Parece que a Disney resolveu testar a paciência do público mais uma vez com essa mania insistente de transformar tudo em live-action. Dessa vez, quem caiu no fogo cruzado foi o remake de Moana, que chegou aos cinemas com um hype gigantesco, mas acabou batendo de frente com uma parede de críticas negativas que deixariam qualquer produtor desesperado. Para quem acompanha as Notícias do cinema, esse movimento já era previsível, pois a fórmula de 'copiar e colar' a animação na vida real está começando a cansar até os fãs mais fiéis.
O cenário é aquele clássico divisor de águas que a gente costuma ver em produções polêmicas: de um lado, a crítica especializada massacrou o longa, enquanto do outro, o público pareceu ignorar os defeitos técnicos para curtir a experiência. O filme flopou nos rankings da crítica, mas conseguiu manter uma base de fãs que ainda se deixa levar pela magia da marca Disney. É aquele tipo de situação onde você olha os números e não consegue entender como a mesma obra pode ser vista como um desastre e um sucesso ao mesmo tempo.

Para ter uma ideia do tamanho do abismo, o agregador Rotten Tomatoes registrou uma nota de apenas 31% por parte dos críticos, um número deplorável para um estúdio desse porte. Por outro lado, a audiência deu um voto de confiança com 88% de aprovação, provando que, para muita gente, basta ter as músicas e os personagens queridos na tela para que o filme seja considerado bom. Nós aqui vimos que a própria IGN não ficou impressionada, dando uma nota 6/10, o que na prática é um 'está ok, mas não fede nem cheira'.
O Dwayne Johnson, que reprisa seu papel como o semideus Maui, resolveu abrir o jogo sobre todo esse caos em uma entrevista para a revista People. Com a casca grossa de quem já passou por tudo na WWE e em franquias como Velozes e Furiosos, o astro não pareceu nem um pouco abalado com as notas baixas. Ele relembrou que as primeiras críticas foram incríveis e que ele ficou genuinamente empolgado, mas que, como acontece nesse negócio, a maré virou rapidamente e o tom mudou.
O The Rock tratou a situação com uma naturalidade quase irritante, afirmando que 'é assim que as coisas funcionam nesse ramo'. Ele deixou claro que sabe lidar com os golpes e que não pretende perder o sono por causa de notas de críticos, focando mais no que acontece após o primeiro final de semana de estreia. É aquela mentalidade de quem sabe que o dinheiro no bolso, vindo do público geral, importa muito mais do que um texto bem escrito em um site especializado.

Mas além da questão financeira e do ego, o ator trouxe um ponto que, honestamente, é o único motivo para esse filme existir. Para ele, levar a cultura polinesia para as telas dessa maneira era o objetivo principal da obra. O Dwayne Johnson defendeu que, independentemente de quem amou ou odiou o resultado final, o fato da cultura ter sido representada e valorizada no cinema é a verdadeira vitória do projeto, colocando a representatividade acima da qualidade técnica do roteiro.
Enquanto o filme luta para atrair um público mais amplo nos cinemas agora em agosto de 2026, fica a reflexão sobre o estado atual de Hollywood. Estamos vivendo a era do 'conteúdo seguro', onde as empresas preferem apostar em algo que já conhecem do que arriscar em ideias originais. É o mesmo que acontece quando vemos jogos sendo relançados em 4K no PS5 ou PC sem adicionar nada de novo, apenas para lucrar em cima da nostalgia.

Essa onda de remakes da Disney parece ter atingido um teto de vidro. Não adianta ter o maior astro do mundo como Maui se a alma da animação original se perde no caminho da tradução para o live-action. O público pode até perdoar no começo, mas chega um momento em que a falta de criatividade começa a pesar mais do que a nostalgia, e as notas baixas da crítica são apenas o sintoma de um problema muito maior de falta de identidade.
No fim das contas, o Dwayne Johnson está certo em um ponto: o negócio do entretenimento é volátil. Hoje você é o rei do hype, amanhã seu filme é chamado de desastre. Mas a verdade é que a Disney precisa parar de confiar apenas na força de suas marcas e começar a entregar algo que realmente justifique a existência de um remake. Não basta 'estar na tela', tem que ter substância.
Meu veredito é que Moana live-action será lembrado como mais um produto de conveniência. É aquele filme que você assiste num domingo à tarde sem pensar muito, mas que não deixa marca nenhuma. Se a cultura polinesia ganhou visibilidade, ótimo, mas isso não deveria servir de escudo para a mediocridade artística. Espero que a Disney acorde antes que a próxima 'obra-prima' de live-action também flope com a crítica.



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