Olha, eu já vi muita coisa bizarra no mundo dos games nesses meus 15 anos de estrada, mas a galera realmente não tem limites para a gambiarra. Imagina você aí, suando a camisa numa bike ergométrica, mas em vez de estar olhando para um gráfico chato de batimentos cardíacos, você está tentando dar um boost num carro em Rocket League. Pois é, isso agora é real graças a um projeto chamado Deck de France, que transforma seu simulador de ciclismo em um controle para o Steam Deck.
Nós aqui da redação ficamos malucos com a ideia, porque isso leva o conceito de 'imersão' para um nível quase masoquista. O software é gratuito e foi disponibilizado no GitHub pelo desenvolvedor Sukolupo, com o objetivo claro de integrar hardware de fitness com o ecossistema da Valve. É aquele tipo de projeto que a gente olha e pensa: 'quem teve a ideia disso?', mas ao mesmo tempo sente um hype absurdo de testar só para ver o quão ridículo fica.

Para quem não manja, o Deck de France funciona através de Bluetooth Low Energy (BLE), especificamente capturando o Cycling Power Service. Basicamente, ele traduz a força que você coloca no pedal em comandos dentro do jogo. Se você tem um simulador inteligente em casa, as chances de isso funcionar são altíssimas, já que a compatibilidade é bem ampla. Confira a lista de hardware suportado abaixo:
| Marca | Modelos Compatíveis |
|---|---|
| Tacx | NEO, NEO 2T, Flux, Bushido, Vortex, Satori, Booster |
| Elite | Suito-T, Justo, Direto, Drivo, Rampa, Sterzo Smart |
| Wahoo | KICKR, KICKR Core |
| Zwift Hub | Zwift Hub One |
| CycleOps | Magnus, H3 |
| Garmin | Pedais de potência Vector 3 |
| Magene | Sensor de velocidade/cadência S3+ |
| Outros | Pedais 4iiii, Stages, Favero |

A ideia original do Sukolupo era focar nos jogos da franquia Tour de France, o que faz todo o sentido do mundo. A lógica é simples: quanto mais forte você pedala, mais rápido seu avatar anda na tela. É a forma mais honesta (e cansativa) de jogar um jogo de ciclismo, transformando a experiência em algo quase visceral, longe daquela jogabilidade engessada de apertar botões repetidamente no controle.
Mas a diversão começa quando você tenta usar isso em jogos que não têm nada a ver com bike. No Rocket League, por exemplo, o ato de pedalar ativa o boost do carro. Imagina a cena: você dando um sprint desesperado na vida real para conseguir aquele aéreo perfeito e marcar o gol da vitória. Em jogos como Forza Horizon, a potência do pedal é convertida em aceleração, e você pode até controlar o acelerador no Grand Theft Auto. É o ápice da loucura tecnológica para quem quer queimar calorias enquanto joga no PC.

Só que tem um detalhe importante para ninguém comprar a bike e achar que vai aposentar o controle: você ainda precisa de um controle Bluetooth para fazer todo o resto. Ou seja, no Rocket League, você controla a direção e a câmera normalmente com o controle nas mãos, e usa as pernas exclusivamente para o boost. É um setup híbrido que, embora bizarro, adiciona uma camada de gameplay que pode ser bem engraçada em transmissões ao vivo ou vídeos de desafio.
O setup parece ser surpreendentemente simples, com o desenvolvedor afirmando que você consegue deixar tudo rodando em cerca de 5 minutos. Embora o foco inicial seja o Steam Deck, o software tecnicamente funciona em qualquer máquina rodando Linux. Para quem curte fuçar em Notícias de hardware e gosta de customizar a experiência no Steam, é um projeto obrigatório de se baixar, mesmo que seja apenas para rir da situação.

Agora, sendo sincero: eu acho isso genial e completamente inútil ao mesmo tempo. A gente já tem apps como Zwift e Rouvy que fazem simulações de ciclismo sérias, mas transformar a bike em um periférico de games é a cara da comunidade modder. É aquela categoria de software que provavelmente vai flopar para o usuário médio, mas que vai virar febre entre os entusiastas de hardware exótico e streamers que buscam conteúdo inusitado.
No fim das contas, o Deck de France prova que a comunidade de Linux e de portáteis como o Steam Deck é a mais criativa de todas. Se você é aquele gamer que sofre com a falta de exercícios ou se simplesmente quer a maneira mais estranha possível de jogar, essa é a sua chance. É a prova viva de que, com um pouco de código e muita vontade, qualquer coisa vira um controle de videogame.



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