a \"Super-Família\". A esperança é que a Warner aprenda a lição com o tombo da Supergirl e ajuste a mira para que os próximos lançamentos não virem apenas mais um item em promoção no PlayStation Store ou no catálogo do streaming.
O problema real é que a Warner parece estar jogando no modo Hard sem ter o guia de estratégia em mãos. Tentar forçar a interconectividade antes de estabelecer personagens que o público realmente ame é um erro básico. Se eles continuarem ignorando o termômetro dos fãs, corremos o risco de ver todo esse planejamento ambicioso ir para o ralo antes mesmo de chegarmos em 2027.
Meu veredito final? O filme pode até ter qualidades técnicas, mas como produto comercial, ele foi completamente nerfado por uma falta de interesse genuíno do público. A Supergirl merecia mais, mas a execução da Warner transformou o que deveria ser um triunfo em um lembrete caro de que nem todo herói consegue voar alto na bilheteria.



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