Se você acompanha o cenário da literatura fantástica, sabe que o Brandon Sanderson é simplesmente uma máquina de escrever, o cara do universo Cosmere. Mas o que muita gente não sabe é que o sujeito é um nerd assumido do J.R.R. Tolkien. Recentemente, ele mandou a real em seu podcast semanal sobre uma descoberta bizarra que fez durante a palestra anual de Tolkien em Oxford, e olha, isso é a definição de 'aura' de mestre.
Imagina você ser um aluno azarado (ou sortudo) nos anos 1920 e ter sua prova corrigida pelo cara que criou a Terra Média. O Sanderson contou que encontrou um esboço de Helm's Deep — sim, a fortaleza icônica — desenhado no verso de um trabalho de aluno. O Tolkien estava corrigindo as provas no meio do ano, viu que sobrou um espaço em branco no papel e pensou: "que crime desperdiçar esse papel". Aí ele simplesmente começou a rascunhar a geografia de Helm's Deep enquanto tentava organizar a bagunça daquela fortaleza na cabeça.

Essa história é sensacional porque humaniza o cara que a gente vê hoje como um ícone intocável. Antes de virar esse titã da literatura, o Tolkien era "apenas" um professor. Ele assumiu a cadeira em Oxford em 1925, com uma bolsa no Pembroke College, e foi nesse ambiente acadêmico, entre uma aula e outra, que ele começou a lapidar o que viria a ser o maior pilar da fantasia moderna.

O mais louco é pensar que The Hobbit e os dois primeiros volumes de The Lord of the Rings foram escritos enquanto ele ainda estava nessa pegada de professor. Para quem acha que o cara escreveu tudo num estalo de dedos, tá enganado. O The Hobbit só foi publicado oficialmente bem depois, em 1937. O Tolkien jogou o jogo do longo prazo, construindo a lore do mundo com uma paciência que faria qualquer desenvolvedor de jogo atual ter um burnout.

A Terra Média não nasceu pronta; ela foi um processo de world-building massivo, quase como se ele estivesse criando um DLC infinito para a nossa imaginação. Ele fazia anotações, esboçava mapas e criava línguas inteiras em qualquer pedaço de papel que encontrasse. É esse nível de obsessão pelo detalhe que faz com que as obras dele não flopem com o passar das décadas; elas só ficam mais densas e interessantes.

Agora, se você é do tipo que quer ter esses esboços e a arte oficial em mãos sem ter que pegar um voo para a Inglaterra, existem as edições ilustradas. Mas preparem o bolso, porque o hype custa caro. A Standard Edition de The Lord of the Rings sai por cerca de R$ 274,67, enquanto a Deluxe Illustrated Edition escala para aproximadamente R$ 736,45. É um investimento pesado, mas para quem curte colecionáveis, é o ápice.
Para quem quer completar a estante, a The Hobbit Illustrated Edition custa por volta de R$ 201,74, e as versões de The Silmarillion variam entre R$ 218,79 na versão simples e R$ 581,46 na Deluxe. Se você costuma ler no PC ou tablet, beleza, mas ter esse material físico é outra experiência. A gente vê isso muito em Notícias de colecionadores que tratam esses livros como verdadeiras relíquias.

No fim das contas, esse achado do Sanderson prova que a genialidade muitas vezes acontece nos momentos mais banais. Um professor entediado corrigindo provas que acaba desenhando uma das batalhas mais épicas da história da literatura é a prova de que a criatividade não tem hora nem lugar certo para bater. O cara era simplesmente um gênio do improviso e da dedicação.
É fascinante ver como a base de tudo o que consumimos hoje em RPGs e fantasia veio desse nível de detalhamento. Sem esses rabiscos em papéis de alunos e anotações aleatórias, a gente provavelmente não teria metade dos mundos complexos que amamos hoje. Tolkien não apenas escreveu livros; ele fundou um gênero inteiro enquanto dava aula em Oxford.


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