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Task Manager OG: a sequência do Gerenciador de Tarefas que é puro exagero visual

Sabe aquele momento de puro desespero quando o seu PC trava completamente e a única salvação é aquele atalho sagrado de Ctrl+Shift+Esc? Pois é, o Gerenciador de Tarefas é aquele app que a gente só abre quando tudo já deu errado na máquina, servindo como o último recurso para matar um processo zumbi. Agora, imagine a loucura de alguém decidir que esse utilitário precisava de uma 'sequência' com efeitos visuais dignos de um jogo de neon dos anos 80.

O responsável por essa bizarrice não é qualquer um, mas sim Dave Plummer, o engenheiro da Microsoft que criou a versão original lá em 1995. Agora, 31 anos depois, ele resolveu lançar o Task Manager OG, que roda em Windows, Linux e Mac. O cara basicamente decidiu que a ferramenta mais pragmática do sistema precisava de um tapa no visual para 'empurrar os limites' do hardware moderno, transformando algo funcional em um experimento estético.

Imagem Cena de  I tried the 3

A história por trás do desenvolvimento é digna de um documentário, já que o Plummer usou o Claude (IA) para transformar um documento de 107 páginas em código. Ele chama esse processo de 'vibe-coding', algo que ele fez enquanto o filho passava por cirurgias emergenciais, aproveitando o tempo de recuperação para tuitar e ajustar o app. É um cenário intenso, mas o resultado final parece ter sido influenciado por esse estado de espírito caótico, resultando em um software que prioriza o estilo sobre a substância.

Visualmente, o negócio é um soco na cara: animações a 60Hz, cores neon gritantes e um contraste altíssimo que o próprio desenvolvedor admite ser fruto de sua perspectiva autista. Para quem gosta de minimalismo, o Task Manager OG é um pesadelo, vindo por padrão com um efeito de bloom que deixa tudo borrado e brilhante. No começo, a sensação é de que o app é genuinamente feio, como se tivessem tentado transformar uma planilha de Excel em um clipe de synthwave.

Imagem Cena de  I tried the 4

Agora, vamos falar do que realmente importa em Notícias de hardware: a performance. A ironia suprema aqui é que um app feito para monitorar recursos consome mais do que o original da Microsoft. O Task Manager OG abocanha cerca de 120 MB de memória RAM e usa entre 3% e 4% da CPU, enquanto o nativo fica na casa dos 105 MB e menos de 1% de processamento. Não faz o menor sentido trocar uma ferramenta leve por algo que gera mais lag no sistema.

Para piorar, as leituras de dados são completamente inconsistentes e dão aquele sentimento de que o software foi 'nerfado' na precisão. Em testes reais, abas do Chrome que marcavam pouco mais de 8 GB no Gerenciador oficial saltavam para quase 11 GB no Task Manager OG. O Slack também apresentou discrepâncias absurdas, registrando 1 GB na versão OG contra apenas 500 MB no sistema nativo, o que torna a ferramenta pouco confiável para quem precisa de precisão técnica.

Se você for explorar a aba de performance, as coisas ficam ainda mais estranhas, com módulos de termômetro e energia da CPU que simplesmente não funcionam. O app reportou uma temperatura constante de 16.9°C, o que é fisicamente impossível, já que isso é mais frio do que o próprio ambiente onde o computador estava. Enquanto softwares como o HWinfo entregam dados precisos, o Task Manager OG entrega números aleatórios que não servem para nada além de preencher espaço na tela.

Existe até uma menção a versões 'Pro' pagas que, curiosamente, ninguém consegue de fato adquirir, o que cheira a puro hype para gerar engajamento no X (antigo Twitter). O desenvolvedor parece responder bem aos feedbacks, mas a base do programa ainda parece um protótipo instável. É aquele tipo de software que você baixa por curiosidade, olha por cinco minutos e desinstala logo em seguida para não comprometer a estabilidade do seu PC.

O único ponto positivo é que você pode desativar o bloom e mudar as cores, o que torna o layout aceitável e até organizado em alguns pontos. A granularidade dos núcleos da CPU é interessante, mas é algo que qualquer usuário minimamente experiente já faz no Windows clicando em 'Processadores Lógicos'. Ou seja, o Task Manager OG não entrega nenhuma funcionalidade revolucionária que justifique o custo extra de processamento.

No fim das contas, o Task Manager OG é mais uma peça de arte digital ou um experimento de IA do que uma ferramenta de sistema útil. É legal ver o criador original brincando com o próprio legado, mas transformar utilitários em algo 'estético' geralmente termina em flop técnico. Para quem busca otimização real e quer fugir de gargalos, o melhor é continuar no básico ou investir em ferramentas profissionais de monitoramento.

Meu veredito é simples: se você quer deixar seu desktop com cara de hacker de filme B dos anos 90, vá em frente. Agora, se você realmente precisa saber por que seu PC está travando enquanto você joga na Steam, ignore esse projeto e fique com o Gerenciador de Tarefas padrão. Às vezes, o 'simples e funcional' é imbatível, e tentar colocar efeitos especiais em monitor de CPU é a definição perfeita de excesso desnecessário.

Links Úteis

* Task Manager OG via X * Feedback do Desenvolvedor
Task Manager OG
Site Oficial

Task Manager OG

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